Gente, já estamos em setembro e, as energias já estão se esgotando. Quando isso acontece eu corro para um refúgio chamado: Saquarema!!! Lá, andando nas areias quentes e maravilhosas, correndo das ondas, passeando pela cidade, vendo as lojinhas, subindo nas pedras lá no alto da igrejinha, a gente se sente novinho em folha.
Pode o mar não estar bom para o banho, mas a viagem e o ventinho gostoso na rede da varanda, já valem à pena!!!! Adoro o picolé redondinho de lá. Tem todos os sabores, a gente se empanturra de ficar com piriri !!!
Os espetinhos na pracinha, os churros, o açaí, a pipoca e a farra que é o motivo central de tudo!!!
Vamos conhecer Saquarema???? Saquá é tudo de bom!!! Lá a gente se esquece da vida. Parece que o tempo pára pra podermos curtir sua quietude, o bater das ondas, o pôr do sol divino que nos aquece a alma.
Ouvindo a música Hier Encore de Charles Aznavour, eu comecei a pensar que, o tempo voa, e se esvai, muito rápido. A música fala que, ontem, eu tinha vinte anos, acariciava o tempo e brincava de viver.
Todos nós sabemos que precisamos aproveitar bem as oportunidades que nos são propostas, pois em se chegando a idade madura, já devemos estar com tudo ajeitado, a vida estruturada.
Vejo meus amigos de infância, aqueles que cursaram comigo os bancos escolares. Uns são professores, outros enfermeiros, outros tem seus negócios próprios,outros fizeram concursos públicos,outras donas de casa, etc… O tempo passou tão rápido, na verdade, o tempo voa e, nós voamos também.
É na juventude que nos preparamos para o futuro, fazemos umaboa Faculdade, Concursos diversos, sempre procurando uma boa colocação. Vejo a juventude de hoje, perdendo tanto tempo com futilidades, não se preocupam em preparar o futuro, uma boa carreira, muitos são levados pelas “amizades” e não concretizam nunca, nada!!
Ouçam essa linda música e reflitam que, com vinte anos, temos todo o mundo pela frente para conquistar. Amei a melodia e, achei a letra muito bacana para refletirmos sobre o tempo :
Charles Aznavour – Hier Encore
Ainda Ontem
Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Acariciava o tempo
E brincava de viver
Como se brinca de namorar
E vivia a noite
Sem considerar meus dias
Que escorriam no tempo
Fiz tantos projetos
Que ficaram no ar
Alimentei tantas esperanças
Que bateram asas
Que permaneço perdido
Sem saber aonde ir
Os olhos procurando o Céu
Mas, o coração posto na Terra
Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Desperdiçava o tempo
Acreditando que o fazia parar
E para retê-lo, e até ultrapassá-lo
Só fiz correr e me esfalfar
Ignorando o passado
Que conduz ao futuro
Precedia da palavra “eu”
Qualquer conversação
E opinava que eu queria o melhor
Por criticar o mundo com desenvoltura
Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Mas perdi meu tempo
A cometer loucuras
O que não me deixa, no fundo
Nada e realmente concreto
Além de algumas rugas na fronte
E o medo do tédio
Porque meus amores
Morreram antes de existir
Meus amigos partiram
E não mais retornarão
Por minha culpa
Criei o vazio em torno a mim
E gastei minha vida
E meus anos de juventude
Do melhor e do pior
Descartando o melhor
Imobilizei meus sorrisos
E congelei meus choros
Onde estão agora
Meus vinte anos?
Estava ouvindo minha filha reclamar do Metrô, que na hora que ela volta, o tumulto está instaurado. Falou-me que, as mulheres, são as mais barraqueiras. Que horror !! Fiquei pensando que antigamente, as coisas eram calmas, serenas e tranquilas. Não havia esse corre corre. Tudo era feito com tranquilidade, as pessoas hoje são apavoradas. Atropelam umas as outras. Lembro-me que , eu ainda com o pé enfaixado, um rapaz novo, correu para sentar-se no lugar vazio e, quase que me jogou naquele vão que fica entre o trem e a estação. As pessoas não teem educação, primeiro EU, segundo Eu, e terceiro EU!!!! O resto qe se dane!!! Hoje , infelizmente, o pensamento é este.
Vejamos como era antigamente, no tempo em que a maioria da população andava à pé, outros a cavalo, e, uma minoria usava a cadeirinha:
Senhora da liteira com dois escravos, c. 1860.
Já pensou, um monte de cadeirinhas dando esbarrões por aí?? Claro que, naquele tempo, a população era bem pequena, não haveria esse problema. E, também, as cadeirinhas não eram meios de transporte de massa. Eram, apenas para uma minoria, os privilegiados, digamos. Cadeirinhas eram meios de transporte individuais usados por pessoas ricas e importantes. Foi muito utilizado pelas mulheres ricas, para irem à missa ou passearem pela cidade.
Esse bonde aí, deveria ser o das 18 horas, rsrsrsrsr. Ele está igualzinho ao Metrô: lotado!!
Hoje em dia, ainda é complicado, principalmente na hora de pico, mas as coisas, melhoraram muito de lá pra cá. Podem melhorar mais, se os governos investirem em transporte de boa qualidade. A população só tende a crescer. Os serviços precisam melhorar em qualidade e serem apropriados para o nosso tempo.
Vem aí o trem bala que ligará o Estado de São Paulo ao Rio de Janeiro, um trem que poderá alcançar 300km/h. O futuro vem aí! Confiram aqui.
A poesia não é uma expressão do ser do poeta. É uma expressão do não-ser do poeta. O que escrevo não é o que tenho; é o que me falta. Escrevo porque tenho sede e não tenho água. Sou pote. A poesia é água”. (Rubem Alves)
Aquilo que capto em mim tem, quando está sendo transposto em escrita, o desespero das palavras ocuparem mais instantes que um relance de olhar”. (Clarice Lispector)
“o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando”. (Guimarães Rosa)
“É preciso muito pouco. A alegria está muito próxima. Mora no momento. Perdemos a alegria porque pensamos que ela virá no futuro, depois de algum evento portentoso que mudará a nossa vida” (Rubem Alves)
É ainda possível chorar sobre as páginas de um livro, mas não se pode derramar lágrimas sobre um disco rígido.” (José Saramago)