Eu tenho muita pena das pessoas idosas que, por um motivo ou outro, se sentem sózinhas. E, algumas realmente estão abandonadas. Filhos,netos, parentes, não visitam, não aparecem. Eu fico imaginando: será que eles pensam que, nunca ficarão velhos? É triste visitarmos os velhinhos nos asilos, como eles falam dos filhos, da família. Contam suas peripécias, suas lutas para criarem seus filhos.AGORA, que seria a HORA do filho fazer alguma coisa ,por seu pai, ou por sua mãe, eles simplesmente vivem sua vida. Ligam o botão: Tô nem aí! Gosto de ver meu pai com seus irmãos. Um faz uma carne sêca, uma comida do Norte e convidam os outros irmãos. Acho tão lindo!!! Aquelas cabecinhas brancas,sentadas, batendo papo. Ficam à tarde toda contando os “causos” do Norte. Eu os admiro, acho muito bonito. E, nós os filhos por perto, qualquer pedido deles, é uma ordem.Nós enquanto filhos, ficamos ligados, nas necessidades, no que eles precisam e, procuramos providenciar, para que eles se sintam confortáveis. Pensando nisso, li esse texto de Rubem Alves e transcrevo aqui para vocês:

Duas velhinhas amigas moravam num prédio. O apartamento de uma ficava bem em cima do apartamento da outra. Ao lado de suas camas passava, na vertical, um cano de ferro. Elas tinham um acordo. Todas as manhãs, aquela que acordasse primeiro bateria no cano de ferro, e a outra responderia. Faziam isso porque tinham medo de morrer- e de que ninguém descobrisse. Assim, quando uma respondia às batidas da primeira, elas sabiam que as duas continuavam vivas.
…imagino que deve ter havido um dia em que a velhinha bateu no cano e não houve resposta. Bateu mais uma vez, e outra e mais outra – e era só o silêncio…
Livro: Quarto de Badulaques
Rubem Alves
Olá Sónia
Obrigada pela sua visita. Vim retribuir e acho que vou ficar sua “leitora”. Gostei muito deste seu post sobre a velhice, é uma fase da vida que me enternece e que devemos honrar e cuidar de uma forma diferente.
Um grande beijinho
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Este assunto me comove e me faz lembrar de uma historia infantil intitulada Charalina. É a história de uma chaleira, que não tendo mais serventia para a sua dona é atirada sobre um monturo de terra no fundo do quintal. Mais tarde, a chuva persistente faz com que a terra penetre no interior da chaleira e de lá brota uma linda flor. D. Josefina, a dona da tal chaleira, trata de limpá-la e a carrega para o interior da casa, onde a charalina vai fazer companhia paraum outro objeto de decoração. A história nos ensina a valorizar e respeitar as coisas e pessoas velhas, direicona o nosso olhar para o diferente e o potencial de beleza que ele carrega no seu interior. “Só se vê bem com os olhos do coração”. Falei, falei e acabei tendo uma idéia pra postar. Lá vou eu, amiga de face linda e brejeira. (brejeira é com j ou g?). Ai, ai, vou consultar o pai da sabedoria.
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Este assunto me comove e me faz lembrar de uma historia infantil intitulada Charalina. É a história de uma chaleira, que não tendo mais serventia para a sua dona é atirada sobre um monturo de terra no fundo do quintal. Mais tarde, a chuva persistente faz com que a terra penetre no interior da chaleira e de lá brota uma linda flor. D. Josefina, a dona da tal chaleira, trata de limpá-la e a carrega para o interior da casa, onde a charalina vai fazer companhia paraum outro objeto de decoração. A história nos ensina a valorizar e respeitar as coisas e pessoas velhas, direicona o nosso olhar para o diferente e o potencial de beleza que ele carrega no seu interior. “Só se vê bem com os olhos do coração”. Falei, falei e acabei tendo uma idéia pra postar. Lá vou eu, amiga de face linda e brejeira. (brejeira é com j ou g?). Ai, ai, vou consultar o pai da sabedoria.
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:8 tenho vergonha de por aquelas pessoas que abandonam seus velhinhos…
Nãoacredito que possam ser tão insensíveis a ponto de ignorar a sabedoria e o amor de uma vida inteira…
Infelizmente, não posso mudar a cabeça das pessoas, mas com certeza, a minha tem consciência de que a solidão não pode fazer parte da vida de ninguém…
Minha avó é meu tesouro e queremos ela sempre conosco, cheia de atenção, amor, cuidados e mimos.
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Vou ser sincera em dizer que a velhice pra mim é uma doença da alma. Há pessoas que são jovens na aparência e na idade e já são velhas por dentro e na alma.
Eu sou suspeita em dizer porque gosto da solidão eacho sim que envelhecer é uma arte que se aprende a cada dia.
Os azilos e casa de repousos são repletos de pessoas doentes que deixaram a alma se corromper com a solidão e com outras formas de tristezas.
No ano passado estive visitando um azilo e encontrei lá uma senhora lúcida que pintava, desenhava e contava história para todos. Ela saía para fazer suas caminhadas e tinha muitos amigos e uma história de vida bem triste e nada disso diminuia a sua alegria. Quando soube que ela tinha 92 anos fiquei boba. Não dava mais que sessenta. Enfim, cada um sabe a alegria e a dor que tras no coração. Beijos e boa semana pra você…
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Puxa, esse assunto que vc abordou aqui é muuuuuito importante. Envelhecer é um grande privilégio, porque cada dia é uma dádiva divina; então, se isso já é um grande motivo pra termos mais consideração e respeito com nossos velhinhos, tão abençoados, mais ainda representa somado à bagagem de vida que carregam, com seus amores e dores. Espero chegar lá rica em saúde e amores que me amem e cuidem de mim. Diz Leonardo Boff que “quem ama cuida, e quem cuida aprende a amar”.
Bjs.
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Solidão na Velhice http://bit.ly/135OR7
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