
Procuro atender as pessoas e orientá-las, buscando o melhor caminho, como eu gostaria que me atendessem ou informassem,assim procuro fazer. Tenho atendido muitos jovens sem rumo, sem sonhos, apenas vivendo o momento presente. Lembro-me que na minha adolescência eu sempre quis estudar , me formar, ter minha família, procurando melhorar sempre!!! Procurando sempre somar,tendo como alvo ter um emprego que pudesse ajudar meus pais no futuro, já que eles lutaram com muito sacrifício pra eu me formar . Vejo meninas novas grávidas, ainda não terminaram nem o 1º grau e já não têm expectativa nenhuma. Conversei com uma, falei da importância do estudo, dos concursos, do preparo intelectual para poder concorrer com pessoas capazes e a menina me disse na maior simplicidade:
-Tia, onde come um, come dois, três. Estudar cansa, demora muito, vamos vivendo!!!
Eu disse :
-Minha filha você não pode com você , quer ter mais filhos, pra quê?? Para nós aqui da Escola cuidarmos? Para o mundo cuidar?? Parece que a vida é só isso: ter filhos, um atrás do outro, morar com um, não dando certo, troca-se para outro, e mais filhos, e assim vão, com os dentes sem tratamento, com roupas rôtas, vão vivendo, como ela mesma expressou. Sem sonhos. Meu Deus!!!! Que futuro terão??? Não estão se preparando para ter um sustento na velhice, não se fica com 20 anos a vida toda. Eles só pensam no AGORA, não se estruturam para daqui a alguns anos. Tenho muita pena dos nossos jovens, como será lá na frente? Jovens sem ideais, sem sonhos.
Em “Nunca desista dos seus sonhos” Augusto Cury diz: “A juventude mundial está perdendo a capacidade de sonhar. Os jovens têm muitos desejos, mas poucos sonhos. Desejos não resistem às dificuldades da vida, sonhos são projetos de vida, sobrevivem ao caos. A culpa, porém, não é dos jovens. Os adultos criaram uma estufa intelectual que lhes destruiu a capacidade de sonhar. Eles estão adoecendo coletivamente: são agressivos, mas introvertidos; querem muito, mas se satisfazem pouco. Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, renovam as forças do ansioso, animam os deprimidos, transformam os inseguros em seres humanos de raro valor. Os sonhos fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades. (CURY, Augusto Jorge, 2004, p.8). É para pararmos e refletirmos, como poderemos ajudar nossos jovens??
Completando essa interessante matéria, colocarei a opinião vista pelo lado espiritual como a Palavra de Deus nos orienta. Publicarei o comentário do Pastor Antonio Regly, que achei relevante para que fechemos esse capítulo com clareza.
Sonia,
Não posso deixar de olhar para esta matéria com os olhos espirituais. Estamos vivendo os últimos dias e a Bíblia diz que muitos desta geração “serão egoístas, avarentos, orgulhosos, vaidosos, xingadores, ingratos, desobedientes aos seus pais e não terão respeito pela religião. Não terão amor pelos outros e serão duros, caluniadores, incapazes de se controlarem, violentos e inimigos do bem. Serão traidores, atrevidos e cheios de orgulho” (II Timóteo 3:2-4, Nova Tradução na Linguagem de Hoje).
Vejo, com grande pesar e compaixão, uma juventude que não acredita mais em si, mas também não crê em Deus e nem dá crédito aos pais. Não sonha porque não dorme. Nossa geração deitava nas camas e sonhava acordada: com a carreira, com o futuro, com quem ia escolher para casar, com filhos e tantos outros sonhos. Os jovens de hoje não querem, sequer, dormir. Por isso não sonham. Querem ir para as baladas. Chegam em casa pela manhã ou quando o sol já está alto. E isso quando chegam. Uns retornam exaustos. Outros não mais retornam. Uns, porque foram mortos. Outros, por terem escolhido um caminho sem volta: o tráfico, as drogas, a prostituição… Não têm tempo, nem forças, para sonharem acordados. Não dormem, mas desmaiam ou apagam de vez.
Muitos sonhos que estes jovens poderiam sonhar, não vem, pela falta de gratidão para com os pais e com o próximo; pela desobediências aos pais e a Deus; pela falta de amor ao próximo e a si mesmos; pela falta de domínio próprio.
Creio que nós pais temos uma grande parcela de culpa nisso tudo: quando desistimos dos nossos filhos, quando não os estimulamos a sonhar, quando deixamos de orientá-los, ainda que eles tenham livre arbítrio.
Deus nos deu autoridade paterna e precisamos exercê-la. Falar quando preciso, ainda que tapem os ouvidos. 
Beijo 
