Essa história aconteceu comigo no ano de 2002 e me trouxe alguns ensinamentos que relatarei aqui para vocês. Aprendi que não devemos ter pressa, devemos deixar as coisas fluirem naturalmente. Aprendi que, ninguém é totalmente pobre , ou totalmente desprovido de alguma coisa que, não possa ajudar, orientar e acompanhar alguém.
Eu iria renovar a matrícula na Faculdade, tinha ido ao banco pegar o dinheiro da renovação e estava com muita pressa.
Meu coração mandava-me ir pela rua da feira, pois não tinha trânsito de veículos. Só havia trânsito de pessoas. Mas, a pressa que é inimiga da perfeição me mandava ir pela rua mais movimentada e que eu já sairia lá no Metrô, e desceria direto para a Faculdade.
Fui pela rua mais movimentada, correndo, apressada, querendo chegar logo para a renovação da matrícula.
Chegando no cruzamento dei de cara com um caminhão de frutas que, parou me esperando atravessar. Ficou aquele jogo de empurra ,ele me aguardando e, eu o esperando virar, para seguir meu trajeto. Até hoje não entendi direito como aconteceu. Nisso que eu vou atravessando, o caminhão veio também. Senti o pneu espremendo meu pé. Eu desesperada puxava o pé ,mas o pé estava preso e eu não conseguia retirá-lo. Pensei comigo: Isso não está acontecendo! Quando senti que, não conseguiria e, o medo de esmagar a minha perna, gritei:
Jesus! Jesus! Me ajude! Na mesma hora, senti alguém me pegando no colo e me colocando na calçada. Nisso que, estou livre do pneu do caminhão,fui ver o que havia acontecido de fato. Meu pé estava espremido dentro do sapato. Havia feito um esmagamento no pé.
O mais interessante vem agora, um homem caindo de bêbado, me ajudou a levantar e foi no bar próximo buscar gelo para colocar no ferimento,
O motorista saltou do caminhão apavorado e me disse:
- Vou ali na feira guardar o caminhão e pegar um carro menor para lhe levar no Pronto Socorro.
O motorista demorou uns vinte minutos e o homem caindo de bêbado ficou o tempo todo do meu lado me acompanhando, olhando o ferimento e me encorajando.
Eu estava com aquele sapatinho fechado , o coiote, que é de couro e um sapato forte. Quando retirei o sapato, o pé só inchava e latejava. Depois chegaram algumas amigas e ficaram comigo até o moço do caminhão voltar. Ele retornou com um carro menor me socorreu me levando ao Pronto Socorro, comprou toda a medicação e ficou me aguardando até o médico me liberar.
Mas, o que me chamou a atenção foi a generosidade do bêbado, trocando as pernas, ele foi até o bar pedir gelo e ficou comigo até o socorro chegar. Nunca mais vi esse homem, orei muito por ele, para Deus abençoá-lo,salvá-lo e restaurar a sua vida. Meu coração ficou sensibilizado com sua bondade e disponibilidade em me ajudar. O homem do caminhão,ficou tão angustiado, se sentindo culpado que, no outro dia, queria trazer caixas de frutas para mim. No laudo médico constava o seguinte: esmagamento do pé direito. Esse acidente me deixou nove meses de licença e fora de minhas atividades escolares. O médico que me atendeu, me proibiu de colocar o pé no chão, enquanto latejasse e estivesse com o gesso. Precisei colocar gesso, pois havia quebrado o dedinho do pé. Mas, precisei retirá-lo logopois, latejava muito e começou a fazer bolhas, querendo abrir feridas , onde foi feito o esmagamento. O próprio médico, fazia os curativos. Ele queria observar o desenvolvimento dos ferimentos e me orientava para não ficar de pé por muito tempo, eu notava que ele estava muito preocupado.
Resumindo: não fiz matrícula nenhuma. Fiquei fora da Faculdade por uns três meses e de licença médica por nove meses. Aprendi que devagar se vai ao longe! A pressa é realmente inimiga da perfeição.
Minhas amigas, quando querem me encarnar falam: cuidado com essa menina, ela atropelou o caminhão!! Rsrsrsrsrssrsr!!!!
Meu nome é Sonia, Sou calmíssima, não esquento com nada. Também
sou alegre, amiga, meiga, dengosa, criativa. Meu marido diz que sou
cômica, pois quando conversamos ele sempre acaba rindo muito. Ele também
me acha cômica porque todos os filmes românticos que assistimos juntos
ele chorou e eu caí na gargalhada: Romeu e Julieta, Dio come ti amo, Ao
mestre com carinho e Titanic. Que fazer? Eu sou assim, não choro quando
vejo filme... rs.

















quarta-feira, 18 de novembro de 2009
1:53 am
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Atropelar o caminhão foi ótima!! Sônia, mesmo q vc pense não deveria contrariar o ritmo “natural”, natural é aprender com a experiência menos ruim agora, do q ter de aprender com algo irreversível no futuro. Bom é q ficaste bem!!
Bjs!!