10
jun
2009
Show de Grandes Escritores


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Eu queria ter o tempo e o sossego suficientes
Para não pensar em cousa nenhuma,
Para nem me sentir viver,
Para só saber de mim nos olhos dos outros, reflectido.
.
Alberto Caeiro

.
Então a alma cansada
Dos belos sonhos despida
Chorando a passada vida
Só tem um canto:
.
S
A
U
D
A
D
E
.

Casemiro de Abreu

..Simpatia
Simpatia – é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
.
Numa mágica atração.
Simpatia – são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.
.
São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
.
Ou dois poemas iguais.
Simpatia – meu anjinho,
É o canto do passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d’Agôsto,
É o que m’inspira teu rosto…
– Simpatia – é – quase amor!
.
Casemiro de Abreu







6
jun
2009
Uma reflexão de Rubem Alves


Lembrei-me das palavras tristes do Vinicius no seu poema O haver, em que fala da “sua inÚtil poesia”. Sinto assim de vez em quando, que aquilo que escrevo é inútil. Os que têm poder nem leem, e se leem não levam a sério.

Rubem Alves in “O AMOR QUE ACENDE A LUA

Em Defesa das Árvores”

Olhem só, nosso amado, respeitável e talentoso num momento de introspecção e reflexão:

“Os que têm poder nem leem, e se leem não levam a sério.”

Todos nós, temos nosso dia, de estarmos abatidos, pra baixo, refletindo na vida e cheios  de interrogações.  E,  começamos a perguntar para nós mesmos:  Se eu tivesse feito de outro modo??   Se eu não tivesse falado aquilo? Se eu tivesse deixado pra lá? Se eu pudesse retornar no tempo, tudo seria diferente. Somos humanos, falhos, batalhamos todos os dias, às vezes nos bate um desânimo, uma tristeza. É natural da nossa natureza humana.

Li um livro interessante de Rubem Alves:  Ostra feliz não faz pérola.

O  texto era mais ou menos assim : Se na ostra não houver um grão de areia, não existiria a pérola.

Ela pensa “esse grão me arranha, machuca, faz mal. Construirei uma superficie lisa que me propicie conforto e me livre desse incomodo, depois faz a pérola.”

Seres humanos permanentemente felizes não criam. Tem que ter um incomodo, uma coceira que não deixa parar e nos faz queremos transformar areias e pérolas.

Mas, levantemos nosso astral, somos muito importantespara Deus.  Ele nos ama e nos aceita do nosso jeitinho, sabe que somos imperfeitos.  Deus é amor! Esse amor Ele estende até nós e nos dá sua mão.







4
jun
2009
História e Cinema


História e Cinema

Os filmes são ótimas fontes para o estudo de história, pois podem abordar aspectos do cotidiano em determinadas épocas, vestuário, hábitos alimentares, entre outros. A sétima arte recria cenários históricos de uma maneira épica e pode tornar o ensino mais dinâmico e interativo. Erros de gravação e curiosidade também pode despertar o interesse do aluno para os fatos abordados. Este espaço é destinado a discutir e divulgar o uso destas mídias nas aulas de História.

Como usar filmes em sala de aula

Existem várias fontes que debatem o uso pedagógico de filmes e pretendo divulgar aqui. Ao ler um artigo sobre cinema na revista Profissão Mestre, uma delas, em especial, me chamou a atenção. Trata-se das dicas extraídas do livro Luz, câmera, gestão – A arte do cinema na arte de gerir pessoas, de Myrna Silveira Brandão.

Vou postar algumas dicas do livro, adaptando para a sala de aula:

  • O filme deve ser cuidadosamente escolhido de acordo com o tema-objeto da aula. É importante levar em consideração a faixa etária dos alunos, o tempo de duração do filme e outros aspectos relacionados à situação específica do conteúdo a ser ministrado;
  • O professor deve assistir ao filme previamente e anotar os pontos e as cenas que ele, como especialista da área, e também como espectador, destacaria para trabalhar os assuntos. Esses pontos podem servir como orientação para os temas a serem trabalhados e debatidos;
  • Ao escolher o filme, é importante ler textos relativos a ele, no sentido de obter elementos adicionais sobre o tema central a ser debatido. Mesmo que um filme possa ser analisado sob vários assuntos, normalmente ele tem um enfoque maior em determinado tema;
  • Os pontos debatidos devem ser anotados e posteriormente distribuídos para todos. A anotação também será um material importante para o professor nas aulas subseqüentes ao filme.
  • Estas dicas eu utilizo em minhas aulas. Algo que também gosto de fazer é interromper trechos do filme e fazer comentários diretos sobre o tema em questão. Não é uma prática muito popular entre os alunos, mas creio ser interessante, pois muitas vezes não é possível projetar o filme todo.

    Acervo de filmes

    Vou postar um acervo de filmes que podem ser utilizados para discutir aspectos históricos em sala de aula. Eles serão divididos em História Geral e História do Brasil, com as subdivisões respectivas. A maior parte da lista foi extraída o Wikipédia e acrescida com algumas informações adicionais.

    Pré-História

    Fantasia: de 1940, produzido pelos estúdios Disney. O Rito da Primavera de Igor Stravinsky é acompanhado de uma animação sobre o surgimento da vida na terra até a extinção dos dinossauros.

    A Guerra do Fogo: de 1981, dirigido por Jean-Jacques Annaud. O filme mostra o cotidiano dos primeiros grupos humanos, representando a linguagem usada por estes homens primitivos, numa aventura em que um trio de guerreiros viaja pela savana em busca do fogo que a sua tribo perdeu e não sabe como fabricar.

    Elo Perdido: de 1988, dirigido por David Hughes. África há um milhão de anos: o último homem-macaco foge dos humanos, que mataram todos os membros do seu clã. Especulação sobre o processo de evolução biológica humana e sobre uma suposta linha evolutiva que terá sido dizimada pelo Homo Sapiens .

    A Tribo da Caverna Dos Ursos: de 1986, dirigido por Michael Chapman. O filme, baseado no romance de Jean M. Auel, conta a história da menina Ayla, interpretada por Daryl Hannah, uma Cro-Magnon que é encontrada por uma tribo de Neandertais.

    História Antiga

    Alexandre: de 2004, dirigido por Oliver Stone. Alexandre, o Grande, foi um conquistador implacável, que aos 32 anos já havia se tornado comandante do maior império do mundo. O filme narra a vida conturbada do mito, desde sua relação com os pais, reis da Macedônia, até suas lutas e conquistas militares.

    Júlio César: de 1953, dirigido por Joseph L. Mankiewicz. Baseado na peça de Shakespeare. Em Roma, César (Louis Calhern) é assassinado, pois os senadores alegam que sua ambição o transformaria em um tirano. Mas Marco Antonio (Marlon Brando) consegue reverter a situação e os conspiradores são obrigados a fugir.

    Cleópatra: de 1963, dirigido por Joseph L. Mankiewicz. Elizabeth Taylor, Richard Burton e Rex Harrison estrelam esta história de poder e traição – a vida da legendária Rainha do Nilo e sua conquista de Júlio César e Marco Antônio.

    Tróia: de 2004, dirigido por Wolfgang Petersen. Baseado nos escritos do grego Homero, Brad Pitt assume o comando de uma espada no papel do virtualmente imbatível guerreiro Aquiles. Orlando Bloom e Diane Kruger vivem os amantes – Páris e Helena, respectivamente – que trazem a guerra por causa de sua paixão proibida.

    Spartacus: de 1960, dirigido por Stanley Kubrick, com Kirk Douglas. Spartacus (Kirk Douglas), um homem que nasceu escravo, labuta para o Império Romano enquanto sonha com o fim da escravidão. Mas seu destino foi mudado por um lanista (negociante e treinador de gladiadores), que o comprou para ser treinado nas artes de combate e se tornar um gladiador.

    300: de 2006, dirigido por Zack Snyder. Em 480 antes de Cristo, durante a Batalha das Termópilas, o rei de Esparta, Leônidas (Gerard Butler), lidera seu exército contra o avanço dos Persas, comandados por Xerxes (Rodrigo Santoro).

    Ben-Hur: de 1959, dirigido por William Wyler. Em Jerusalém no início do século I vive Judah Ben-Hur (Charlton Heston), um rico mercador judeu que acaba sendo condenado a viver como escravo em uma galera romana, devido a divergências políticas com Messala (Stephen Boyd).

    Gladiador: de 2000, dirigido por Ridley Scott. Nos dias finais do reinado de Marcus Aurelius (Richard Harris), o imperador desperta a ira de seu filho Commodus (Joaquin Phoenix) ao tornar pública sua predileção em deixar o trono para Maximus (Russell Crowe), o comandante do exército romano.

    Quo Vadis: de 1951, dirigido por Mervyn LeRoy. Após três anos em campanha, o general Marcus Vinicius (Robert Taylor) retorna à Roma e encontra Lygia (Deborah Kerr), uma cristã por quem se apaixona.

    Roma: série produzida pela BBC, HBO e RAI, em 2005. A série se passa em 52 a.C., quando o general romano Júlio César derrota seu inimigo Vercingétorix na batalha de Alésia. Seu êxito desequilibra a batalha pelo poder contra o cônsul de Roma, Pompeu.

    Jesus de Nazaré: minissérie para a televisão de 1977, dirigida por Franco Zeffirelli. Concebido pela Virgem Maria (Olivia Hussey) e passando por uma sofrida infância de peregrinação, Jesus (Robert Powell) veio a terra com a missão de salvar os homens, mas é traído e humilhado justamente por eles.

    O Pequeno Buda: de 1994, dirigido por Bernardo Bertolucci, com Keanu Reeves. Um pequeno jovem americano conhece um grupo de monges tibetanos que asseguram que ele é a reencarnação de um verdadeiro professor Budista. Sob a incredibilidade inicial, pais e filho partem rumo ao país asiático onde encontram crenças e formas de vida muito distintas das suas.

    A Paixão de Cristo: de 2004, dirigido por Mel Gibson. O filme recria as últimas doze horas da vida de Jesus de Nazaré, antes da cruz. O trama do filme começa no Jardim das Oliveiras (Getsêmani) onde Jesus vai orar após a Última Ceia.

    *******   Esse post educativo, me foi fornecido pelo meu colega Prof. Michel Visitem o Blog dele e conheça que o ensino de História não é um bicho de sete cabeças.

    Prof. Michel

    Ensino de História, Mídias Digitais e Web 2.5







    4
    jun
    2009
    Recordar é viver


    Essa linda melodia foi tema de novela, Pai Herói  da Rede Globo no ano de 1979, escrita pela saudosa  Janete Clair.  Achei essa música muito bonita, a letra então nem se fala. Não é saudosismo, recordar é viver. Adoro música que falam e tocam. Essa é assim, observem, ouçam e se encantem. Esse Blog compartilha coisas boas, então vamos lá:

    PIGEON WITHOUT A DOVE
    Um pombo sem sua pombinha

    IF SOMEONE THAT SAYS GOODBYE
    E se alguém que diz adeus
    IS SOMEONE THAT YOU LOVE
    É alguém que você ama
    THAT’S LEAVING NOT TO COME BACK
    E que está partindo para nunca mais
    IN YOUR ARMS NEVERMORE?
    Voltar aos seus braços ?
    WHAT WOULD YOU DO MY FRIEND?
    O que você faria meu amigo?
    HOW COULD YOU MEND YOUR BROKEN HEART?
    Como você conseguiria remendar o seu coração partido?
    HOW WOULD YOU LEARN TO LIVE ALONE?
    Como você aprenderia viver sozinho?
    HOW COULD YOU LEARN TO LIVE APART?
    Como você aprenderia viver separado -sem ela-?
    TELL ME, TELL ME! (IF YOU KNOW)
    Conte-me, responda-me!(se você souber)

    HOW CAN I LET HER KNOW
    Como eu posso fazer ela saber
    THAT I’VE GOT NOTHING WITHOUT HER LOVE?
    Que eu não tenho nada sem o amor dela?
    THAT I HAVE NO PLACE TO GO?
    Que não tenho nenhum lugar para ir?
    THAT I’M THAT PIGEON WITHOUT A DOVE?
    Que eu sou aquele pombo sem sua pombinha?
    I AM THE SIMPHONY WITHOUT MAIN MELODY?
    Que eu sou a sinfonia sem  melodia principal?
    THAT I AM ALONE AND LOST
    Que eu estou só e perdido
    DROWNING IN THE HANGING DEEP SEA?
    Afogando-me num mar profundo?







    3
    jun
    2009
    Amigos são pra toda a vida


    Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.
    Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
    Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado!
    O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.
    Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.
    Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
    Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles ¿vamos nos ligar?¿ num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.
    Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação. Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
    Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.

    Fabricio Carpinejar

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