
Achei lindo esse poema de Carlos Drummond de Andrade, quando chega o Ano Novo, queremos mudar umas coisas daqui, fazemos promessas dali. Fazemos listas de boas intenções e, guardamos na gaveta, continuamos fazendo tudo igualzinho ao ano que passou. Sei que vivemos muita coisa num ano: lutamos, corremos atrás, trabalhamos, tentamos ser melhores pessoas, buscamos o ferido, buscamos harmonia, perdoamos, nos esforçamos para melhorar. Mas, infelizmente ,nem todos entendem seu jeito de ser. Se você tenta ajudar, pensam que quer se meter na vida deles. Se você demonstra arrependimento, mostrando através de ações que, quer realmente viver em paz, a pessoa se tranca e não libera o perdão para você continuar se sentindo culpado(a). Se você é atencioso(a), busca, procura estar presente, ou até mesmo aconselhando com palavras, fazendo a pessoa refletir dos atos grosseiros, acham que você é invasivo(a), cri-cri, chato, etc… A realidade é que , lidar com pessoas é super complicado, tem que ter um jogo de cintura enorme. Pensando nisso, posto aqui essa mensagen do Drummond.

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
– Carlos Drummond de Andrade
Sônia,
adoroooo essa poesia!
Especialmente esse final:
” Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre”
Abraço,
Serenissima
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Sónia
Belo poema! Parece que Drummomd está em alta neste final de ano.
Bjs e um 2010 cheio de coisas boas.
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É… o ‘novo’ adormece em nós, basta darmos vida a ele, termos uma vontade enorme que nos tire do comodismo para deixá-lo fazer maravilhas em nós. Basta querer e acreditar!
Feliz 2010, Sônia! Obrigada pelas suas palavras que me acompanharam neste 2009!
Abraços e fica com Deus!
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BELO POEMA!!!
Olhe o centro do céu à meia-noite na virada do Ano Novo, crês e verás que todos os sonhos e desejos serão somente os teus atos de fé.
(Erasmo Shallkytton)
F
E
L
I
Z
2010 ?
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Sônia, acredito que a cada ano vindo seja, primeiramente, uma graça de Deus.
Depois, se foi nos dada nova chance de compor nova música é necessário que saibamos ouvir, desejemos escrever notas novíssimas e estranhas ainda, mas que no final de 2010 possamos cantá-la para que todos escutem que linda música compomos.
Um beijo no coração,
Maria Souza – Porto Alegre – RS
obs.: por favor já te mandei inúmeros recados que fostes eleita DESTAQUE EM PROFESSORA NO DIHITT.
Vá lá.
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