
Os anos de 1970 foram os mais duros em termos de repressão e censura. Esse período da História Brasileira ficou conhecido como “Anos de Chumbo”.
Nessa época, artistas, escritores, jornalistas, lideranças operárias e camponesas, políticos que faziam oposição ao governo dos militares ou qualquer outro cidadão brasileiro que quisesse falar abertamente o que pensava sobre a política do país corriam o risco de ser presos, torturados ou mesmo banido do país.
Muitos artistas, entretanto, denunciavam a censura e criticavam a falta de liberdade de expressão e de opinião de uma maneira muito inteligente. Quer ver?
Preste atenção na letra da música ” Apesar de você”, composta por Chico Buarque em 1970 e reproduzida a seguir:
Apesar de Você
Chico Buarque
(Crescendo) Amanhã vai ser outro dia x 3
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão
(Coro) Apesar de você
amanhã há de ser outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de “desinventar”
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
(Coro2) Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa
Apesar de você
(Coro3) Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você
(…)
Fonte: Ler o Mundo- História
Conceição Oliveira- Editora Scipione
Música:letras.terra.com.br
Meu nome é Sonia, Sou calmíssima, não esquento com nada. Também
sou alegre, amiga, meiga, dengosa, criativa. Meu marido diz que sou
cômica, pois quando conversamos ele sempre acaba rindo muito. Ele também
me acha cômica porque todos os filmes românticos que assistimos juntos
ele chorou e eu caí na gargalhada: Romeu e Julieta, Dio come ti amo, Ao
mestre com carinho e Titanic. Que fazer? Eu sou assim, não choro quando
vejo filme... rs.

















quinta-feira, 03 de dezembro de 2009
11:33 pm
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Sabes, amiga, venho de uma família que sofreu as agruras da ditadura, da repressão e era adolescente quando o pai foi preso político. Ficou por duas semanas na prisão e interessante que isto me marcou tanto que ainda hoje lembro da mãe subindo o morro para nos levar no dia de nosso aniversário (sou gêmea) para o pai nos beijar. Tinha uns 8 anos por aí.
Depois disso, a vida difícil deles com 4 filhas para criar e o pai sem emprego porque a ditadura lhe tirou a chefia do Daer no Estado, foi cruel…
mas tudo passou.. o pai também se reergueu e foi um político bem sucedido por 18 anos. Presidente da Câmara Municipal e temos o nome de uma rua na minha cidade com o nome dele.
A vida traz provações amiga!
Eu, tu sabes, que trilhei também pelas pedras pontiagudas, mas estou aqui e apreciando essa amizade bonita e despretenciosa que temos.
com carinho, Maria Souza – Porto Alegre – RS