Compartilhando as Letras » criatividade
29
mar
O insolente


Esse cara é corajoso!! Depois que levar uma surra, vamos ver se continua com essa coragem toda!!! Eu conheço um monte de loiras  bem espertinhas, que adoram se dar bem e deitar na sopa dos outros.

E você??  Acha que toda loira é burra??  Em toda regra há exceção, eu conheço algumas exceções.

Ainda bem que eu sou bem morena!!! Beijinhos

Fonte: TI-RINHAS do excelente Blog do meu amigão Rob Maia

29
mar
Domingo é Dia de Poesia, vamos Poetar?


dos cílios
Os cílios agarraram-se às pálpebras quando tentei fechar meus olhos. Mas você assoprou e todos voaram. De novo nasceram e de novo voaram. Não faça mais isso! Quem vai cortar a lágrima em fatias no dia em que você for embora?


sobre o sono
Meu sono é um crânio escuro, onde mora um homenzinho alado. Às seis da manhã, ele levanta as minhas pálpebras, assim como eu, na esperança do amanhecer, também levanto as janelas do quarto.

da leitura
Era uma vez um leitor, curioso sobre a história dentro de um livro. Era uma vez um livro, curioso sobre os olhos daquele leitor. Era uma vez a história de um. Era uma vez a história de outro. Mas porque alguém tinha de dar o braço a torcer, o livro rendeu-se e começou o primeiro capítulo. Os livros sempre se rendem: não é a toa que eles capitulam.

Fragmentos de Rita Apoena


“Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem…”


“Quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu…”

“Triste coisa é querer bem à quem não sabe perdoar…”

“Este é o nosso mundo. O que é demais nunca é o bastante, a primeira vez é sempre a ultima chance…”

“Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?”

“Vocês dizem que eu tenho a resposta, eu não sei qual é a pergunta!”

Fragmentos de Renato Russo


Quadrilha

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.


A Palavra Mágica

Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

Fragmentos de Carlos Drummond de Andrade


****** Essas maravilhosas imagens são do sensacional Blog Curiosando, do criativo Rodrigo Piva. Visitem e se maravilhem com tanta coisa boa!!

28
mar
Pontes de tirar o Fôlego!!


Essas lindas pontes  foram palco de inúmeros filmes de amor e também de dor, já que existem personagens que adoram se jogar de uma ponte.  Olhem que arquitetura!!! Se maravilhem com essas imagens de tirar o fôlego!!

Ponte dos Suspiros (Veneza, Itália)

Forth Railway (Fife, Escócia)

Bixby Creek (Big Sur, EUA)

Erasmus (Roterdã, Holanda)

Ponte do Brooklyn (Nova York, EUA)

Hussaini (Passu, Paquistão)

Ponte Vecchio (Firenze, Itália)

Ricardo Carreon

Via Webdesigner Depot

28
mar
Anúncios Automotivos Super Criativos


O setor automotivo é um dos mais atuantes na publicidade e nem sempre é possível encontrar trabalhos interessantes, mas o site abduzeedo garimpou exemplos extremamente criativos. Confiram abaixo:

OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA: “Ostras são moluscos, animais sem esqueleto, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, com pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas – são animais mansos – seriam uma presa fácil dos predadores. Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem. Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostra felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário. Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste. As ostra felizes se riam dela e diziam: “Ela não sai da sua depressão…” Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado dentro da sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor. O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de suas aspereza, arestas e pontas,  bastava envolvê-lo com uma substância lisa,  brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho – por causa da dor que o grão de areia lhe causava. Um dia passou por ali um pescador com o seu barco. Lançou a sua rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-as para a sua casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras de repente seus dentes bateram numa objeto duro que estava dentro da ostra. Ele tomou-o em suas mãos e deu uma gargalhada de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola. Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele tomou a pérola e deu-a de presente para a sua esposa. Ela ficou muito feliz…” Ostra feliz não faz pérolas. Isso vale para as ostras e vale para nós, seres humanos. As pessoas que se imaginam felizes simplesmente se dedicam a gozar a vida. E fazem bem. Mas as pessoas que sofrem, elas têm de produzir pérolas para poder viver. Assim é a vida dos artistas, dos educadores, dos profetas. Sofrimento que faz pérola não precisa ser sofrimento físico. Raramente é sofrimento físico. Na maioria das vezes são dores na alma.

Rubem Alves-

Quarto de Badulaques LXXV

27
mar
Qual é o lugar mais importante da sua casa?


Qual é o lugar mais importante da sua casa? Eu acho que essa é uma boa pergunta para início de uma sessão de psicanálise. Porque quando a gente revela qual é o lugar mais importante da casa, a gente revela também o lugar preferido da alma. Nas Minas Gerais onde nasci o lugar mais importante era a cozinha. Não era o mais chique e nem o mais arrumado. Lugar chique e arrumado era a sala de visitas, com bibelôs, retratos ovais nas paredes, espelhos e tapetes no chão. Na sala de visitas as crianças se comportavam bem, era só sorrisos e todos usavam máscaras. Na cozinha era diferente: a gente era a gente mesmo, fogo, fome e alegria.

“Seria tão bom, como já foi…”, diz a Adélia. A alma mineira vive de saudade. Tenho saudade do que já foi, as velhas cozinhas de Minas, com seus fogões de lenha, cascas de laranja secas, penduradas, para acender o fogo, bule de café sobre a chapa, lenha crepitando no fogo, o cheiro bom da fumaça, rostos vermelhos. Minha alma tem saudades dessas cozinhas antigas…

Fogo de fogão de lenha é diferente de todos os demais fogos. Veja o fogo de uma vela acesa sobre uma mesa. É fogo fácil. Basta encostar um fósforo aceso no pavio da vela para que ela se acenda. Não é preciso nem arte nem ciência. Até uma criança sabe. Só precisa um cuidado: deixar fechadas as janelas para que um vento súbito não apague a chama. O fogo do fogão é outra coisa. Bachelard notou a diferença: “A vela queima só. Não precisa de auxílio.

A chama solitária tem uma personalidade onírica diferente da do fogo na lareira. O homem, diante de um fogo prolixo pode ajudar a lenha a queimar, coloca uma acha suplementar no tempo devido. O homem que sabe se aquecer mantém uma atitude de Prometeu. Daí seu orgulho de atiçador perfeito…” Fogo de lareira é igual ao fogo do fogão de lenha. Antigamente não havia lareiras em nossas casas. O que havia era o fogo do fogão de lenha que era, a um tempo, fogo de lareira e fogo de cozinhar.

As pessoas da cidade, que só conhecem a chama dos fogões a gás, ignoram a arte que está por detrás de um fogão de lenha aceso. Se os paus grossos, os paus finos e os gravetos não forem colocados de forma certa, o fogo não pega. Isso exige ciência. E depois de aceso o fogo é preciso estar atento. É preciso colocar a acha suplementar, do tamanho certo, no lugar certo. Quem acende o fogo do fogão de lenha tem de ser também um atiçador.

O fogão de lenha nos faz voltar “às residências de outrora, as residências abandonadas mas que são, em nossos devaneios, fielmente habitadas” (Bachelard). Exupèry, no tempo em que os pilotos só podiam se orientar pelos fogos dos céus e os fogos da terra, conta de sua emoção solitária no céu escuro, ao vislumbrar, no meio da escuridão da terra, pequenas luzes: em algum lugar o fogo estava aceso e pessoas se aqueciam ao seu redor.

Já se disse que o homem surgiu quando a primeira canção foi cantada. Mas eu imagino que a primeira canção foi cantada ao redor do fogo, todos juntos se aquecendo do frio e se protegendo contra as feras. Antes da canção, o fogo. Um fogo aceso é um sacramento de comunhão solitária. Solitária porque a chama que crepita no fogão desperta sonhos que são só nossos. Mas os sonhos solitários se tornam comunhão quando se aquece e come.

Nas casas de Minas a cozinha ficava no fim da casa. Ficava no fim não por ser menos importante mas para ser protegida da presença de intrusos. Cozinha era intimidade. E também para ficar mais próxima do outro lugar de sonhos, a horta-jardim. Pois os jardins ficavam atrás. Lá estavam os manacás, o jasmim do imperador, as jabuticabeiras, laranjeiras e hortaliças. Era fácil sair da cozinha para colher xuxús, quiabo, abobrinhas, salsa, cebolinha, tomatinhos vermelhos, hortelã e, nas noites frias, folhas de laranjeira para fazer chá.

Ah! Como a arquitetura seria diferente se os arquitetos conhecessem também os mistérios da alma! Se Niemeyer tivesse feito terapia, Brasília seria outra. Brasília é arquitetura de arquitetos sem alma. Se eu fosse arquiteto minhas casas seriam planejadas em torno da cozinha. Das coisas boas que encontrei nos Estados Unidos nos tempos em que lá vivi estava o jeito de fazer as casas: a sala de estar, a sala de jantar, os livros, a escrivaninha, o aparelho de som, o jardim, todos integrados num enorme espaço integrado na cozinha. Todos podiam participar do ritual de cozinhar, enquanto ouviam música e conversavam. O ato de cozinhar, assim, era parte da convivência de família e amigos, e não apenas o ato de comer. Eu acho que nosso costume de fazer cozinhas isoladas do resto da casa é uma reminiscência dos tempos em que elas eram lugar de cozinheiras negras escravas, enquanto as sinhás e sinhazinhas se dedicavam, em lugares mais limpos, a atividades próprias de dondocas como o ponto de cruz, o frivolité, o crivo, a pintura e a música. Se alguém me dissesse, arquiteto, que o seu desejo era uma cozinha funcional e prática, eu imediatamente compreenderia que nossos sonhos não combinavam, delicadamente me despediria e lhes passaria o cartão de visitas de um arquiteto sem memórias de cozinhas de Minas.(…)

Rubem Alves

(Correio Popular, Caderno C, 19/03/2000.)

  • Qual é o melhor lugar da sua casa? Para mim é o quarto, pois sempre que estou em casa tiro uma sonequinha à tarde. Minhas colegas de trabalho, me chamam de Sonequinha, elas sabem que, adoro dormir descansar depois do almoço.  É muito gostoso descansar à tarde, vcs concordam? Não somos máquinas, precisamos de um refrigério. Depois do quarto, eu considero a cozinha, um ótimo lugar, pois é ali que preparamos nossos quitutes. Na cozinha nos transformamos em Ana Maria, botamos a mão na massa!!! A sala, é para recebermos as visitas, conversarmos, assistirmos um bom programa(raro hoje em dia), vermos um filme edificante  e saudável, etc….
  • Qual é o melhor lugar da sua casa?  Eu gostaria de saber.


27
mar
Maravilha de Arquitetura e Fragmentos de Flora Figueiredo




Golden Gate (São Francisco, EUA)

“Não deixe portas entreabertas. Escancare-as Ou bata-as de vez. Pelos vãos, brechas e fendas Passam apenas semiventos, Meias verdades E muita insensatez.”
(Flora Figueiredo)?


Donghai (Xangai, China)


O sol desceu pelo escorregador e fez o mundo sorrir tão de repente, que toda a gente parou para assistir. Coisas de Verão … É o coração que fica adolescente, o corpo forte, de pé para aplaudir.”
(Flora Figueiredo)

Kintaikyo (Iwakuni, Japão)

Comunicado


Só por hoje
vou rasgar os códigos.
Desacato as regras,
os preços módicos.
Só por hoje
desacredito das retas,
descarrilho do trilho,
desvio das setas.
Preciso de tempo pra sonhar,
respirar fundo e carregar na mão
o sal da vida e o mel do mundo.
Se o compromisso tocar a campainha,
peço que aguarde na casa vizinha,
mansamente, sem fazer alarde.
Mas comunico a todos pela imprensa
que sumiu a lucidez.
Pediu licença.
É só por hoje,
mas agora é minha vez.

(Flora Figueiredo)


Ponte Hercílio Luz (Florianópolis, Brasil)

Flutuações


O sonho aprendeu a pairar bem alto,
lá onde o sobressalto nem sequer nasceu.
Namorou a trôpega ilusão,
até que trêfego e desajeitado,
desprendeu-se de seu reino idealizado,
veio pousar tamborilante em minha mão.
Assim, aquecido e aconchegado,
parece que se esqueceu de ir embora.
Na hora em que ressona distraído,
eu lhe pingo malemolências ao ouvido,
à sua inquietação eu me sujeito.
Eis que o sonho dorme agora aqui comigo,
seu corpo repousa no meu peito.

(Flora Figueiredo)

Ponte Otavio Frias de Oliveira (São Paulo, Brasil)

Ricardo Carreon

Via Webdesigner Depot

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