Ontem, eu pude constatar mais uma vez, o cuidado e atenção de alguns professores com seu aluno. Um menino de uns 9 anos quebrou o dente no meio na aula de Educação Física e, chorava de se fartar. O Professor, com a ajuda de outros professores, trocou a blusa, limpou a roupa suja de lama do menino, lavou as pernas, os braços, e deu aquela atenção que todos nós, enquanto crianças, gostaríamos de receber.
Ligamos para o Posto Médico e agendamos com o dentista. Lá foi o professor, levar o aluno para consertar o dente. Mas, o que eu fiquei maravilhada é que vinha sempre um, e outro professor, e acalentava o menino:
- Na minha infância eu também caí e quebrei o dente.
_ Olha como está perfeito! Isso é mole pro dentista!
- Estamos juntos contigo!
O medo do garoto, era a mãe, brigar,achar que ele não se comportou na Escola. Essas coisas de mãe que cobra e, está atenta ao filho. Aos poucos ele foi parando de chorar e, já conversava e estava mais calmo. Nós professores nos preocupamos pois, sabemos que:
Se for para casa às vezes a mãe não vai levar para tirar um raio x, fazer uma avaliação mais adequada.
A segunda dentição merece todo cuidado e atenção.
O menino estava assustado, sem saber direito o que lhe aconteceria.
Final da história, o aluno recebeu todo o tratamento dentário e, após o carnaval, ele iniciará o tratamento que cuidará de todos os seus dentinhos.
Pensando nesses educadores de ouro e, eu conheço muito professor bom, que faz acontecer no dia à dia, que se vira nos trinta e dá uma aula de primeira , coloco aqui, alguns pensamentos sobre a Educação:
“Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música
não começaria com partituras, notas e pautas.
Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria
sobre os instrumentos que fazem a música.
Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria
que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas.
Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas
para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes”.
Rubem Alves
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Rubem Alves
“Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes
brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”
O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo…
Mário Quintana
Tão bom morrer de amor e continuar vivendo.
Mário Quintana
DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu, agora – que desfecho!
Já nem penso mais em ti…
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
Mário Quintana
DA FELICIDADE
Quantas vezes a gente,em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão,por toda parte,os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!
Mário Quintana
O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você.
Mário Quintana
A noite estava escura, céu sem estrelas. De vez em quando ouvia-se o uivo de um lobo bem longe, misturado com o barulho do vento.
As crianças reunidas na tenda do Mestre Benjamin estavam com medo. Mestre Benjamim sentiu o medo nos seus olhos. Foi então que uma delas perguntou: – Mestre Benjamim, há um jeito de não ter medo? Medo é tão ruim!
Mestre Benjamim respondeu:
Há sim… E ficou quieto.
Veio então a outra pergunta:
-E qual é esse jeito?
- É muito fácil. É só pensar como as ovelhas pensam… -Mas como é que vou saber o que as ovelhas estão pensando?
Mestre Benjamim respondeu: -Quando durante a noite, as ovelhas estão deitadas na pastagem, os lobos estão à espreita. E eles uivam. As ovelhas têm medo.
Mas aí, misturado ao uivo dos lobos, elas ouvem a música mansa de uma flauta. É o pastor que cuida delas e não dorme nunca. Ouvindo a música da flauta elas pensam:
Há um pastor que me protege. Ele me leva aos lugares de grama verde E sabe onde estão as fontes de águas límpidas. Uma brisa fresca refresca a minha alma.
Durante o dia ele me pega no colo e me conduz por trilhas amenas. Mesmo quando tenho de passar pelo vale escuro da morte eu não tenho medo. A sua mão e o seu cajado me tranqüilizam.
Enquanto os lobos uivam, ele me dá o que comer. Passa óleo perfumado na minha cabeça para curar minhas feridas. E me dá água fresca para sarar o meu cansaço.
Com ele não terei medo, eternamente… (Salmo 23, paráfrase)
Mestre Benjamim parou de falar. Os olhos de todas as crianças estavam nele. Foi então que uma delas levantou a mão e perguntou: – E os lobos? Eles vão embora? Eles morrem?
-Os lobos continuam a uivar. E continuam a ser perigosos. O pastor não consegue espantar todos eles. E por vezes eles atacam e matam. Mas as ovelhas, ouvindo a música da flauta do pastor dormem sem medo, não porque não haja mais perigo, mas a despeito do perigo. Não há jeito de acabar com o perigo. Mas há um jeito de acabar com o medo.
Coragem é isso: dormir sem medo a despeito do perigo… As crianças voltaram para suas tendas e dormiram sem medo, pensando nos pensamentos das ovelhas. De vez em quando, lá fora, ouvia-se o uivo de um lobo faminto. Desde então, tornou-se costume contar ovelhinhas para dormir.
O povo do Rio de Janeiro é um povo alegre. Hoje fui a uma reunião em Madureira e, no final da mesma, estava eu no meio do povão. Povo descontraído, comprando, passeando, vivendo a vida normalmente. Lojas cheias, comércio fervilhando. Viva meu Rio de Janeiro!!
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Após a reunião, cantamos em uníssono O Rio de janeiro continua lindo, foi uma alegria e tanto!! Gosto de ver o jeitinho do carioca, pra ele não tem tempo ruim. Quem conhece Madureira, sabe a loucura que é o ano inteiro, imagina então às vésperas do carnaval??? Mas, o povo numa boa, comprando roupas para viajar , fantasias, olhando vitrines, curtindo a tarde fresquinha, que foi um alívio para nós.
Parabéns RIO, pelos 446 anos de festa, alegria, descontração, beleza e hospitalidade.
*** Veja o que os famosos falam sobre o RIO:Mais você