set
7
Pensando a Educação com Rubem Alves

Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim não morre jamais.

A criança de olhar vazio e distraído: ela não aprende. Os psicólogos apressam-se em diagnosticar alguma perturbação cognitiva. Mas uma outra hipótese tem de ser levantada: a inteligência dessa criança foi enfeitiçada pelo olhar de um adulto que a intimidou. Uma criança intimidada e humilhada não aprende.

Educação não é a transmissão de uma soma de conhecimentos. Conhecimentos podem ser mortos e inertes: uma carga que se carrega sem saber sua utilidade e sem que ela dê alegria. Educar é ensinar a pensar, isso é, a brincar com os conhecimentos, da mesma forma como se brinca com uma peteca.
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* Essa inspiração, foi retirada do magnífico Blog Rubem Alves da Tina. Visitem-na e se encantem também
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set
7
Dedicação é a palavra-chave

Gastar tempo é investir sabiamente pra mudar alguém ou alguma situação. Se você investe no seu filho, dando-lhe bons livros, aconselhamento,boa formação, dedicando-se à ele(a), com certeza valerá à pena.

“Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez tua rosa tão importante.” Saint-Exupéry

Dedicação é a palavra chave. Dedique-se, gaste tempo , invista. Sua rosa, será a mais importante do jardim.

Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry (29 de junho de 1900, Lyon – 31 de julho de 1944, Mar Mediterrâneo) foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial. Autor de O Pequeno Príncipe, de onde saiu a frase do post.

Fonte: Frases Ilustradas







set
7
Perdoar é possível

Ontem assistindo o pastor falar sobre o perdão e quantas vezes se deve perdoar, fiquei pensando sobre esse assunto tão complexo. A dureza dos corações em nossos dias tem feito com que muitas pessoas não perdoem. Teve uma hora em que no meio de sua fala, o pastor chorou, sua voz ficou embargada, ele sentiu como é difícil e como as pessoas resistem em perdoar. Existem pessoas que até falam:
- Perdoo, mas não esqueço.
- Perdoo, mas não quero mais contato.

Eu tenho o dom de buscar, apascentar, tentar conciliar. Só fico tranquila, quando vejo que não existem mais pendências, que já não há mágoas. Mas, existem pessoas que, por mais que você as busque, mais elas se afastam. Sabemos que amizades estremecidas, se tornam muito difíceis em haver um conserto. Mas, mesmo que você não vá voltar a ter a mesma frequencia em conversar com aquela pessoa, se ela vem até você, e diz que se arrependeu e, esse seu reconhecer, é para ela de suma importância, você deve perdoá-la. Liberar o perdão vai trazer paz e alívio para ambos. Muitas das vezes impedimos as bênçãos de Deus sobre nossas vidas, pois não sabemos perdoar. E, o pior, continuamos, espetando, ferindo a pessoa que, inúmeras vezes, veio até nós corajosamente pedir o nosso perdão. Jesus ensinou que devemos perdoar setenta vezes sete. Resumindo: perdoar sempre. A vida é uma roda viva. Hoje eu te perdoo. Amanhã é você quem me perdoa. Somos falhos e nossa vida aqui é passageira. Vivamos da melhor forma possível, sem mágoas ou rancores.

Pensando em tudo isso,coloco aqui, essa linda poesia que conheci através de Rubem Alves:

“A vida se retrata no tempo
formando um vitral,
de desenho sempre incompleto,
de cores variadas,
brilhantes, quando passa o sol.
Pedradas ao acaso
acontece de partir pedaços
ficando buracos,
irreversíveis.
Os cacos se perdem
por aí.
Às vezes eu encontro
cacos de vida
que foram meus,
que foram vivos.
Examino-os atentamente tentando lembrar
de que resto faziam parte.
Já achei caco pequeno e amarelinho
que ressuscitou
de mentira, um velho amigo.
Achei outro pontudo e azul, que trouxe em nuvens
um beijo antigo.
Houve um caco vermelho
que muito me fez chorar,
sem que eu lembrasse
de onde me pertencera.“

Maria Antônia de Oliveira que fez Rubem enxergar a vida como se fosse um vitral.







set
4
Delícias de Vinícius de Moraes

Soneto do amor total

Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma…
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta,
muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.



Amor em paz

Eu amei
Eu amei, ai de mim, muito mais
Do que devia amar
E chorei
Ao sentir que iria sofrer
E me desesperar
Foi então
Que da minha infinita tristeza
Aconteceu você
Encontrei em você a razão de viver
E de amar em paz
E não sofrer mais
Nunca mais
Porque o amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz

Imagens: CURIOSANDO do genial amigo de sempre, Rodrigo Piva. Obrigada pelo carinho da amizade .







set
1
O futuro vem aí!

Estava ouvindo minha filha reclamar do Metrô,  que na  hora que ela volta, o tumulto está instaurado. Falou-me que, as mulheres, são  as mais barraqueiras. Que horror !! Fiquei pensando que antigamente,  as coisas eram calmas, serenas e tranquilas. Não havia esse corre corre. Tudo era feito com tranquilidade, as pessoas hoje são apavoradas. Atropelam umas as outras. Lembro-me que , eu ainda com o pé enfaixado, um rapaz novo, correu para sentar-se no lugar vazio e, quase que me jogou naquele vão que fica entre o trem e a estação. As pessoas não teem educação, primeiro EU, segundo Eu,  e terceiro EU!!!!   O resto qe se dane!!!  Hoje , infelizmente, o pensamento é este.

Vejamos como era antigamente, no tempo em que a maioria da população andava à pé, outros a cavalo, e, uma minoria usava a cadeirinha:

Senhora da liteira com dois escravos, c. 1860.


Já pensou, um monte de cadeirinhas dando esbarrões por aí?? Claro que, naquele tempo, a população era bem pequena, não haveria esse problema. E, também, as cadeirinhas não eram meios de transporte de massa. Eram, apenas  para uma minoria, os privilegiados, digamos. Cadeirinhas eram meios de transporte individuais usados por pessoas ricas e importantes. Foi muito utilizado pelas mulheres ricas, para irem à missa ou passearem pela cidade.

Esse bonde aí, deveria ser o das 18 horas, rsrsrsrsr.  Ele está  igualzinho ao Metrô: lotado!!

Hoje em dia, ainda é complicado, principalmente na hora de pico, mas as coisas, melhoraram muito de lá pra cá. Podem melhorar mais, se os governos investirem em transporte de boa qualidade. A população só tende a crescer. Os serviços precisam melhorar em qualidade  e serem apropriados para o nosso tempo.

Vem aí o trem bala que ligará o Estado de São Paulo ao Rio de Janeiro, um trem que poderá alcançar 300km/h.  O futuro vem aí!   Confiram aqui.







set
1
Lindo para nossa Alma!

A poesia não é uma expressão do ser do poeta. É uma expressão do não-ser do poeta. O que escrevo não é o que tenho; é o que me falta. Escrevo porque tenho sede e não tenho água. Sou pote. A poesia é água”. (Rubem Alves)

Aquilo que capto em mim tem, quando está sendo transposto em escrita, o desespero das palavras ocuparem mais instantes que um relance de olhar”. (Clarice Lispector)

“o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando”. (Guimarães Rosa)

“É preciso muito pouco. A alegria está muito próxima. Mora no momento. Perdemos a alegria porque pensamos que ela virá no futuro, depois de algum evento portentoso que mudará a nossa vida” (Rubem Alves)

É ainda possível chorar sobre as páginas de um livro, mas não se pode derramar lágrimas sobre um disco rígido.” (José Saramago)

Imagem: Google

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