“ Eu sou a porta ; se alguém entrar por mim, será salvo; entrará e sairá, e achará pastagens.” João 10 v:9

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Muralhas e portas são encontradas no percurso de quem visita Jerusalém. Cada uma das sete portas leva a um lugar diferente. Para chegar ao Muro das Lamentações, passa-se pela Porta dos Entulhos, que tem esse nome devido ao lixo que é lançado nas ruínas da Esplanada do Templo de Salomão. Cada pessoa pode escolher em qual porta deseja entrar, e sair do local com impressões e informações que poderão modificar ou não o seu comportamento.

Quando Jesus diz que é a Porta, podemos compreender que existe o lado de fora e o lado de dentro. O mundo das trevas e o mundo da luz. Ao passar com uma experiência com Jesus , em que haja quebrantamento e confissão de pecados, ganho forças para enfrentar o mundo e descobrir as “pastagens”, isto é ,os alimentos necessários para minha sobrevivência espiritual.
O Muro das lamentações é considerado um lugar de fé, onde pessoas do mundo todo se unem para derramar lágrimas de tristeza e alegria diante do Deus de Israel. Jesus é a Porta para entrar no céu, onde não há pranto nem dor e poderemos um dia contemplar a face do Deus vivo.
Jesus é a Porta das Ovelhas. Só depois que se passa para o lado de dentro, é que o contato constante com o Pastor Jesus faz com que reconheçamos sua voz e não corramos sérios perigos.Jesus não invade a nossa casa, como fazem os ladrões e salteadores. Ele convida para que abramos a porta do coração.


“Estou em busca da palavra que faz florescer o Paraiso que o esquecimento transformou em deserto dentro de nós… Gostaria que a teologia fosse isto: as palavras que tornam visíveis os sonhos e que, quando ditas, transformam o vale de ossos secos numa multidão de crianças”.
Rubem Alves

Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro.
Rubem Alves

Tem uma tela do pintor Vermeer que é uma mulher lendo uma carta. É um quadro que tenho no meu quarto. A carta só tem sentido quando os dois estão separados. A carta é um sinal de solidão. A gente escreve não para dar informação. As informações não têm a menor importância, porque elas não fazem parte da essência da carta de amor. O que faz uma carta de amor é o fato de que um tocou aquela folha e o outro vai tocar a mesma folha de papel. Assim, você toca a carta, mas o outro não está lá. É por isso que a carta de amor tem essa beleza triste.”
Rubem Alves
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Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial!
Rubem Alves


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1. Direito ao ócio: Toda criança tem o direito de viver momentos de tempo não programado pelos adultos.
2. Direito a sujar-se: Toda criança tem o direito de brincar com a terra, a areia, a água, a lama, as pedras.
3. Direito aos sentidos: Toda criança tem o direito de sentir os gostos e os perfumes oferecidos pela natureza.
4. Direito ao diálogo: Toda criança tem o direito de falar sem ser interrompida, de ser levada a sério nas suas idéias, de ter explicações para suas dúvidas e de escutar uma fala mansa, sem gritos.
5. Direito ao uso das mãos: Toda criança tem o direito de pregar pregos, de cortar e raspar madeira, de lixar, colar, modelar o barro, amarrar barbantes e cordas, de acender o fogo.
6. Direito a um bom início: Toda criança tem o direito de comer alimentos sãos desde o nascimento, de beber água limpa e respirar ar puro.
7. Direito à rua: Toda criança tem o direito de brincar na rua e na praça e de andar livremente pelos caminhos, sem medo de ser atropelada por motoristas que pensam que as vias lhes pertencem.
8. Direito à natureza selvagem: Toda criança tem o direito de construir uma cabana nos bosques, de ter um arbusto onde se esconder e árvores nas quais subir.
9. Direito ao silêncio: Toda criança tem o direito de escutar o rumor do vento, o canto dos pássaros, o murmúrio das águas.
10. Direito à poesia: Toda criança tem o direito de ver o sol nascer e se pôr e de ver as estrelas e a lua.”
Freqüentemente esse texto é creditado ao educador e escritor Rubem Alves. Mas não é verdade. Na realidade, os Dez Direitos foram extraídos de um folheto distribuído num congresso sobre educação na Itália, que ele participou. Rubem Alves conta essa história no texto “… o melhor de tudo são as crianças…”.
Fonte das ImagesIncríveis Walpapers Escuros- Curiosando


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O segredo do sucesso
” E Davi era bem sucedido em todos os seus caminhos, e o Senhor era com ele.” I Samuel 18 v: 14
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O melhor tempo
” Tudo fez formoso em seu tempo… Eclesiastes 3 v:11
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Paz e Segurança
” Aquietai-vos , e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações, sou exaltado na terra…” Salmo 46 V:10
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Aproveitando as Oportunidades
” Usando bem cada oportunidade, porquanto os dias são maus Efésios 5 v:16
Esperança para o Mundo

” Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Jeremias 17 v: 7
Fonte: Imagens manipuladas para Publicidade - Curiosando

Ler abre novos horizontes, desperta a nossa mente, faz-nos fazer novas reflexõese considerações. Estou lendo o sensacional livro de Rubem Alves, O Amor que acende a lua , estou tirando grandes conclusões e, me despertando para novos assuntos que eu ainda não tinha me apercebido. Colocarei aqui para vocês, alguns fragmentos que acho de suma importância. Confiram:

Havia um ipê-amarelo que florescia no mes de julho. O chão ficava dourado com suas flores. Mas a dona de casa em frente ao ipê e a sua incansável vassoura, deram o nome de “sujeira ” ao dourado das flores caídas. E, um belo dia, a árvore amanheceu com um anel cortado na sua casca. As veias pelas quais sua seiva circulava haviam sido secccionadas durante a noite. O ipê morreu! A vassoura triunfou!

As nossas escolas – seria bom se elas ensinassem as crianças a amar as árvores. Chamar pelo nome e amar as paineiras, as sibipirunas, as magnólias, os pinheiros, as mangueiras, as pitangueiras, os jequitibás, os ipês, as quaresmeiras…

Aprendi na escola que os homens são uma fonte de vida mais evoluída que as árvores. Estou brincando com a possibilidade do contrário: que as árvores sejam mais evoluídas que nós.
Se assim não fosse por que haveriam as Escrituras Sagradas de comparar o homem feliz com uma árvore plantada próximo a ribeiros de águas? Com o que concorda Alberto Caeiro: ” Sejamos simples e calmos como os regatos e as árvores, e Deus amar-nos-á, fazendo de nós belos como as árvores e os regatos…
Livro: O amor que acende a lua
Rubem Alves
Editora Papirus


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me diante de invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, que defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial!
Rubem Alves

