
Em 2009 vai fazer 97 anos que nasceu o cantor , compositor e sanfoneiro Luiz Gonzaga. Ele morreu em 1989, mas parafraseando o que o poeta Carlos Drummond de Andrade certa vez escreveu sobre Mozart, ele continua vivo porque sua música não morreu. Mais ainda : colocou o ritmo nordestino no mapa-múndi e contribuiu para ao Sul Maravilha incorporar definitivamente a música do sertão.
Quando se estabeleceu no Rio de Janeiro e comprou uma sanfona, resolveu ir aonde o povo estava: nas ruas, bares e praças. Interpretando ritmos regionais como o baião, o coco e o xaxado, o jovem Lua tentou a sorte no rádio, apresentando-se no programa de calouros de Ari Barroso com a composição Vira e mexe. Recebeu nota máxima. Percebendo cada vez mais a importância de firmar o traço nordestino, incorporou a idumentária que marcaria sua imagem: uma roupa de sertanejo que inclui o indefectível chapéu de couro.
Até meados de 1950, o baião era sucesso nacional e internacional. Em 1967 Gonzaga gravou o LP Óia eu aqui de novo, considerado um dos marcos de sua carreira.
Em 1970 Gonzaga gravou o long play Sertão 70, que traz, entre outras composições, já vou mãe, primeira parceria do sanfoneiro Dominguinhos( visto por alguns como seu sucessor) e Anastácia.
” Até mesmo a asa-branca bateu asas do sertão…”
Não há como citar Luiz Gonzaga e não lembrar de Asa -branca, seu maior sucesso composto em parceria com HUmberto Teixeira, gravado em 1947, e que ganhou depois de muitas regravações. Cravo Albim reforça a importância da dupla de compositores: ” Nunca devemos nos esquecer de Humberto Teixeira, principal parceiro de Luiz Gonzaga. Ele fez letras e boa parte da estrutura musical, inclusive Asa-branca, eleita em 1999 pela Academia Brasileira de Letras como a segunda das 14 músicas mais marcantes do Brasil no século 20( a primeira foi Aquarela do Brasil, de Ari Barroso).

” Tá danado de bom, meu cumpadre…”
Desde 2003 , a feira de São Cristóvao funciona dentro do Pavilhão do bairro de mesmo nome. O local, batizado de Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas , é justamente lembrança ao homem que virou sinônimo de cultura do Nordeste. No Pavilhão a música típica não pára. Na entrada uma estátua do Gonzagão dá as boas -vindas ao s turistas e renova o orgulho do povo nordestino. E não é raro alguém dançar ao som de sucessos como: Cintura fina, O Xote das meninas, Paraíba, Assum preto e Qui nem jiló.
Fonte: Nós da Escola /2006.
Crédito das fotos: Google
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Ótima história, a do Rei do Baião. Ele aqui é um grande ídolo, logo estou em Caruaru-PE, a capital do Forró.
Abração!
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Olá, Sônia!
Ouvir, ler, escrever ou fazer quealquer coisa relacionada com Luiz Gonzaga sempre nos faz sentir muito a vontade de sempre nos proporciona prazer e satisfação. Luiz Gonzaga é a marca maior do povo do Nordeste e de todos aqueles que gostam de uma boa música. Ouvir as músicas de Gonzagão nos deixa muito alegres e maravilhados. Viva Gonzagão.
Abraços
Francisco Castro
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gostei da postagem gosto da música Asa branca ..lembra que devemos preservar o meio ambiente bjoo e paz!
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@gisellezamboni @EgleTavares @rutevera @juniorflor @soniasalim @Mone_Siqueira @DivaFurrier ” Nunca vi forró tão bom…” http://migre.me/49v7h
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Oi Sonia, realmente, Luiz Gonzaga era demais, revelava a beleza mais pura da música nordestina…bj
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Sonia,
Apesar de não ser filho de nordestino, aprecio os ritmos, alguns cabras bons daquela banda do País, destacando-se de longe o rei do baião: Luiz Gonzaga. Gosto de muitas músicas dele, em especial a Triste partida, cuja composição é de outro ilustre poeta: Patativa do Assaré. Sou sensível aos problemas daquela gente, nossos compatriotas; gente carente e sofrida. Confesso que só entraria para a política se fosse para fazer algo bom a favor do Nordeste. Os que estão e são de lá não possuem esta visão.
Bela postagem e justa homenagem a alguém que merece.
Beijo,
Tuninho
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