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16
dez
2012
Domingo é Dia de Poesia


Mais um ano vai embora, se fôssemos contabilizar tudo,nossa, acho que não caberia aqui. Choramos, sorrimos, lutamos,corremos pra caramba,mas vivemos, estamos vivos e é isso que vale à pena: Viver!!!!
Ontem eu estava num churrasco ,observando e analisando que somos um país feliz.Temos comida variada, comemos bem, mesmo com toda violência,vamos e voltamos e Deus tem cuidado de nós. Quando olho para os países em guerra, penso que, eles levam anos para construir uma cidade, um país e, em poucos minutos ,tudo vira poeira e entulhos. Essa é a sabedoria do homem,fazer guerra,resolver tudo na marra. Mas, deixemos esses assuntos complexos para lá e, Vamos poetar???

Mentira


Mentira

.

Aí quem me dera uma feliz mentira
Que fosse uma verdade para mim!
J. Dantas

.

Tu julgas que eu não sei que tu mentes
Quando o teu doce olhar pousa no meu?
Pois julgas que eu não sei o que tu sentes?
Qual a imagem que alberga o peito meu?
.
Ai, se o sei, meu amor! Em bem distingo
O bom sonho da feroz realidade…
Não palpita d´amor, um coração
Que anda vogando em ondas de saudade!
.
Embora mintas bem, não te acredito;
Perpassa nos teus olhos desleais
O gelo de teu peito de granito…
.
Mas finjo-me enganada, meu encanto,
Que um engano feliz vale bem mais
Que um desengano que nos custa tanto!
.
Florbela Espanca







15
dez
2012
Música e Medicina


Instrumentos musicais existem não por causa deles mesmos, mas pela música que podem produzir. Dentro de cada instrumento há uma infinidade de melodias adormecidas, à espera de que acordem do seu sono. Quando elas acordam e a música é ouvida, acontece a Beleza e, com a Beleza, a alegria. O corpo é um delicado instrumento musical. É preciso cuidar dele, para que ele produza música. Para isso, há uma infinidade de recursos médicos. E muitos são eficientes. Mas o corpo, esse instrumento estranho, não se cura só por aquilo que se faz medicamente com ele. Ele precisa beber a sua própria música. Música é remédio. Se a música do corpo for feia, ele ficará triste – poderá mesmo até parar de querer viver. Mas se a música for bela, ele sentirá alegria e quererá viver. Em outros tempos, os médicos e as enfermeiras sabiam disso. Cuidavam dos remédios e das intervenções físicas – bons para o corpo – mas tratavam de acender a chama misteriosa da alegria. Mas essa chama não se acende com poções químicas. Ela se acende magicamente. Precisa da voz, da escuta, do olhar, do toque, do sorriso.

Médicos e enfermeiras: ao mesmo tempo técnicos e mágicos, a quem é dada a missão de consertar os instrumentos e despertar neles a vontade de viver…”.

Fica aqui então minha homenagem aos bons músicos, bons criadores de instrumentos musicais e, é claro, aos bons médicos e enfermeiras.
Rubem Alves







14
dez
2012
Sobre o escrever …


Escrever, para mim, é uma grande brincadeira. É o prazer que me conduz pelas palavras! Lembro de um amigo que escreve bons poemas mas, quando eu elogio ele diz: “escrever é coisa séria. Isso aqui é brincadeira.” Discordo frontalmente do meu amigo. Escrever é uma brincadeira honesta com as palavras mas, uma brincadeira, “uma aventura planejada” (como diz Pignatari). O que o meu amigo entende por sério é, exatamente, o ranço acadêmico do saber absoluto. E o saber é um mundo muito vasto para estar encerrado em um conceito ou receituários dogmáticos. Escrever é não temer o abismo da próxima vírgula. Escrever poemas é escrever vírgulas, pausas na vida do Império Prosa.
.
Lau Siqueira

ESCALA
.
.Às vezes, quando estou de um jeito
que nem mais a tristeza incomoda
penso que minh’alma é uma escada.
.
.Então vou subindo, palavra por
palavra…Separando as sílabas
conforme a capacidade de
armazenagem dos meus bolsos. Até
que a poesia acena para mim de
alguma janela
.
.E depois some como o vôo que fica na memória
tamanha a beleza do pássaro.
.
Lau Siqueira
(do livro Texto Sentido)







13
dez
2012
Nunca estamos satisfeitos


Satisfeitos? É exatamente o que não somos. Nunca estamos satisfeitos…

Tiramos férias da vida…

Satisfazemo-nos com sol, diversão e boa comida.

Mas antes mesmo de voltarmos para casa, receamos o fim

da viagem e começamos a planejar outra.

Não estamos satisfeitos.

Quando somos crianças, dizemos:

” Se apenas eu fosse um adolescente.”


Na adolescência falamos:

” Se apenas eu fosse adulto.” Ao nos tornarmos adultos, ” Se apenas eu fosse casado.” Quando nos casamos, ” Se apenas eu tivesse filhos.”

Não estamos satisfeitos. Contentamento é uma virtude difícil de ser conquistada. Por quê? Porque não há nada na terra capaz de satisfazer nossos anseios mais profundos. Ansiamos ver a Deus. As folhas da vida estão sussurrando que isso acontecerá- e não ficaremos satisfeitos até que aconteça.

Do livro: Quando Deus Sussurra seu Nome

Max Lucado







10
dez
2012
Deliciosos Fragmentos de poesia


Isso é o amor: a sensação de que você está onde deveria estar.
Fernanda Saads in “Do Seu Lado”

Porto Alegre é muito bonita, mas essas coisas não têm importância quando a gente está todo esfarrapado por dentro.
Caio Fernando Abreu in “Cartas”

“O cacto é cheio de raiva com os dedos todos retorcidos e é impossível acarinhá-lo. Ele te odeia em cada espinho espetado porque dói-lhe no corpo esse mesmo espinho cuja primeira espetada foi na sua própria grossa carne. Mas pode-se cortá-lo em pedaços e chupar-lhe a áspera seiva: leite de mãe severa.”
– Clarice Lispector in “Um sopro de vida”

O silêncio ainda é o melhor aplauso.
José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”

“Antes eu dizia: ‘Escrevo porque não quero morrer’ Mas agora mudei. Escrevo para compreender o que é um ser humano.”
– José Saramago

Dos que sabem que não há tempo a perder, é preciso construir a beleza e a felicidade no mundo, por isso mesmo que no indivíduo é tudo tão frágil e precário.
Vinicius de Moraes in “Pra viver um grande amor”

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