Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim não morre jamais.?
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Hoje eu vi uma atitude de um professor, que, com certeza, ficará eternizado no coração da pequena Ana Beatriz. De família muito humilde, ela gostaria de participar dos torneios que a Escola tem participado com uma certa frequência. Mas, não tinha o tênis próprio para o dia do jogo. O professor de Educação Física, comprou o tênis e deu-o de presente para ela. Gente, seus olhos brilhavam!!! Saiu para a partida, beijando e abraçando todo mundo, estava feliz pois havia ganho o tênis, poderia defender seu time no torneio. A tardinha retornaram os alunos e os professores, a algazarra era notória, eles haviam ganho o jogo. A menina pulava, vibrava e beijava a todos os professores. Achei interessante que, ela tirou o tênis, e quis deixá-lo guardado na Escola.Explicou que , se o levasse pra casa ,teria que emprestar para os irmãos, pois, em casa eles dividem os sapatos e as roupas. Mas, os jogos continuarão e, ela, não quer perder nenhum!!! Gente, que situação!!! Quanta necessidade essas crianças passam! O professor guardou o tênis, afinal, semana que vem, lá vão eles para outro bairro defender nossa Escola. Fiquei pensando na importância que um professor têm na vida dessas crianças ,desses jovens. Conheço professores que, preparam o material para suas aulas da melhor forma possível. Produzem vídeos, gravam músicas dentro do tema a ser abordado, preparam uma aula atraente, uma aula de qualidade. Com certeza esses ficarão na memória e serão lembrados com amor e saudade.
Lembro-me , quando fiquei menstruada pela primeira vez, morri de vergonha, minha mãe não conversava comigo sobre esses assuntos, falta de preparo dela, vergonha talvez. Minha professora, ficou comigo depois da hora e me deu todas as coordenadas, eu tinha apenas 11 anos. Nunca me esqueci daquela conversa amiga, bondosa e esclarecedora. Acho de suma importância o papel do Educador em o nosso contexto, quantas vidas podem ser resgatadas e norteadas com sua boa palavra, com um olhar de amor, com um olhar diferente. Vejamos o que Rubem Alves nos diz sobre o olhar:
Segundo Nietzsche a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. É através dos olhos que as crianças tomam contacto com a beleza e o fascínio do mundo. Os olhos têm de ser educados para que a nossa alegria aumente. As crianças não vêem « a fim de». O seu olhar não tem nenhum objectivo prático. Vêem porque é divertido ver. Alberto Caeiro sabia tudo sobre o olhar das crianças…
– Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu. O educador diz: «Veja!» – e ao falar, aponta. O aluno olha na direcção apontada e vê o que nunca viu. O seu mundo expande-se. Ele fica mais rico interiormente. E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria – que é a razão pela qual vivemos.
Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação, didáctica – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar, ou à importância do olhar na educação, em qualquer um deles.
– Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim não morre jamais.
Rubem Alves
Fonte dos textos de Rubem Alves: Blog Rubem Alves da Tina
Querida Sonia Regly, parabéns pela partilha de tão nobre gesto de amor por esse professor a sua aluna.Ainda bem que sempre existe um professor em nossas vidas, para suprir não somente necessidades de conhecimento, mas a necessidade de ser olhada nas mais difíceis situações. Beijos, B.B.
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;)
Ah esses professores também são nossos grandes amigos!!!
Que linda história desse professor, se ve como poucos gestos já deixam uma pessoa com os olhos brilhando!!
Beijos
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Parabéns pelo post. Faltou uma definiçao: Ensinar, é o que você nos faz, Sonia. Boi noite.
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Olá Sônia:
Há professores bons, outros nem tanto; com os alunos é a mesma coisa.
Em se tratando do olhar, aí, não tem jeito, só os melhores conseguem sentí-los.
Eu, pessoalmente sempre achei os professores de português os melhores, talvez pela comunicação, mas tive outros bons professores também.
Professores de péssima qualidade, foram poucos, acabavam saindo logo. O ambiente de escola hoje, é bem pior que antigamente, acho que é preciso ensinar mais que os alunos, é preciso uma terapia familiar, não sei, criação de comunidades …
Muito bom o texto.
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Sonia,
Estou certo de que o professor fez com muito amor. São esses pequenos grandes gestos que não só mudam uma vida, como pode revelar um campeão, alguém que irá brilhar e nos dar muitas alegrias.
Fez-me lembrar alguns desses descobridores de talentos – e destaco, ainda que sem citar nomes, alguns que descobriram craques no futebol. Muitos deles tiram do seu parco salário para comprar um par de chuteiras, uma camisa, um short, um meião; tiram do bolso para pagar passagens, tão somente pelo amor àqueles que treina, àqueles que se dedica.
Estou certo que a retribuição divina já alcançou o professor. É desta forma que demonstramos que amamos a Deus: amando o nosso semelhante.
Amei o seu post!
Beijo
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Olá Sonia,
Que pena que nós, professores, vivemos a dizer muitas boas coisas
que, a maioria dos alunos nem dão atenção!
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Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos http://migre.me/3SY4a
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Minha querida amiga Sônia,
Fiquei muito sensibilizado com a história do professor e a menina. Minha amiga o olhar de uma criança agradecida é uma dádiva de Deus, que nem todo mundo tem esssa condição de receber.
Valeu!
Abraços,
Assis Azevedo
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