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Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece… Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto.
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Mario Quintana
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“Treme a folha no galho mais alto” –
escrevo. Paro e sorvo, de olhos fechados,
o cheiro bom da terra, do capim chovido…
Parece que quer vir um poema…
Abro os olhos e fico olhando,
interrogativamente,
a linha que escrevi no alto da página.
Depois de longo instante,
acrescento-lhe três pontinhos.
Assim não ficará tão só
enquanto aguarda as companheiras.
O vento fareja-me a face como um cachorro.
Eu farejo o poema.
Ah, todo o mundo sabe
que a poesia está em toda a parte,
mas agora cabe toda ela na folha que treme.
Por que não caberia então em único verso?
Um uni-verso.
Treme a folha no galho mais alto.
(O resto é paisagem…)
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Mário Quintana
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oiee amiga, adorei o poema quintana é sempre quintana, maravilhoso. beijos e uma ótima semana de muita luz e paz.
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Cara sonia, tudo bem?
SIMULTANEIDADE
- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta.
(Mario Quintana)
Gostei do seu espaço.
Muito êxito e saúde!
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Boa Noite Sonia…
Gosto mto de ler teu blog e sou uma consumidora compulsiva de poesia e aqui sempre encontro belos momentos…carinhosamente,Jo.
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Amo a poesia de Quintava…valeu amiga!
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