Compartilhando as Letras » Arqueologia
18
mai
Arqueólogo,encontra relíquias que podem comprovar a existência do Rei Davi


Relicário de barro escavado próximo a Jerusalém: produzido há cerca de mil anos

Arqueólogo encontra relíquias que, segundo ele, comprovam a existência do personagem bíblico. Especialistas, porém, alertam para o risco de pesquisas como essa terem viés político


Candelabro de barro: resquícios de uma cultura sofisticada

A existência do rei Davi, o jovem que derrotou o gigante Golias e se transformou em um dos principais personagens do judaismo, do cristianismo e do islamismo, jamais foi confirmada. Um historiador da Universidade Hebraica, em Jerusalém, contudo, acredita ter encontrado a prova de que o monarca não só existiu, como governou uma região de cultura sofisticada, com traços arquitetônicos elaborados e centrada na adoração de um único Deus, Javé.

Um dos mais renomados arqueólogos bíblicos, o israelense Yosef Garfinkel anunciou ontem que, depois de cinco anos de escavações no Vale de Elá, a cerca de 30km de Jerusalém, sua equipe encontrou ferramentas e artefatos de ferro e cerâmica em três santuários de pedra que, de acordo com ele, eram do tempo de Davi e, mais tarde, foram anexados ao Primeiro Templo de Salomão. As peças são as mais antigas já descobertas referentes aos primeiros monarcas judaicos, descritos pela Bíblia no Livro dos Reis. Além das escrituras sagradas, não há outras fontes que citem esses reis.

Segundo a tradição religiosa, Davi, que teria vivido entre 1040 a.C. e 970 a.C., queria construir um local de adoração para guardar as tábuas com os 10 mandamentos, ditados por Javé ao profeta Moisés, mas Deus não permitiu, porque ele havia se envolvido em muitas guerras. Foi permitido, contudo, que seu filho, mais tarde o rei Salomão, edificasse o santuário. Enquanto isso não ocorria, a arca da aliança, que guardava as tábuas, ficava no tabernáculo, um santuário móvel, que acompanhava os judeus durante as migrações, desde o êxodo do Egito. O livro bíblico das Crônicas diz que Davi passou a Salomão, ainda muito jovem, todos os detalhes da construção do templo definitivo. Já no livro de Reis 1, há descrições do local e, segundo Garfinkel, elas se encaixam com os objetos encontrados. O templo foi pilhado e destruído no cerco a Jerusalém pelos babilônios, em 587 a.C.
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Santuário

Datados com carbono 14 na Universidade de Oxford, no Reino Unido, os objetos foram produzidos entre 1020 a.C. e 980 a.C., quando Davi teria governado a Fortaleza de Kuttamuwa, onde hoje é o sítio arqueológico. Os artefatos, segundo Garfinkel, eram usados em cultos religiosos. Trata-se de cinco blocos de pedra, dois altares de basalto, dois vasos de cerâmica e dois oratórios portáteis, um de cerâmica, com 20cm de altura, e outro de pedra, com 35cm. O relicário de argila tem uma fachada elaborada, na qual se veem dois leões (símbolo da tribo de Judá, à qual Davi teria pertencido), uma porta principal, um pano dobrado e três pássaros pousando no telhado.

O santuário de pedra é feito de calcário fino, pintado de vermelho, com o estilo de arquitetura semelhante ao dos templos gregos, como o Pathernon. No alto, há um elemento de entalhe chamado triglifo, caracterizado por sulcos que se intercalam. “Nossa descoberta tem importância mundial, pois é o mais antigo exemplo desse tipo de arquitetura”, conta Garfinkel. Segundo ele, durante muito tempo, o livro dos Reis foi entendido de maneira errada. A expressão slaot, traduzida como “pilar”, seria, na verdade, o triglifo. O tipo de porta, embutida, também é descrita na Bíblia, tanto em Reis quanto em Ezequiel. “Escavar esses objetos foi como entrar em uma cápsula do tempo”, empolga-se o especialista.

O arqueólogo garante que o estilo dos artefatos mostra que os frequentadores do tabernáculo respeitavam orientações judaicas, de proibir a reprodução de imagens humanas em objetos decorativos e esculturas. Dessa forma, não se poderia atribuir os objetos a religiões politeístas, como a dos cananeus e dos filisteus. Na Fortaleza de Kuttamuwa, há outros indícios de obediência às leis judaicas, como a de não comer porco nem oferecer esse animal em sacrifício.

“Já descobrimos milhares de ossadas de outros animais, como ovelhas, cabras e bois, mas jamais encontramos ossos de porcos”, diz Garfinkel,

cujas descobertas foram publicadas no livro Footsteps of king David in the Valley of Elah (Pegadas do rei Davi no Vale de Elá, em tradução livre), lançado ontem em Jerusalém.

Para o arqueólogo, as descobertas fornecem evidências fortes que contradizem os acadêmicos para quem Davi não existiu ou apenas liderou uma tribo pouco significativa. “Essa é a primeira vez que arqueólogos descobrem uma cidade fortificada de Judá, datando do tempo do rei Davi. Mesmo em Jerusalém não temos uma cidade fortificada desse período. E a riqueza decorativa e arquitetônica mostra que era um local culturalmente avançado, então, o argumento de que ele era uma figura mitológica ou líder de uma pequena tribo pode estar errado”, diz.

Política

Historiador e arqueólogo com ênfase em judaísmo helenístico e paleocristianismo, o professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) André Chevitarese faz ressalvas às descobertas de Yosef Garfinkel. Ele conta que o ramo da arqueologia bíblica teve início no século 19, tendo como proposta “materializar aquilo que não pode ser explicado”. “Em um mundo cada vez mais laico, em que o ‘deus ciência’ se instaura no Ocidente, as experiências religiosas foram objeto de intensas críticas. A arqueologia bíblica surge como o lugar da materialidade, da prova da experiência de fé, tanto no judaismo quanto no cristianismo”, afirma.

De acordo com Chevitarese, autor de diversas publicações na área, no caso do judaísmo, há um outro componente que precisa ser considerado: a luta dos judeus pela criação do Estado de Israel. “A ideia é mostrar que toda aquela terra onde hoje está Israel é, e sempre foi, judaica. As escavações, então, ganham uma dimensão política”, afirma. O especialista, porém, faz questão de destacar que é favorável ao Estado de Israel exatamente onde ele está situado. Ele acredita, porém, que os achados arqueológicos não podem ser dissociados desse contexto político e social.

“Eu acho que as pessoas têm de aprender a ler a Bíblia. Há questões que podem ser interpretadas do ponto de vista histórico e outras, não. Alguns acadêmicos falam sobre questões políticas associadas à arqueologia bíblica, mas nós estamos descrevendo objetos que foram escavados em um sítio arqueológico e datados pela Universidade de Oxford”, rebate Yosef Garfinkel. Ainda assim, Chevitarese alerta que, ao se alegar a existência real de monarcas como Saul, Davi e Salomão, por exemplo, vinculando esses importantes personagens bíblicos a uma experiência monoteísta, o risco é interpretar que determinada religião é a “eleita”, em detrimento das outras.

Para o professor da UFRJ, é provável que, ao mesmo tempo em que adorassem Javé, os moradores da Fortaleza de Kuttamuwa prestassem homenagem a outros deuses, já que o monoteísmo como entendido hoje só foi estabelecido depois das guerras dos macabeus, dois séculos antes de Cristo. Ele faz uma comparação com os tempos atuais, quando um católico, por exemplo, pode se sentir à vontade em um templo budista sem, contudo, deixar de ser católico por causa disso. “Não existe um só judaísmo, um só cristianismo nem um só islamismo”, afirma.

“Eu acho que as pessoas têm de aprender a ler a Bíblia. Há questões que podem ser interpretadas do ponto de vista histórico e outras, não”

Yosef Garfinkel, arqueólogo autor da pesquisa

13
jul
Conheça (e veja) obras e monumentos através de visitas virtuais


Conheça (e veja) obras e monumentos através de visitas virtuais

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Estou criando este post para compartilhar, com os leitores, visitas virtuais a diferentes partes do Brasil e do mundo.

A tecnologia utilizada na criação de visitas virtuais, permite ao “turista” reconhecer o local em três dimensões, vivenciando o ambiente como se estivesse ali presente.


Aliás, a tecnologia 3D dá a sensação de que estamos caminhando naquele ambiente, visualizando em distância ou aproximação. Às vezes, dá até a impressão que estamos flutuando aqui ou ali =D

Os professores de história, artes, ciência humanas, ou áreas afins, podem utilizar estas visitas virtuais para mostrar aos alunos as características de uma obra ou monumento, quase como se estivesse visitando ao vivo. Aliás, em conjunto com um quadro digital (smartboard), a visita se torna uma experiência incrível!

Vou inserir, juntamento com a obra ou monumento, um breve histórico e localização, para facilitar a vida do leitor. Este post vai estar em constante atualização.

Brasil

Rio de Janeiro

Pão de Açúcar: Há várias versões sobre o seu nome. Uma delas diz que, nos séc. XVI e XVII, após a cana ser espremida e o caldo fervido, os blocos de açúcar eram colocados em uma forma de barro cônica, denominada “pão de açúcar”. A semelhança do penhasco carioca com aquela forma de barro teria originado o nome.

Cristo Redentor: Localizado no topo do morro do Corcovado, o Cristo Redentor foi inaugurado em 1931, sendo considerada a maior estátua de Cristo. Foi eleito uma das sete novas maravilhas mundiais.

Brasília

Palácio da Alvorada: Localizado às margens do lago Paranoá, o Palácio da Alvorada foi inaugurado em 1958, sendo a residência oficial do presidente da República Federativa do Brasil.

França

Torre Eiffel: Localizada no Campo de Marte, às margens do rio Sena, a Torre Eiffel foi inaugurada em 1889 para honrar o centenário da Revolução Francesa.

Itália

Coliseu: Localizado no centro de Roma, o Coliseu foi inaugurado, aproximadamente, no ano 81. Era capaz de albergar perto de 50 mil pessoas, e com 48 metros de altura, era usado para variados espetáculos, sendo o combate de gladiadores o mais conhecido. Foi eleito uma das sete novas maravilhas mundiais.

China

A Grande Muralha: Localizada entre o Mar Amarelo, o deserto de Góbi e a Mongólia, a Muralha da China é uma estrutura de arquitetura militar construída durante a China Imperial, ao longo de dois milênios. Foi eleita uma das sete novas maravilhas mundiais.

Jordânia

Petra: Localizada no grande vale que vai do Mar Morto ao Golfo de Aqaba, Petra foi uma cidade milenar, com estruturas esculpidas na rocha bruta, como El Khazneh – A Câmara do Tesouro. Foi eleita uma das sete novas maravilhas mundiais.

Índia

Taj Mahal: Localizado na cidade de Agra, Taj Mahal foi feita entre 1630 e 1652, com a força de cerca de 22 mil homens, trazidos de várias cidades do Oriente, para trabalhar no monumento de mármore branco que o imperador Shah Jahan mandou construir em memória de sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam. Foi eleito uma das sete novas maravilhas mundiais.

Peru

Machu Picchu: Localizado no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, Machu Picchu foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca. Foi eleito uma das sete novas maravilhas mundiais.

México

Chichén Itzá: localizada no estado mexicano de Iucatã, Chichén Itzá é uma cidade arqueológica que funcionou como centro político e económico da civilização Maia, a partir de 435, ano aproximado de sua fundação. Foi eleita uma das sete novas maravilhas mundiais.

Um grande abraço,

Prof_Michel

http://webdigitaleducator.blogspot.com

http://twitter.com/profmichel

28
jun
História e Games


História e Games

A geração da década de 1980, cresceu marcada pelo surgimento dos games eletrônicos. A partir daí, os games foram adquirindo uma sofisticação e grau de detalhamento tão grandes, que passaram a se tornar diversão não apenas de crianças e adolescentes, mas também dos adultos, que chegam a despender várias horas na frente da telinha. Este espaço é destinado a discutir e divulgar o uso de jogos eletrônicos nas aulas de História.

Age of Empires

Um game que se tornou famoso nos últimos anos é a coleção Age of Empires, da Ensemble Studios. O jogo segue o estilo Estratégia em Tempo Real (RTS), cuja idéia é desenvolver uma civilização a partir de determinadas épocas históricas. Dessa forma, no Age I, a civilização é construída a partir da pré-história, com a escolha de civilizações da antiguidade oriental e clássica, como fenícios, persas e romanos. O Age II foca em povos que viveram no período conhecido como Idade Média. O Age III, por sua vez, aborda o encontro de civilizações e as trocas culturas efetuadas a partir do século XIV, a partir do que se denomina Idade Moderna. Todos os três títulos possuem traços interessantes de representação histórica nas características de cada civilização.

Por exemplo, os fenícios, na antiguidade, eram conhecidos como grandes navegadores pelo comércio no Mar Mediterrâneo, tendo fundado colônias como Cartago, no norte da África. No Age I, o jogador que escolhe a civilização fenícia recebe bônus de navegação em guerras marítimas e no comércio. Torna-se bem interessante explorar estas características em sala-de-aula.

O jogo adquire contornos ideológicos na sua conjuntura. Como o objetivo é desenvolver a civilização de uma maneira linear, com traços evolutivos (de baixo para cima) e invadir, guerrear e conquistar outras civilizações, fica implícito o caráter imperialista do game. É como se cada sociedade no planeta devesse seguir o mesmo caminho evolutivo, que levaram romanos, ingleses e norte-americanos a ter controle econômico, político e militar sobre boa parte do planeta.

Jogos em Flash

Outros tipos de jogos que estão se popularizando são aqueles produzidos no formato flash. Eles vem adquirindo cada vez mais qualidade gráfica e jogabilidade. A grande vantagem é que não precisa ser instalado para rodar, e pode ser linkado como qualquer outra página na web, de forma que não é necessário um grande processador ou placa de vídeo para jogar, apenas o acesso à internet com uma velocidade de banda razoável, dependendo do jogo.

Alguns destes games são elaborados para fins didáticos, como é o caso de The Mummy Maker (O Embalsamador), da BBC-History. O objetivo deste jogo é organizar o processo de mumificação de um corpo, para que o mesmo possa fazer a travessia ao mundo dos mortos. Trabalha bem o imaginário religioso egípcio e pode ser utilizado pelo professor em uma aula sobre cultura e religião no Antigo Egito.

*****http://www.webdigitaleducator.blogspot.com/ Visitem esse maravilhoso Blog do Prof Michel, que é um espaço recheado de cultura, informação e ótimas dicas para o ensino dinâmico de história.

11
jun
História e Música


História e Música

A música é uma forma de expressão artística que remonta à pré-história, quando nossos ancestrais já compreendiam os ritmos da natureza e os reproduziam através de instrumentos feitos em osso e pedra. No decorrer dos séculos, a música foi utilizada também como crítica política e social, relacionada a um determinado tempo histórico. Foi desta maneira que a Marselhesa – hino da França – foi criada, nas aspirações dos revolucionários franceses do século XVIII que lutavam por liberdade, igualdade e fraternidade. Este espaço é destinado a discutir e divulgar aspectos relacionados ao uso da música no ensino de História.
Música na Ditadura Militar
Entre 1964 e 1985, o Brasil foi governado por militares, num período que ficou conhecido como Ditadura Militar. Neste período, a imprensa, o rádio, assim como qualquer forma de expressão artística, eram duramente reprimidos pela ação dos Atos Institucionais (AI´s). Isto fez com que muitos artistas da época criassem músicas com sentido duplo, de maneira a evitar a repressão.
Foi assim que Chico Buarque fez duras críticas ao governo e à censura através do samba “Apesar de Você”, que possui um sentido metafórico. Ao ser questionado por agentes do governo militar, Chico respondeu que criou a música simplesmente para narrar os conflitos amorosos de um marido descontente com o autoritarismo de sua mulher. No entanto, a mensagem por trás da composição identifica a resistência aos mecanismos de repressão dos militares, e a esperança de dias melhores.
Raul Seixas também enfrentou a repressão dos militares através do Rock-Baião “Mosca na Sopa”, onde a metáfora representa aquela geração de artistas e o governo, respectivamente, como a mosca e a sopa. Neste sentido, o objetivo da mosca é incomodar pousando na sopa até que esta fique rala o bastante para se tornar intragável.

***   Este maravilhoso Post  é de autoria de meu amigo Prof. Michel do Blog Prof. Michel Ensino de História, Mídias Digitais  e Web 2.5

26
abr
Uma palavra de Esperança


Difícil ver as coisas envelhecendo.

A cidade onde cresci está ficando velha…

Alguns estabelecimentos estão fechados.

Algumas casas estão arruinadas…

A antiga lanchonete onde eu costumava me encontrar com meus amigos está com uma placa: ” Vende-se” na marquise…

Eu gostaria de tornar tudo isso novo outra vez.

Gostaria de assoprar a poeira das ruas… mas não posso.

Não posso. Mas Deus pode. Ele ” refrigera a alma,” escreveu o salmista. Ele não reforma. Ele restaura. Não esconde as coisas velhas,  mas transforma em algo novo. O Mestre de Obras  pegará o plano e o tornará novo. Ele restaurará o vigor, a energia, a esperança. Ele restaurará a alma.

Crédito da Imagem: Google

Livro: O Aplauso do Céu.

Max Lucado

4
jan
Cavucando o lixo


Para um pequeno e abnegado grupo de pesquisadores, a palavra arqueologia tem hoje um significado mais amplo que o do dicionário. Segundo o Houaiss, é a ” ciência que, utilizando processo como coleta e escavação, estuda costumes e culturas dos povos antigos através do material que restou da vida desses povos. Com as mesmas técnicas científicas, eles procuram desvendar o comportamento de uma comunidade, estudando os restos. Só que esses pesquisadores precisam ter estomago, pois em vez de buscarem relíquias ou cavernas, fazem suas descobertas sobre a sociedade atual   fuçando latas de lixo ou se metendo em enormes aterros. ” A história da nossa civilização é contada a partir de potes e panelas quebradas.Tudo o que sabemos vem do que os antigos jogavam fora.” Costuma dizer Rathje em suas aulas, encurtando a distância entre a arqueologia tradicional e a do lixo.

Entre as informações preciosas está a de que 15% da comida comprada acabava no lixo.

Os”  lixólogos” descobriram que em tempos de escassez de deteminado alimento no mercado, ele é comprado em grande quantidade e acaba estragando.

O que foi achado nas escavações

Xô lixo!

Se todo lixo produzido em Manhattan fosse espalhado pelo chão, a ilha se elevaria também 1,43 metros por século. Não há esse risco, ninguém mais guarda o lixo em casa prefere mandar para bem longe.

Notícia velha :

Não são papiros, mais sim papéis o tesouro encontrado pelos “lixólogos” atuais. Jornais com mais de 40 anos foram encontrados, em bom estado nos EUA. Mas quem que ler notícias velhas?

Desperdício:

A reciclagem é menos   realizada  do que deveria. Nos EUA, as escavações  dos arqueólogos do lixo apontaram o papel como o principal foco para eliminar a cultura do desperdício.

Guloseimas:

Os produtos mais encontrados pelos arqueólogos brasileiros no lixão de Volta Fria, em Mogi das Cruzes, são acúcares(chocolate, balas, refrigerantes), com 27% do volume total> Papel , nos Eua era o produto mais encontrado, só representou 8% do universo pesquisado em Mogi. Como a maior parte da papelada recolhida nos lixões dos EUA era composta de jornais e listas telefônicas, os números parecem refletir o maior hábito de leitura dos americanos. Ou seja , até no lixo o Brasil ainda tem o que melhorar.

Para saber mais:

Rubbish: The Archeology of Garbage

William L. Rathje e Cullen Murphy , University of Arizona, 2001.

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