
Mulher lendo uma carta -Johannes Vermeer (1632-1675)
Aquela carta fez tudo parar. A mulher fecha a porta e caminha pela casa sem nada ver, buscando uma coisa apenas, a luz , o lugar onde as palavras ficarão luminosas. Que lhe importa a cadeira? Esqueceu de que estava grávida. Seus olhos caminham pelas palavras que saíram das mesmas mãos que a abraçaram.Seu corpo está suspenso naquela momento mágico de carinho impossível que aquele pequeno pedaço de papel abriu no tempo de seu cotidiano.
Uma carta de amor é um papel que liga duas solidões. A mulher está só .Se há outras pessoas na casa, ela as deixou. Mas, para que a carta seja de amor, ela tem de ser lida em solidão. Como se o amante estivesse dizendo: ” Escrevo para que você fique sozinha…” É este ato de leitura solitária que estabelece a cumplicidade. A carta de amor é o objeto que o amante faz para tornar suportável o seu abandono.
O amante que escreve alonga seus braços para um momento que ainda não existe. A carta de amor é um abraçar do vazio…
” Ainda bem que o telefone existe”, retrucarão os namorados modernos, que não têm de viver o amor no espaço das ausências.Engano. Um telefonema não é uma carta falada. Pois lhe falta o essencial: o silêncio da solidão, a calma da caneta pousada sobre a mesa que espera e escolhe pensamentos e palavras. O telefone põe a solidão a perder. Num telefonema a gente nunca diz aquilo que diria numa carta.
Fonte:
Retratos de Amor
Rubem Alves
Papirus Editora- 5ª edição/2004.
Meu nome é Sonia, Sou calmíssima, não esquento com nada. Também
sou alegre, amiga, meiga, dengosa, criativa. Meu marido diz que sou
cômica, pois quando conversamos ele sempre acaba rindo muito. Ele também
me acha cômica porque todos os filmes românticos que assistimos juntos
ele chorou e eu caí na gargalhada: Romeu e Julieta, Dio come ti amo, Ao
mestre com carinho e Titanic. Que fazer? Eu sou assim, não choro quando
vejo filme... rs.

















Sonia
sábado, 14 de novembro de 2009
2:50 am
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Achei isso aqui lindo!!!
O amante que escreve alonga seus braços para um momento que ainda não existe. A carta de amor é um abraçar do vazio…