
Eu acho que não sou daqui também, pois como a Martha , faço algumas coisas que, para muitos são cafonas, fora de moda , ou coisa de gente boba. Eu acredito nas pessoas, confio, até que me mostrem o contrário. Realmente, eu acho que não sou daqui, pois faço coisas como:
Se colocar no lugar do outro, ter empatia, tentar perdoar e entender os porquês. Dizer obrigada, me desculpe, vamos acertar, vamos melhorar, vamos reverter o quadro, vamos buscar soluções. Não sou desse mundo, pois me preocupo com o próximo, sinto dó se não posso ajudar ao ver alguém sofrendo, sinto pena dos duros de coração, pois sofrem na pele a culpa dos seus erros. Tenho compaixão dos que não querem enxergar, dos cegos por opção. Acho que não sou daqui, pois gostaria que todos tivessem as mesmas oportunidades. Como a Martha, não gosto de cerveja, mas adoro o verão e a alegria de um dia de sol. A injustiça predominante me incomoda. Refletindo sobre esse ângulo, achei de suma importância esse texto de Martha Medeiros, que compartilho aqui com vocês.
acho que não sou daqui
paro em sinal vermelho
observo os prazos de validade
bato na porta antes de entrar
sei ler, escrever
digo obrigado, com licença
telefono se digo que vou ligar
renovo o passaporte
não engano no troco
até aí tudo bem
mas não sou daqui
também
porque não gosto de samba
de carnaval, de chimarrão
prefiro tênis ao futebol
não sou querida, me atrevo
a cometer duas vezes o mesmo erro
não sou de turma
a cerveja me enjoa
prefiro o inverno
e não me entrego
sem recibo- Martha Medeiros in “Poesia Reunida”
Oi, Sonia! Recebi um selo da Míriam Fajardo e estou difundindo por aí.
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Um grande abraço,
Prof_Michel
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Também n sou daqui. Além de td isso, ainda passei p meus filhos o mesmo jeito. Ensinei até os meninos q homem deve levantar qdo aparece uma figura feminina ou pessoa mais velha. Isso é tudo educação de antigamente (minha e dos meus irmãos). Qdo meu filho mais velho era pequeno ficava contrariado. Depois dos 10 anos, ele percebeu q o mulherio o adorava, as mães das colegas são apaixonadas, então tornou-se natural esse se afastar p deixar as meninas passarem, abrir porta, achar dinheiro e doar. Na escola os colegas tiravam sarro qdo viam ele entregar na secretaria o dinheiro q achava, mas aí ele retrucava “e se fosse seu?” “cara, tu é burro, dinheiro n tem nome” “tá certo, mas n é meu, a escola junta e doa p instituição” “Otário”. Ele estudou dos 3 aos 17 no mesmo colégio e qdo todos cresceram, outros meninos começaram a gostar de imitar essas pequenas coisas. Qdo ele precisou arrumar emprego lá longe pra pagar o dormitório na faculdade, comida e livros, ele me agradeceu a educação, pq qdo começou a trabalhar, o chefe dele confidenciou q nunca tinham tido alguém tão jovem, nem estrangeiro ali pq os candidatos n pareciam ter respeito nem educação.
São tempos de globalização e em qq lugar do mundo o respeito pelo próximo é produto em falta.
Tem outras pequenas coisas. Até hj, por exemplo, tenho amigas q se divertem pq fico vermelha qdo alguém fala certos palavrões. Falam q eu já nasci velha, pq n gosto de som alto, n gostei de discoteca. Até tentei mas aquilo n tinha a ver comigo. Nessa época, q era jovem, até cheguei a achar q n era normal. Hj rio disso.
Qdo a gente acostuma uma vida inteira sendo de um jeito, n dá pra mudar só porque os tempos são outros. Depois, alguma coisa da personalidade já nasce c a gente.
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Que lindo o seu post mãe. Realmente vc não é desse mundo. Vc é simpática, se preocupa com as pessoas, é muito “boinha” de coração rsrs Mas eu acho lindo esse seu jeito de ser. Assim vc vai longe e Jesus te abençoará sempre.
Beijo mãeeeeeeeeeeeeeeeeeee
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