Engraçado que, lendo essa tirinha do meu amigão ROB MAIA , me lembrei de um episódio que aconteceu comigo. Estava lavando a calçada da minha casa e veio uma senhora me pedir comida. Dei a comida, depois ela me pediu roupas, calçados e roupas de cama. Falei para ela que iria arrumar, que ela passasse na próxima semana. Resolvi testá-la, lhe disse:
- Tenho umas roupas para passar, a senhora passa a roupa e eu lhe pago o dia. Ela disse que não podia, tinha filho pequeno para tomar conta. Mas, podia pedir de porta em porta. Trabalhar meu amigo, eles não querem!!! Pedir é mais confortável e prático. Lá na minha Escola, vão aquelas mulheres com as unhas feitas, cabelo arrumado pedir Bolsa Família, eles querem tudo o que o Governo puder dar: Bolsa Família, Vale Gás, Vale Camisinh, etc… Só não querem Vale Trabalho!!! Acordar cedo, sair de casa para trabalhar, ralar como nós ralamos, ninguém quer!! Sei que existem as pessoas que, realmente são necessitadas, precisam de um auxílio. Mas, a maioria quer se dar bem. Quer tudo molinho.

Fonte da Tirinha: TI-RINHAS
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Amigo ROb é uma alegria divulgar seu excelente trabalho aqui no Compartilhando as Letras. Obrigada pelo carinho de sua amizade.
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É verdade Sônia, próximo ao meu trabalho fica sempre uma senhora pedindo dinheiro, já ofereceram trabalho, mais ela não quer, o que falta nessas pessoas é força de vontade, não trabalho. Abraços!
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É verdade. Quando a pessoa quer trabalhar, arruma um jeito mesmo. Moro em uma cidade extremamente pobre e não há pedintes. Tudo bem que tem as “bolsas compra pobreza”, mas a grande maioria arruma seu trampo e como todo mundo conhece todo mundo, vai pedir pro cê vê, vai!
Já em Jaiba – Norte de Minas – (estive lá 2 meses a trabalho) um cara chegou em uma mesa e pediu dinheiro. (eu não dou, então não falo nada) O rapaz da ponta, rapidamente se prontificou a ajudar o sujeito. Passou pra ele um montinho que devia dar em torno de 1 real. O cara recebeu as moedas, foi lá na frente, contou, voltou e as jogou sobre a mesa:
- toma esta merd** de volta! Ce ta precisando mais que eu!!!
kkkkkkk
Bjs
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Já escutei mil e um apelos na rádio pedindo p n darmos nd. Aqui em Campinas tem pedintes de montão. Qq lugar q se pare, seja no semáforo, supermercado… Alguns contam umas histórias q me fazem pensar “E se for verdade?”. Creio q td mundo tem esse dilema. Entro faço umas compras, entrego e junto um dinheirinho. Tb já dei endereço e telefone, falo pra pessoa aparecer, q moro em condomínio, posso ir de vizinho em vizinho arrumar uns bicos, mas nunca ninguém apareceu. N fico revoltada, fico triste por ela n ter tido força de sair dessa vida de pedinte. O corpo acostuma ao fácil, é certo, mas a força tem q vir da pessoa. Preguiça, gula… são tudo vícios do corpo, como qq droga. Aquele preguiçoso q estende a mão na rua n é tão diferente do parente q perdeu o emprego faz anos e só n foi parar na rua, pq a família inteira sustenta, certo? Conheço vários casos desses. O lar dos velhinhos da cidade tem vários casos de idosos q foram p lá jogados por esse tipo de parente q acabou tomando conta da casa e da aposentadoria dos coitados. Mas, apesar de td isso, dos bolsa esmola, de concordar q tem mt malandragem, muita gente acha difícil virar as costas.
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Sônia, boa tarde. Posso somente lhe agradecer pela tirinha tão bem adequada a esse texto. A idéia foi essa mesma. Não que, às vezes, eu mesmo não dê esmolas. É raro, mas acontece. O problema é que nunca ocorreu de um pedinte encostar no meu quintal e perguntar: ‘- Posso cortar sua grama? Cobro 20,00′. Não. Isso nunca acontece. E dinheiro transferido, sem a devida contrapartida em trabalho, nós não ganhamos. Então é complicado. Valeu mesmo. Muito obrigado. Saiba que, cada vez que uma tirinha minha aparece no ‘Compartilhando Letras’ fico muito feliz. Um beijo pra você e um abração pro Antônio.
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