nov
29
  Plante uma palavra de Amor

Eu acredito em milagres, e você acredita? Se você quer conscientizar alguém ,basta somente crer que isso é possível. Com carinho, com amor, com jeitinho,  você consegue fazer o outro perceber que , ele(a), também precisa se humilhar e reconhecer que errou . Como o próprio Max diz no texto: “Plante uma palavra de amor no fundo do coração de uma pessoa”. Sei que é complicado, fazer a pessoa reconhecer seu erro, mas com perseverança você chega lá .Pensando nesse assunto difícil e complicado que são as relações pessoais de amigos, pais,colegas de trabalho e etc… Resolvi postar esse maravilhoso texto de Max Luccado. Reflitam e mudem seu jeito de ver e avaliar  as coisas:

Você gostaria de ver um milagre? Plante uma palavra de amor no fundo do coração de uma pessoa. Alimente-a com sorriso e oração, e veja o que acontece.
Um empregado recebe um cumprimento. Uma esposa recebe um buquê de flores…
Semear a paz é como semear feijão. Você não sabe porque funciona; apenas tem certeza de que algo acontece. Sementes são plantadas, e o solo arável da dor é cultivado…
Jesus nos deu o exemplo. Não vemos o Mestre apaziguando disputas ou negociando conflitos. Mas podemos vê-lo cultivando harmonia interior através de atos de amor…
Ele constrói pontes curando feridas. Conflitos frustantes, através de um toque. Cristo cultivou harmonia semeando a paz em corações férteis.


Livro: O Aplauso do Céu
Max Lucado

Imagens: Google







nov
29
  Poetando no calorão do Rio de Janeiro!

Não te deixes destruir…
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces.
Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
.
Cora Coralina

Este é um poema de amor
tão meigo, tão terno, tão teu…
É uma oferenda aos teus momentos
de luta e de brisa e de céu…
E eu, quero te servir a poesia
numa concha azul do mar
ou numa cesta de flores do campo.
Talvez tu possas entender o meu amor.
Mas se isso não acontecer,
não importa.
Já está declarado e estampado
nas linhas e entrelinhas
deste pequeno poema,
o verso;
o tão famoso e inesperado verso que
te deixará pasmo, surpreso, perplexo…
“eu te amo, perdoa-me, eu te amo…”
.
Cora Coralina

Vem, antes que eu me vá,
antes que seja tarde demais…
Vem, que eu não tenho ninguém
e te quero junto a mim.
Vem, que eu te ensinarei a voar e
a segurar nas crinas de meu cavalo branco.
Vem, que tomaremos banho na
chuva, desafiaremos o vento
e venceremos o tempo…
Vem, que o frio será tão grande,
não sentirás mais dores,
não sentirás mais nenhum mal.
Vem, que eu te quero junto a mim…
.
Caio Fernando Abreu
.

E decidiu: vou viajar.
Porque não morri, porque é verão, porque é tarde demais
e eu quero ver, rever, transver, milver tudo que não vi
e ainda mais do que já vi,
como um danado, quero ver feito Pessoa,
que também morreu sem encontrar.
Maldito e solitário, decidiu ousado: vou viajar.
.
Caio Fernando Abreu
.

Fonte das Imagens: Curiosando do maravilhoso e talentoso Rodrigo Piva







nov
27
  Abelardo e Heloísa

Abelardo era apelidado de ” pássaro errante”. Intelectual fulgurante, figura central das discussões filosóficas em Paris, motivo de inveja, ódio e paixões. Assim Heloísa o descreve , numa carta para ele mesmo:

Que reis ,que filósofos tiveram renome  igual ao teu? Que país , que cidade, que aldeia

não se mostrava impaciente em te ver? Aparecias em público? Todos se precipitavam para te ver.Partias? Todos te procuravam seguir com seus olhos ávidos. Que esposa, virgem, não terá abrasado por ti em tua ausência e incendiado em tua presença? Possuías, sobretudo, duas qualidades capazes de conquistar todas as mulheres: o encanto das palavras e a beleza da voz. Não creio que outro filósofo as tenha possuído em tão alto grau.”


Heloísa , jovem adolescente dotada de raras qualidades intelectuais, vivia em Paris, na casa de seu tio. Esse desejoso de lhe dar a melhor educação, contratou Abelardo como seu tutor intelectual. Mas as lições de filosofia duraram pouco. Logo os dois estavam apaixonados. E Abelardo filósofo de rigor lógico imcomparável, se transformou em poeta. Heloísa tomou conta de seu pensamento e de seu corpo e, a partir de então, segundo ele mesmo confessa, nele só se encontravam “versos de amor e nada dos segredos da filosofia.”

O tio, ao descobrir o que acontecia em sua casa, sentiu-se enganado e se enfureceu. Interrompeu as  “lições” e proibiu que eles se vissem de novo.  Inutilmente. A distância não apaga, ela acende o amor. E o próprio Abelardo comenta: ” A separação dos corpos levou ao máximo a união dos nosso corações e, porque não era satisfeita , nossa paixão se inflamou cada vez mais.”

Mas, Heloísa ficou grávida. Abelardo resolveu raptá-la e levá-la para um lugar distante. De noite, retira-a da casa do tio e a leva para a casa da irmã dele , em Palet, distante 400 quilômetros de Paris. É lá  que nasce o filho do seu amor. Casam-se secretamente no dia 30 de julho daquele ano.

Mas, para o tio de Heloísa , o acontecido exigia vingança. Planeja então a maior de todas as vinganças possíveis. Contrata um bando de marginais que invadem a casa de Abelardo e o castram. Pensava ele que, assim, colocaria um fim àquele amor, . Inutilmente. Continuam a se amar pelo resto de suas vidas. Com o poder da memória e da saudade – até que a morte os unissem eternamente. Como no filme As pontes de Madison. Só que, no filme , o instrumento da castração não foi o ódio de alguém,mas o amor piedoso por alguém.

Abelardo morreu aos 63 anos , em 1142. Heloísa, ao saber disso, exige para si a posse de seu “homem”. Na verdade era isso que Abelardo havia-lhe pedido. ” Quando eu morrer“, ele lhe escreveu,” peço-te que procures transportar o meu corpo para o cemitério da tua abadia…”. E Heloísa ordenou que, uma vez morta, seu corpo fosse enterrado no túmulo de seu marido. O que aconteceu 21 anos depois.

Conta-se que, ao ser levada para o túmulo, quando o caixão de Abelardo foi aberto, ele abriu os seus braços e a abraçou.

Livro: Retratos de Amor

Rubem Alves- Papirus Editora-

5ª Edição–2004







nov
25
  Aprendendo a Perdoar

Esse assunto que tratarei aqui, é um pouco complicado de se falar. Muitas pessoas trocam de assunto, evitam-no pois, sentem grande dificuldade em perdoar e, as vezes passam  uma vida toda amargando uma decisão que já deveria ter tomado há muito tempo: Perdoar
Para se perdoar alguém de verdade, precisamos pedir a ajuda de Deus, orar siceramente assim: Deus eu quero perdoar, sinto muita dificuldade, me ajude a perdoar!
O perdão libera um fardo pesadíssimo dos seus ombros, você respira mais aliviado. Por que fazer justiça com as próprias mãos? por que fazer justiça pelos seus métodos? Entregue esse gigante nas mãos de Deus. Ele que conhece os corações, sonda os seus pensamentos, te ajudará. Pensando nesse assunto tão complexo e, sempre evitado, resolvi repostar esse assunto novamente.Leiam com atenção esse texto:

Existe algum sentimento que aprisione a alma mais do que a relutância para perdoar?

O que você faz quando as pessoas maltratam você ou aqueles a quem você ama? O fogo da ira se inflama dentro de você , com chamas consumindo suas emoções? Ou você busca algum lugar, uma fonte de água fresca, e retira um balde de misericórdia para se libertar?

Não embarque na montanha-russa do ressentimento e da ira. Seja alguém que diz:

” Sim, fui maltratado, mas vou ser como Cristo. Serei alguém que diz: ‘ Perdoa-lhes , Pai. Eles não sabem o que fazem’ .”

Walking with the Savior

O Amigo- Sérgio Lopes







nov
24
  Novembro de Poesias e Arte

Estamos juntos, quando a poesia nos toca
e entramos como reis no Reino do Silêncio…
Quando sentimos que tempo e risos e lágrimas e tudo
em nós madurece…
.
Estamos juntos, quando a noite é fria ou o calor custa a suportar,
quando a solidão é mais solidão
e vemos a palavra Amor na boca de tantos ser profanada…
Oh! Ainda que nos separem oceanos,
estamos juntos, bem juntos, bem o sabes,
numa profunda companhia!
.
Cristovam Pavia

.

Regresso devagar ao teu
sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro. Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.
.
Manuel António Pina

Obrigado, violinos, por este dia
de quatro cordas.
É puro o som do céu,
a voz do ar.
.
Pablo Neruda
in Últimos Poemas
.

.
Preciso do teu silêncio
cúmplice
sobre minhas falhas.
Não fale.
Um sopro, a menor vogal
pode me desamparar.
E se eu abrir a boca
minha alma vai rachar.
O silêncio, aprendo,
pode construir.
É um modo
denso/tenso
- de coexistir.
Calar, às vezes,
é fina forma de amar.
.
Affonso Romano de Sant´Anna

.

Fotos: Incríveis Esculturas de Gelo, CURIOSANDO do magnífico Rodrigo Piva.
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