Compartilhando as Letras » ENTRETENIMENTO
3
jan
Eles ficaram para trás


Eles tiveram sua época de ouro, foram cobiçados e muito procurados em sua época. Mas, agora ficaram obsoletos, ficaram para trás. Tudo passa nessa vida e eles também passaram. Confiram abaixo:

Fax:

vídeocassete



Fita cassete


Zipdrive


modem

Ficaram para trás também: monitor

de tubo, cd-rom, cartucho de vídeogame, wap e palmtop

Fonte: Super  Interessante janeiro/2010.


31
dez
Esperança é o que temos. Que venha 2010!!


“Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…”

- Mário Quintana -

(Texto extraído do livro “Nova Antologia Poética”, Editora Globo – São Paulo, 1998, pág. 118).


um  feliz e Abençoado 2010 que seus sonhos se concretizem. Que a esperança em um ser humano melhor, em dias melhores, perdurem durante todo o Ano Novo.  Que Deus abençoe a todos nós com paz, saúde  e muito amor. Obrigada pelo carinho da amizade durante 2009. E creiam: A Esperança é a última que morre!!

beijos festivos,


Fonte da tirinha: TI-RINHAS do amigo super criativo Rob Maia

28
dez
Ícones originais e Fragmentos de Clarice Lispector


Pássaros

Eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de não ser profissional, para manter minha liberdade.”

Clarice Lispector

Escritório

.”… renda-se como eu me rendi. Mergulhe no desconhecido. Não se preocupe em entender:A vida ultrapassa qualquer entendimento.”


Clarice Lispector

Office Space


“… Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou uma desesperada e estou cansada, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu morreria simbolicamente todos os dias”.

Clarice Lispector

Orquestra

Fonte: Curiosando

27
dez
A Natureza em Poesia


Soneto da Saudade – Guimarães Rosa

Quando sentires a saudade retroar
Fecha os teus olhos e verás o meu sorriso.
E ternamente te direi a sussurrar:
O nosso amor a cada instante está mais vivo!
.
Quem sabe ainda vibrará em teus ouvidos
Uma voz macia a recitar muitos poemas…
E a te expressar que este amor em nós ungido
Suportará toda distância sem problemas…
.
Quiçá, teus lábios sentirão um beijo leve –
Como uma pluma a flutuar por sobre a neve,
Como uma gota de orvalho indo ao chão.
.
Lembrar-te-ás toda a ternura que expressamos,
Sempre que juntos, a emoção que partilhamos…
Nem a distância apaga a chama da paixão.
.

Arrependimento – Olegário Mariano

Deste amor torturado e sem ventura
Resta-me o alívio do arrependimento.
O pouco que me deste de ternura
Não vale o que te dei de encantamento.
.
Abri para o teu sonho o firmamento,
Semeei de estrelas tua noite escura.
Dei-te alma, exaltação e sentimento.
Fiz de um bloco de pedra uma criatura.
.
Hoje, ambos à mercê de sorte avessa,
Se para te esquecer luto e me esforço,
Manda-me o coração que não te esqueça.
.
Padecemos idêntico suplício:
Tu – corroída de pena e de remorso,
Eu – com vergonha do meu sacrifício.

.

Pedido - Roseana Murray

me deixa escrever paixão
ao teu redor
tecer a palavra como quem
enchesse o oco de uma fruta
.
tudo será feito em silêncio
um vento quase de nada trocará nossos olhos
uma água macia forrará nossos gestos
.
me deixa escrever teu nome
me deixa te escrever
só doerá um pouco

quando encostar minha alma na tua

Por Guimarães Rosa


“Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa,

sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho
de saúde, um descanso na loucura”.
.

Imagens: CURIOSANDO do amigo criativo Rodrigo Piva

27
dez
Receita de Ano Novo


Achei lindo esse poema de Carlos Drummond de Andrade, quando chega o Ano Novo, queremos mudar umas coisas daqui, fazemos promessas dali. Fazemos listas de boas intenções e, guardamos na gaveta, continuamos fazendo tudo igualzinho ao ano que passou. Sei que vivemos muita coisa num ano: lutamos, corremos atrás, trabalhamos, tentamos ser melhores pessoas, buscamos o ferido, buscamos harmonia, perdoamos, nos esforçamos para melhorar. Mas, infelizmente ,nem todos entendem seu jeito de ser. Se você tenta ajudar, pensam que quer se meter na vida deles. Se você demonstra arrependimento, mostrando  através de ações que, quer realmente viver em paz, a pessoa se tranca e não libera o perdão para você continuar se sentindo culpado(a). Se você é atencioso(a), busca, procura estar presente, ou até mesmo aconselhando com palavras, fazendo a pessoa refletir dos atos grosseiros, acham que você é invasivo(a), cri-cri, chato, etc… A realidade é que , lidar com pessoas é super complicado, tem que ter um jogo de cintura enorme. Pensando nisso, posto aqui essa mensagen do Drummond.

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

– Carlos Drummond de Andrade

22
dez
O Natal em Poesias


Queridos, aproveitei essas interessantes tirinhas do amigão Rob Maia para descontrairmos um pouco. Gosto de compartilhar o trabalho dos meus amigos, assim vou divulgando a criatividade de cada um. Como temos gente capaz!! Isso é uma maravilha!!! Visitem e se encantem também:  TI-RINHAS do sensacional e criativo Rob Maia.

Quando eu era menino, lá no interior de Minas, véspera de Natal era quando a criançada ia para cama mais cedo: para apressar o milagre. Pois se sabia que Papai Noel só chegaria durante o sono. Natal era isto: evento do país dos sonhos, aparição noturna e onírica- só  acontece no meio do escuro da noite, quando o coração deseja muito. E a gente punha os sapatos vazios ao lado da cama. Pois não é precisamente isso que é o desejo? Um vazio durante o sono, que se oferece como um pedido e esperança?

Rubem Alves

Os natais de hoje ficaram diferentes. Há um ar de tristeza e nostalgia, saudade indefinida, não se sabe de quê? E, se o Riobaldo está certo, é que ficamos velhos, porque toda saudade é uma espécie de velhice (…)

Rubem Alves

É. Naqueles tempos de infância a gente sonhava. Os sonhos eram pequenos e cabiam num sapato. Hoje os sapatos são muito maiores. Só que não esquecemos dos sonhos.

De modo que não há presente que nos faça sorrir… Já não sabemos o nome da nossa verdade. Daí a nostalgia sem remédio. Seria preciso recordar os primeiros relatos, que nos vêm de tempos imemoriais…

******Hoje, o único que pode preencher esse vazio interior  é JESUS CRISTO, só ele pode nos dar a paz que tanto procuramos. Jesus é o Senhor do Natal!!!! Com Ele dirigindo sua vida, é Natal o ano todo.


Fragmentos do livro:   Se eu pudesse viver a minha vida novamente…

Verus Editora- Campinas-2004

Rubem Alves

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