
Quem já passou pelos bancos escolares é adulto hoje e tem a missão de ensinar determinada matéria em sala de aula sabe: quando ainda estava nas carteiras escolares, já presenciou ou até protagonizou, uma fase de amor platônico por algum professor. Uma admiração além da usual, uma espécie de encanto por aquele que estava ali no quadro negro, falando, orientando, mostrando um mundo novo. Agora é hora de se lembrar e encarar com tranquilidade, quando algum menino ou menina demonstrar esse comportamento.

Não é por acaso que essas situações sempre se repetem. O psicanalista Carlos Lisboa, que tem experiência em sala de aula com alunos do ensino médio, explica que o fenômeno da idealização( que pode descambar para a paixão) está ligado ao que em psicanálise se chama transferência. Tanto que faz parte da relação pais e filhos até a puberdade e se estende em outras relações, como ele mesmo enumera: ” Também pode estar presente no início dos relacionamentos amorosos, na relação com um profissional mais experiente, com alguém que se destaca numa área do seu interesse, na relação chefe- empregado, terapeuta- paciente, professor- aluno e por aí vai.” Ou seja, não há nada de anormal em um professor despertar esse tipo de interesse em determinados alunos. Até porque, assim como a idealização tem “prazo de validade” na relação pais/filhos, assim será nos outros casos.
Alguns alunos vão estabelecer com seus professores relações que para eles tem um colorido mais de pai e mãe- tanto pelo viés positivo como o negativo. Pode haver indentificação por semelhanças com os pais ou, ao contrário, pelo fato de o educador apresentar características que eles gostariam de ver no pai ou na mãe. Somando-se a isso, há uma situação típica; quando uma pessoa se destaca em relação a saberes a ela atribuídos. “É só nos imaginarmos assistindo a uma palestra de um profissional de destaque na nossa área. Se ele tiver características que admiramos, temos grandes chances de sairmos encantados desse encontro, mesmo sendo adultos”, exemplifica Lisboa.
A rigor, a idealização , se bem conduzida, ” é uma ferramenta importantíssima de sucesso para o objetivo proposto: a constituição do conhecimento e dos valores que estão ao alcance do professor,” explica o psicanalista. Para o caso desta paixão, deste sentimento exagerado a que acabamos de nos referir, o conselho é que o professor( ou professora) deve se afastar cuidadosamente, sem romper, criticar e evitar verbalizar, para que o adolescente refaça a relação de outra maneira e não se sinta humilhado.Tudo isso é muito complexo e delicado, porque não há uma “receita de bolo”: o que vale é o bom senso e a sensibilidade do educador.
Fonte: Nós da Escola nº 64/2008.
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O professor precisa de estímulo
O exemplo citado, de nos encantarmos com alguém que se destaque,quer seja numa palestra, ou outra coisa que nos cause admiração, faz brotar um pouco da “adolescência” que trazemos em nós.
Quantos de nós se sentem encantados numa apresentação do Andrea Bocelli e Sarah Brightman, interpretando “TimeTo Say Goodbye”? Ou ainda, será que nós mesmos não gostaríamos de viver aquela experiência que deu certo, com alguém à nossa volta? E não estou falando de inveja, mas encaro como normal, por exemplo: fazer um gol como o Pelé ou dar aquele drible entortador do Garrinha, ou ainda, cantar como aquele vendedor de celular, Paul Potts, cantou Nessun Dorma, uma ária do último ato da ópera Turandot, de Giacomo Puccini? Cantou, venceu, surpreendeu os jurados e fez muitos da platéia chorar.
Se para o aluno adolescente, o encantamento com o professor que admira, se identifica, implica forjar marcas positivas na sua personalidade, a nós adultos, estes mesmos encantamentos nos faz ver o quanto a vida é maravilhosa e bela.
Beijo.
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Bem legal seu blog!!!Parabéns! Tem sorteio nomeu blog apareça… o premio é um kit da mix use para tratar seus cabelos!bjks
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Bom post, é mesmo muito importante a integração entre todos para a coisa fuincionar.
Abraço
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O encantamento é um sinal que o educador está no caminho certo. Encantar-se é meio caminho andado para despertar a simpatia e o papel do educador nessa hora é transferir esse amor que pode começar como pessoal para o plano do conhecimento.
Despertar paixão pelo que se ensina é vital e só consegue isto quem ama de verdade o que faz.
abraço
angel
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Saudades . Oi sonia geralmente ficamos encantados e não tem explicação, se alguém chegar e perguntar porque do encantamento e da admiração, custa muito pra explicar. Gostei da abordagem do post. Parabéns. Beijos e um ótimo carnaval.
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Ola querida quanto tempo em? tudo bem? tem selinho de carnaval la no cantinho pra ti! espero que goste! bjos
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