Alguns momentos definem o rumo de nossa vida. O vestibular, o casamento, o primeiro filho. Nessas horas, geralmente estamos diante de dois ou mais caminhos. E precisamos tomar uma decisão.Recorremos à lógica, às emoções, aos amigos, aos pais,a qualquer um com um pitaco a oferecer. E, enfim, escolhemos.Com um baita medo de errar.
Para nos levar à melhor alternativa o cérebro tem um sistema capaz de esmiuçar dilemas. Esse sistema conta com 3 engrenagens, ativadas por qualquer escolha que apareça na nossafrente – pode ser algo que nos obrigue a mudar de cidade ou só a trocar a marca da margarina. Uma das engrenagens, representa o desejo de chegar à conclusão mais lógica. Outra está ligada a tudo o que você já viveu e aprendeu. E a terceira, tem a ver com seus antepassados.
Cada uma das três, analisa as alternativas por um ponto de vista, mas nenhuma dá conta de resolver o problema sozinha. É como se o trio formasse uma banca de advogados. Individualmente, cada engrenagem tem uma opinião, mas precisa apresentá-la às outras e convencê-las. Como acontece em qualquer discussão, alguma delas vai falar mais alto. E a banca apresentará o caminho a ser tomado, em conjunto.
Pronto, está tomada a decisão.

Ainda que queira nosso bem, essa banca às vezes nos coloca numa enrascada. Mas dá para se prevenir. E o primeiro passo é conhecer essas tais engrenagens:
* Razão – Ela cuida do seu futuro e faz as contas para que as decisões só tenham resultados positivos. Mas é limitada- Nem sempre a lógica dá conta dos nossos dilemas.
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*Instinto – Está pronto para te socorrer quando uma ameaça surgir. E vai trabalhar para manter o seu corpo livre de qualquer arranhão, sejam lá quais forem as consequências.
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*Experiência- Quer que as suas decisões terminem sempre em alegria. E imediatamente. Para isso, tenta repetir as escolhas bem-sucedidas que você fez no passado.
A Decisão Certa:
Como vamos garantir que não vamos nos arrepender das nossas escolhas? A verdade é que garantia não existe, porque o cérebro não consegue prever o fututro. Mas, podemos orientá-lo a decidir de acordo com as nossas expectativas. Desse jeito, fica mais difícil se frustar com o resultado.
Fonte: Revista Super Interessante- setembro/2011
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Todo mundo conhece os riscos trazidos pela obesidade- diabetes, doenças cardiovasculares, menor expectativa de vida. Mas uma nova descoberta está surpreendendo a comunidade científica: a gordura também causa danos ao cérebro. Pesquisadores da Universidade de Nova York estudaram o cérebro de 63 pessoas- 44 delas tinham sobrepeso ou obesidade e as demais eram magras. A experiência constatou que, nos indivíduos obesos ou acima do peso, o cérebro apresentava duas alterações importantes:
* Tinham níveis mais altos de fibrinogênio, uma proteína que causa inflamação.
* E menor córtex orbitofrontal- região cerebral que coordena a tomada de decisões.
Os cientistas ainda não sabem explicar exatamente como esse processo se desenrola. Mas apostam no seguinte: obesidade gera fibrinogênio, que gera inflamação, que gera danos ao córtex. E tudo isso gera consequências permanentes- e terríveis.
Essa inflamação, ao afetar a integridade do córtex orbitofrontal, pode reduzir o controle da pessoa sobre seus hábitos alimentares.
Afirma o estudo coordenado pelo psiquiatra Antonio Convit. Ou seja: indivíduo acima do peso poderiam se tornar neurologicamente incapazes de comer menos. Escravos do próprio apetite. E com dificuldade para se lembrar das coisas.
* Leia essa matéria na íntegra na Revista Super Interessante de Maio/2011


Os biólogos da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, estavam cansados de ter que voltar à tona depois de fazer pesquisas no fundo do mar. Então, decidiram construir uma base lá mesmo: o laboratório Aquarius, um cilindro de 13 metros de comprimento e 86 toneladas que fica submerso a 4,5 quilômetros da costa da Flórida. Ele acomoda 6 pesquisadores, que passam até 14 dias seguidos vivendo a 20 metros de profundidade.
O Aquarius, que é usado principalmente no estudo de corais, facilita bastante o trabalho dos pesquisadores. Como eles não precisam voltar à superfície, podem passar até 9 horas por dia mergulhando sem sofrer os problemas de saúde que seriam causados pela descompressão. A base se divide em dois compartimentos. O primeiro deles, menor, é uma plataforma de aproximadamente 3 metros, com uma abertura por onde os cientistas entram e saem. É onde ficam os equipamentos de mergulho e o chuveiro, com direito a água quente. Em seguida vem o cômodo principal. Ali estão as camas, os computadores, duas janelas, cozinha com geladeira e micro-ondas. Os equipamentos foram instalados quando a base foi construída, na superfície – ela foi afundada pronta.

Já os mantimentos são enviados periodicamente por meio de caixas lacradas, que são submerses com a ajuda de um cabo. Os cientistas comem comida desidratada, como a dos astronautas, e respiram oxigênio armazenado em cilindros ao redor do laboratório. A base também tem, claro, um banheiro – que não polui o oceano. “O Aquarius tem dois reservatórios que armazenam os dejetos”, explica seu diretor, James Talacek. Ao término de cada missão, os resíduos são bombeados para a superfície e descartados na rede de esgoto comum.
?Fonte: Revista Super Interessante dez/2010.
Imagens : Google


Estudo mostra que celular aumenta em até 27% a incidência de tumores. Mas os cientista dizem que isso não prova nada.
A radiação eletromagnética emitida pelos celulares traz risco à saúde? 0Há duas décadas esse enigma desafia os cientistas. E o maior estudo já feito sobre o assunto, que avaliou 14 mil pessoas em 13 países ao longo de 10 anos e acaba de ser concluído, trouxe as seguintes respostas:
Sim. Não.Talvez. O estudo, que foi realizado pela Organização Mundial da saúde, está gerando polêmica na comunidade científica. Isso porque apontou que há associação entre o uso de celular e dois tipos de câncer. Mas, com um porém.

O estudo constatou que, no grupo de pessoas que tinham usado celular durante pelo menos 1640 horas- o equivalente a meia hora de uso por dia durante 10 anos- havia 15% mais casos de glioma e 27% mais de meningioma ( dois tipos de câncer cerebral).
Mas os cientistas dizem que isso não prova nada. ” Os dados são imprecisos”, declarou Daniel Krewski, biólogo da universidade de Ottawa e um dos autores da pesquisa. Ele diz que o estudo não avaliou número suficiente de pessoas, e que os portadores de tumores podem ter reportado uso de celular superior ao real- o que teria distorcido os números, criando uma falsa elevação do risco de câncer.
Mas, nem todos os pesquisadores aceitam essa explicação. ” O estudo da OMS confirmou as descobertas, feitas por vários grupos, de que o celular aumenta o risco de câncer no cérebro”, diz o oncologista Lennar Hardell, da Universidade de Orebro( Suécia).
** Leia na íntegra essa matéria na Super Interessante de julho/2010.


Os anos 2000 começaram com o anúncio de uma revolução. O código da vida havia sido decifrado. Estávamos prestes a entender as doenças mais misteriosas. E transplantes de DNA dariam conta dos distúrbios mais graves. Mas nada disso aconteceu até hoje. A revolução ainda está a caminho???
Se tudo saído como imaginado, o Projeto Genoma teria desvendado a causa de doenças graves como diabetes e câncer.
Na prática seria assim: todo mundo teria o genoma mapeado. O médico leria o DNA do paciente e procuraria por um gene ou mutação capaz de provocar uma doença. Se encontrasse algo preocupante, prescreveria um tratamento que mexesse direto naquele gene.
Mas, esse cenário começou a desmoronar logo, assim que os cientistas mergulharam nos dados do genoma. Para começar, eles não sabiam direito quantos genes teriam de decifrar.

Era complicado mesmo estimar o número de genes. Eles estão bem escondidos no corpo.
Os mergulhos nos dados do genoma mostrou que a história é bem mais complicada. Um gene pode estar ligado à produção de várias proteínas, não de apenas uma. E genes não trabalham sozinhos- interagem uns com os outros.
Ficou claro que há uma complexidade biológica que vai muito além da quantidade de genes que temos no corpo. Diz Nicholas Hastie
Diz Nicholas Hastie, diretor de genética humana do Conselho de Pesquisas médicas do Reino Unido, órgão governamental que promove pesquisas médicas. A idéia de que bastaria interferir em um gene para resolver um problema que surgisse caiu por terra.
**** Quer saber mais?? Leia essa matéria na íntegra na Super Interessante setembro/2010.

Na distante terra de Vitória, que fica na porção leste da Antártida, existe uma cachoeira de sangue. Do alto da geleira Taylor, na Antártida, brota um misterioso líquido vermelho.
Obra de algum fenômeno sobrenatural?

O caso intrigou a bióloga Jill Mikucki, da Universidade de Dartmouth, que decidiu recolher e estudar amostras do líquido. ” Detectamos 17 espécies de bactérias, mas é possível que haja mais”, diz.
Segundo ela, essas bactérias são tão desconhecidas que nem têm nome científico- e só existem nesse lugar, que foi apelidado de Blood Falls( ” Queda de sangue”, em inglês)
O tal sangue é água salgada misturada com óxido de ferro, e é produzido pelas bactérias. Elas vivem embaixo da geleira e se alimentam do ferro contido no solo, e como produto de sua digestão secretam esse líquido que parece sangue ( ele tem a cor vermelha porque, como os glóbulos vermelhos do sangue, contém ferro).
* Leia essa matéria na íntegra na Revista Super Interessante de julho/2010.

