Adoro andar no Centro do Rio, um calor de rachar e eu em plena rua do Ouvidor vendo as modas. Mas antes fui ao médico, precisamos cuidar da saúde, depois que se entra nos“ enta ” , a gente vai embora, é só enta: quarenta, cinquenta, sessenta, enta… Estou escrevendo para vocês e o ar está no máximo e o quarto continua só fresco.Nem o ar dá vazão nesse calorão.Ih!! rimou!! Colocarei aqui pequenos fragmentos de Rubem Alves que eu adoro e, alguma fotos bem humoradas do meu maninho Rodrigo Piva do excelente Blog Curiosando. Assim, uno o útil ao agradável, belos textos e lindas imagens.

As casas estão ligadas ao amor. “Tu não te lembras da casinha pequenina onde o nosso amor nasceu? Tinha um coqueiro do lado que – coitado! – de saudade já morreu”. O amor por uma pessoa começa do mesmo jeito como começa o amor por uma casa.
Vem primeiro o visível: a gente vê a casa, a gente vê um rosto, um corpo. E aquele sentimento de querer morar naquela casa, de querer morar naquele corpo … O que se imagina não pode se comparar ao que se vê. O que se vê é apenas um ponto em torno do qual a imaginação pinta a cena de felicidade. Sim, quero morar na casa, essa casa que vejo, de paredes brancas e janelas azuis porque estou amando tudo aquilo que acontecerá nela. Amo a casa de paredes brancas e janelas azuis pelos sonhos que a envolvem.
Rubem Alves in “O AMOR QUE ACENDE A LUA
* Por que a rosa não mais floresce?”

O padre disse que foi a falta de desejo honesto de ser feliz. O padre estava errado. A rosa que amamos pode deixar de florescer a despeito dos nossos mais sinceros esforços.
Há algo trágico no poema de Cassiano Ricardo.
Por que tenho saudade de você, no retrato, ainda que o mais recente?
E por que um simples retrato, mais que você, me comove, se você mesma está presente?
Quando li esse poema pela primeira vez tive a impressão de que ele estava brincando. Agora eu o leio como um lamento. Como eu amo você! Quem ama quer estar junto, segurar as mãos, ficar olhando para o rosto.
Mas eu não sinto isso quando estou com você – eu não o encontro em você. Encontro no seu retrato. Olho para você, do outro lado da mesa. E me lembro do seu retrato. O retrato! Olho o seu retrato e sinto saudades. O retrato é o lugar da ausência. Barthes diz que aquilo que todos os retratos retratam é a morte: o que deixou de ser, o que não é mais. O tempo do retrato é um passado irrecuperável. Amo um objeto que não tem mais existência: a sua imagem no retrato, morta, embora você mesma esteja presente. Meu amor mora num passado sem volta. Sendo esse o caso, não amo você, presente, diante de mim, do outro lado da mesa.
A rosa florescia. Por que deixou de florescer?
Talvez o amor não passe de uma deliciosa ilusão que se realiza em momentos sagrados, raros. Quando ele acontece é aquela felicidade imensa, aquela certeza de eternidade.
Rubem Alves in “O AMOR QUE ACENDE A LUA
* Por que a rosa não mais floresce?”

O masculino é o pleno que ora pelo vazio que o abraçará.
O feminino é o vazio que ora pelo pleno que nele se encaixará. Quando os amantes se abraçam e as peças se interpenetram, os corpos se encaixam, como no quebra-cabeça. Todo ato de amor é uma realização efêmera de uma unidade original perdida.
Rubem Alves in “O AMOR QUE ACENDE A LUA
* Se eu fosse você”
Artigos Correlatos
Sofrendo grandes trasformações como o milho de pipoca
Psiuuuuuuuuu ta concorrendo com o meu blog é? hahsdqahdha agora o blog da senhora é de humor tambme ???? hadhahdqs nao gostei dessa foto da noiva com o noivo nao ..rs
isso nao vai acontontecer comigo nao hein ..rsrr adoreeei o post !!!!
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O bolo de casamento está sensacional.
Abraços forte
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