Obituário 2009 – Celebridades

1) Michael Jackson – 50 anos Cantor – Junho
Para encontrar o sucesso, Michael, perdeu sua infância. Filho de um músico frustrado que decidiu “adestrar” os filhos para atuar no showbiz. Assim nasceu o grupo Jackson Five, nos áureos anos 60, composto por Michael e mais 4 irmãos. Na década seguinte, o cantor iniciaria sua carreira-solo, lançando o clássico Off the Wall. Mas seria an década de 80 que ele se tornaria um imperador do pop com o album Thriller, que atingiu a marca das 100 milhões cópias vendidas em todo o mundo. Triller trouxe a revolução ao mundo dos videoclipes. Porém a medida que os anos foram pasando a personalidade do cantor foi se deteriorando na mesma proporçãoq eu sua fortuna aumentava. Após uma série de cirurgias Michael desfigurou seu rosto, clareando toda sua pele – de negro, tornou-se branco . No fim da vida, tinha cerca de 500 milhões de dólares em dívidas acumuladas e definitivamente estava viciado em remédios.

2) Claude Lévi-Strauss – 100 anos Antropólogo – Novembro
Strauss faz parte de uma raríssima classe de homens que podem ser chamados de sábios. Seu legado para a humanidade foi a refundação da Antropologia, ao comparar diferentes culturas – não buscando o que as distanciava, mais o que as unia. Descobriu assim, que há estruturas de comportamento universais. Francês, Lévi-Strauss tinha uma forte ligação com o Brasil, aqui vivendo entre 1935 e 1939, período em que estudou tribos indígenas e ajudou a criar a Universidade de São Paulo. “Sua obra é uma fonte de inspiração à igualdade e ao diálogo das culturas.” (Jacques Chirac, ex-presidente da França)

3) Ted Kennedy – 77 anos Político Americano – Agosto
A diferença entre Ted e seus irmão Jonh e Bob Kenned, foi que ele não sofreu nenhum atentado. em compensação viu seu nome envolvido em uma morte mal explicada em 1969, quando bêbado ao sair de uma festa, enfiou o carro em um rio, afogando sua acompanhante. Com isso foi-se embora suas ambições à Presidência dos Estados Unidos. Tornou-se porém um ados senadores mais influentes da história americana. “Suas ideias e ideais se refletem em todos os que podem buscar seus sonhos em uma América mais igual e justa- inclusive eu.” (Barack Obama, atual presidente dos Estados Unidos)

4) Patrick Swayze – 57 anos Ator – Setembro
Patrick foi um caso raro desde a infância, se destacava no time de futebol americano, mais cultivava a paixão pela dança. Essa mescla de virilidade e leveza fez dele um astro de Hollywood. Explodiu em Dirty Dancing em 1987 e fez milhares de mulheres suspirarem por sua atuação em Ghost (1990) . Passou anos lutando para livrar-se desse rótulo, intrerpretando personagens cada vez mais incomuns. em 2009, descobriu um câncer no pâncreas, que lhe daria pouquissímo tempo de vida. Msmo sob quimioterapia, decidiu filmar uma temporada completa da série The Beast. Este infelizmente foi seu último papel.

5) Walter Cronkite – 92 anos Jornalista – Julho
Deve-se a Cronkite a criação do papel de âncora dos telejornais. E nessa função gozou da confiança irrestrita do povo norte-americano. Apresentou o principal noticiário da rede CBS, entre 1962 e 1981 . Nos anos 60 sua influência era tanta no país que “abalava” a Casa Branca com um simples arquear de sobrancelhas. Por causa de uma de suas reportagens sobre a Guerra do Vietinã, levada ao ar em 1968, o presidente Lyndon Johnson, que era seu amigo, desistiu de concorrer à reeleição. “Se perdi Cronkite, perdi o americano médio”, explicou o então presidente.

6) Farrah Fawcett – 62 anos Atriz – Junho
Se viveu nos anos 70 impossível não conhecer a dona desse sorriso perfeito e olhar luminoso . Sua imagem para a época era tão hipnótica que Fawcett estabeleceu o padrão de beleza americana naquela década. Recebeu um convite para coestrelar a série As Panteras, ao lado de Kate Jackson e Jaclyn Smith. Milhões de pessoas por todo o mundo acompanharam as aventuras desse trio de detetives na TV. No aufe da carreira abandonou o programa para fazer cinema. “Ela foi a Marilyn Monroe dos anos 70.” (Hugh Hefner, fundador da Playboy)

7) Clodovil Hernandez – 71 anos – Estilista – Março
No Brasil da década de 60, não haviam ainda a grande Fashion Week, nem “tendência”, pore´m havia dosi estilistas, Dener e Clodovil, que faziam vestidos para artistas e grã-finas e se alfinetavam nas colunas sociais. Dener morreu estilista em 1978 e Clodovil, deputado federal , aliás um dos mais votados do país. No meio-tempo foi apresentador de televisão, fazendo sucesso com seu jeito afetado e ferino. Cobrado por não ter apresentado um único projeto de lei em defesa aos homossexuais, respondeu: “Quais direitos? Direito de promover passeatas? Não tenho orgulho de transar com homem.”

8) Maurice Druon – 90 anos Escritor – Abril
Quando Hitler marchou sobre Paris, o jovem Druon usou a pena para lutar. Junto com um tio, escreveu o hino da resistência francesa – Chant des Partisans. No pós-guerra, publicou O Menino do Dedo Verde, clássico infanto-juvenil que narra a história de Tistu, um garoto capaz de fazer brotar flores em tudo que toca. Na velhice, com uma atitutde machista, bombardeou a admissão de mulheres na Academia Francesa de Letras. Felizmente essa “guerra” ele perdeu .

9) Zé Rodrix – 61 anos Músico – Maio
Na voz de Elis Regina, o músico carioca Zé Rodrix experimentou em 1972, seu primeiro e maior sucesso: Casa no Campo. Um verso dessa canção, antecipava um estilo que ele criaria pouco depois, o rock rural, que misturava rock’n'roll e ritmos folclóricos. Nos anos 80, enveredou por outras carreiras, tais como publicidade e compôs trilhas sonoras, jingles e produzir alguns espetáculos de teatro e programas de TV. Em 2001, voltou à estrada com Sá e Guarabira para divulgar um novo CD do trio. “Músico completo, filósofo louco, cômico, crítico mordaz e grande companheiro”. (Guarabira, músico)

10) Raúl Alfonsín – 82 anos Político – Março
Político argentino que se preza sofre com o amor e ódio do eleitores. Alfonsín viveu essa sina como poucos. Em 1983, chegou à Casa Rosada, como o primeiro civil eleito para governar a Argentina, após 8 anos de ditadura militar. Reorganizou o Estado, levou generais a julgamento, acusados pelo desaparecimento de 30.000 pessoas. Seu governo, no entanto, foi uma tragédia econômica: em 1989, a hiperinflação bateu a casa do 4.900%. Pressionado, renunciou cinco meses antes de terminar seu mandato e deixou o poder pela “porta dos fundos”. “Foi um defensor dos direitos humanos, que ajudou a consolidar a democracia na grande nação argentina “. (José Luis Zapatero, primeiro-ministro da Espanha)
Fonte: Revista Veja Retrospectivas 2009 (edição nº 2145, ano 42, nº 52, pp. 142-150).
Esse maravilhoso Post, me foi cedido pela amiga Márcia Canêdo, do excelente e criativo Blog: Jornalismo Antenado, vistem e se maravilhem com as novidades que têm por lá.
