11
jun
2009
História e Música


História e Música

A música é uma forma de expressão artística que remonta à pré-história, quando nossos ancestrais já compreendiam os ritmos da natureza e os reproduziam através de instrumentos feitos em osso e pedra. No decorrer dos séculos, a música foi utilizada também como crítica política e social, relacionada a um determinado tempo histórico. Foi desta maneira que a Marselhesa – hino da França – foi criada, nas aspirações dos revolucionários franceses do século XVIII que lutavam por liberdade, igualdade e fraternidade. Este espaço é destinado a discutir e divulgar aspectos relacionados ao uso da música no ensino de História.
Música na Ditadura Militar
Entre 1964 e 1985, o Brasil foi governado por militares, num período que ficou conhecido como Ditadura Militar. Neste período, a imprensa, o rádio, assim como qualquer forma de expressão artística, eram duramente reprimidos pela ação dos Atos Institucionais (AI´s). Isto fez com que muitos artistas da época criassem músicas com sentido duplo, de maneira a evitar a repressão.
Foi assim que Chico Buarque fez duras críticas ao governo e à censura através do samba “Apesar de Você”, que possui um sentido metafórico. Ao ser questionado por agentes do governo militar, Chico respondeu que criou a música simplesmente para narrar os conflitos amorosos de um marido descontente com o autoritarismo de sua mulher. No entanto, a mensagem por trás da composição identifica a resistência aos mecanismos de repressão dos militares, e a esperança de dias melhores.
Raul Seixas também enfrentou a repressão dos militares através do Rock-Baião “Mosca na Sopa”, onde a metáfora representa aquela geração de artistas e o governo, respectivamente, como a mosca e a sopa. Neste sentido, o objetivo da mosca é incomodar pousando na sopa até que esta fique rala o bastante para se tornar intragável.

***   Este maravilhoso Post  é de autoria de meu amigo Prof. Michel do Blog Prof. Michel Ensino de História, Mídias Digitais  e Web 2.5







10
jun
2009
Hábitos que valem por um Tratamento


* Largue o cigarro     
Esse inimigo aumenta a frequência cardíaca e a concentração dos vasos sanguíneos, o que faz a pressão subir.

* Corte o refrigerante
Ele tem alto teor de sódio.
Troque-o por sucos de frutas naturais- eles fornecem vitaminas e minerais e protegem o organismo de doenças infecciosas.

* Prefira azeite    
Contém ácido oleíco, tipo de gordura do bem que regula o colesterol e a pressão.

* Faça as pazes com a balança    
Quando você está acima do peso, seu corpo precisa se esforçar mais para realizar as tarefas rotineiras.

* Diminua a cervejinha
Duas taças de vinho ou duas latas de cerveja, fazem bem ao coração, de acordo com um estudo publicado em uma revista científica inglesa.

* Abuse do alho    
Ele contém alicina, que ajuda a regular a pressão.

* Namore bastante
Ao lado de quem a gente ama, nossa pressão cai. Essa foi a conclusão de um estudo recente, feito nos Estados Unidos. O bem estar libera na corrente sanguínea uma substância chamada serotonina, que proporciona uma sensação de relaxamento ao cérebro.

* Fuja dos adoçantes    
Eles têm sódio. Prefira adoçar com mel ou estévia.

* Saboreie as uvas
Aliás, não só uvas, mas todas as frutas vermelhas -como morango, pitanga, framboesa e açaí. Elas são ricas em substâncias que têm um efeito anti-hipertensivo.

**Revista Ana Maria junho/2009







8
jun
2009
Repensar e consertar


“Sou mutante. Não anseio a majestades cristalizadas em palavras que não voltam atrás. Eu volto palavras, gestos e sentimentos. Mudam tempos, momentos, situações, mundo… Por que não mudo eu? Livrai-me do engessamento burro da prepotência! Peço desculpas e me sinto aliviada. Se o outro vai desculpar ou não depende do grau de irredutibilidade dele. Aí já não é comigo. Repensar é consertar. “Eu não sou sempre da minha opinião.” Considero a sua e, se for o caso, reconsidero a minha.

(Paul Valéry)

Gente que ama a paz, faz assim:

Pensa, reavalia, pede desculpas e conserta o erro. Prepotência, irredutibilidade, só causam sofrimento e dor. O mundo muda, as situações mudam, a vida muda!!! Adorei esse pensamento de Paul Valéry, estou com ele e não abro. Eu penso assim, igualzinho a ele:

“Eu não sou sempre da minha opinião.” Considero a sua e, se for o caso, reconsidero a minha.

Esse  sábio pensamento ,retirei do Blog: Na dança das Palavras da minha amigona Eleonor Cordeiro.

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6
jun
2009
Uma reflexão de Rubem Alves


Lembrei-me das palavras tristes do Vinicius no seu poema O haver, em que fala da “sua inÚtil poesia”. Sinto assim de vez em quando, que aquilo que escrevo é inútil. Os que têm poder nem leem, e se leem não levam a sério.

Rubem Alves in “O AMOR QUE ACENDE A LUA

Em Defesa das Árvores”

Olhem só, nosso amado, respeitável e talentoso num momento de introspecção e reflexão:

“Os que têm poder nem leem, e se leem não levam a sério.”

Todos nós, temos nosso dia, de estarmos abatidos, pra baixo, refletindo na vida e cheios  de interrogações.  E,  começamos a perguntar para nós mesmos:  Se eu tivesse feito de outro modo??   Se eu não tivesse falado aquilo? Se eu tivesse deixado pra lá? Se eu pudesse retornar no tempo, tudo seria diferente. Somos humanos, falhos, batalhamos todos os dias, às vezes nos bate um desânimo, uma tristeza. É natural da nossa natureza humana.

Li um livro interessante de Rubem Alves:  Ostra feliz não faz pérola.

O  texto era mais ou menos assim : Se na ostra não houver um grão de areia, não existiria a pérola.

Ela pensa “esse grão me arranha, machuca, faz mal. Construirei uma superficie lisa que me propicie conforto e me livre desse incomodo, depois faz a pérola.”

Seres humanos permanentemente felizes não criam. Tem que ter um incomodo, uma coceira que não deixa parar e nos faz queremos transformar areias e pérolas.

Mas, levantemos nosso astral, somos muito importantespara Deus.  Ele nos ama e nos aceita do nosso jeitinho, sabe que somos imperfeitos.  Deus é amor! Esse amor Ele estende até nós e nos dá sua mão.







4
jun
2009
História e Cinema


História e Cinema

Os filmes são ótimas fontes para o estudo de história, pois podem abordar aspectos do cotidiano em determinadas épocas, vestuário, hábitos alimentares, entre outros. A sétima arte recria cenários históricos de uma maneira épica e pode tornar o ensino mais dinâmico e interativo. Erros de gravação e curiosidade também pode despertar o interesse do aluno para os fatos abordados. Este espaço é destinado a discutir e divulgar o uso destas mídias nas aulas de História.

Como usar filmes em sala de aula

Existem várias fontes que debatem o uso pedagógico de filmes e pretendo divulgar aqui. Ao ler um artigo sobre cinema na revista Profissão Mestre, uma delas, em especial, me chamou a atenção. Trata-se das dicas extraídas do livro Luz, câmera, gestão – A arte do cinema na arte de gerir pessoas, de Myrna Silveira Brandão.

Vou postar algumas dicas do livro, adaptando para a sala de aula:

  • O filme deve ser cuidadosamente escolhido de acordo com o tema-objeto da aula. É importante levar em consideração a faixa etária dos alunos, o tempo de duração do filme e outros aspectos relacionados à situação específica do conteúdo a ser ministrado;
  • O professor deve assistir ao filme previamente e anotar os pontos e as cenas que ele, como especialista da área, e também como espectador, destacaria para trabalhar os assuntos. Esses pontos podem servir como orientação para os temas a serem trabalhados e debatidos;
  • Ao escolher o filme, é importante ler textos relativos a ele, no sentido de obter elementos adicionais sobre o tema central a ser debatido. Mesmo que um filme possa ser analisado sob vários assuntos, normalmente ele tem um enfoque maior em determinado tema;
  • Os pontos debatidos devem ser anotados e posteriormente distribuídos para todos. A anotação também será um material importante para o professor nas aulas subseqüentes ao filme.
  • Estas dicas eu utilizo em minhas aulas. Algo que também gosto de fazer é interromper trechos do filme e fazer comentários diretos sobre o tema em questão. Não é uma prática muito popular entre os alunos, mas creio ser interessante, pois muitas vezes não é possível projetar o filme todo.

    Acervo de filmes

    Vou postar um acervo de filmes que podem ser utilizados para discutir aspectos históricos em sala de aula. Eles serão divididos em História Geral e História do Brasil, com as subdivisões respectivas. A maior parte da lista foi extraída o Wikipédia e acrescida com algumas informações adicionais.

    Pré-História

    Fantasia: de 1940, produzido pelos estúdios Disney. O Rito da Primavera de Igor Stravinsky é acompanhado de uma animação sobre o surgimento da vida na terra até a extinção dos dinossauros.

    A Guerra do Fogo: de 1981, dirigido por Jean-Jacques Annaud. O filme mostra o cotidiano dos primeiros grupos humanos, representando a linguagem usada por estes homens primitivos, numa aventura em que um trio de guerreiros viaja pela savana em busca do fogo que a sua tribo perdeu e não sabe como fabricar.

    Elo Perdido: de 1988, dirigido por David Hughes. África há um milhão de anos: o último homem-macaco foge dos humanos, que mataram todos os membros do seu clã. Especulação sobre o processo de evolução biológica humana e sobre uma suposta linha evolutiva que terá sido dizimada pelo Homo Sapiens .

    A Tribo da Caverna Dos Ursos: de 1986, dirigido por Michael Chapman. O filme, baseado no romance de Jean M. Auel, conta a história da menina Ayla, interpretada por Daryl Hannah, uma Cro-Magnon que é encontrada por uma tribo de Neandertais.

    História Antiga

    Alexandre: de 2004, dirigido por Oliver Stone. Alexandre, o Grande, foi um conquistador implacável, que aos 32 anos já havia se tornado comandante do maior império do mundo. O filme narra a vida conturbada do mito, desde sua relação com os pais, reis da Macedônia, até suas lutas e conquistas militares.

    Júlio César: de 1953, dirigido por Joseph L. Mankiewicz. Baseado na peça de Shakespeare. Em Roma, César (Louis Calhern) é assassinado, pois os senadores alegam que sua ambição o transformaria em um tirano. Mas Marco Antonio (Marlon Brando) consegue reverter a situação e os conspiradores são obrigados a fugir.

    Cleópatra: de 1963, dirigido por Joseph L. Mankiewicz. Elizabeth Taylor, Richard Burton e Rex Harrison estrelam esta história de poder e traição – a vida da legendária Rainha do Nilo e sua conquista de Júlio César e Marco Antônio.

    Tróia: de 2004, dirigido por Wolfgang Petersen. Baseado nos escritos do grego Homero, Brad Pitt assume o comando de uma espada no papel do virtualmente imbatível guerreiro Aquiles. Orlando Bloom e Diane Kruger vivem os amantes – Páris e Helena, respectivamente – que trazem a guerra por causa de sua paixão proibida.

    Spartacus: de 1960, dirigido por Stanley Kubrick, com Kirk Douglas. Spartacus (Kirk Douglas), um homem que nasceu escravo, labuta para o Império Romano enquanto sonha com o fim da escravidão. Mas seu destino foi mudado por um lanista (negociante e treinador de gladiadores), que o comprou para ser treinado nas artes de combate e se tornar um gladiador.

    300: de 2006, dirigido por Zack Snyder. Em 480 antes de Cristo, durante a Batalha das Termópilas, o rei de Esparta, Leônidas (Gerard Butler), lidera seu exército contra o avanço dos Persas, comandados por Xerxes (Rodrigo Santoro).

    Ben-Hur: de 1959, dirigido por William Wyler. Em Jerusalém no início do século I vive Judah Ben-Hur (Charlton Heston), um rico mercador judeu que acaba sendo condenado a viver como escravo em uma galera romana, devido a divergências políticas com Messala (Stephen Boyd).

    Gladiador: de 2000, dirigido por Ridley Scott. Nos dias finais do reinado de Marcus Aurelius (Richard Harris), o imperador desperta a ira de seu filho Commodus (Joaquin Phoenix) ao tornar pública sua predileção em deixar o trono para Maximus (Russell Crowe), o comandante do exército romano.

    Quo Vadis: de 1951, dirigido por Mervyn LeRoy. Após três anos em campanha, o general Marcus Vinicius (Robert Taylor) retorna à Roma e encontra Lygia (Deborah Kerr), uma cristã por quem se apaixona.

    Roma: série produzida pela BBC, HBO e RAI, em 2005. A série se passa em 52 a.C., quando o general romano Júlio César derrota seu inimigo Vercingétorix na batalha de Alésia. Seu êxito desequilibra a batalha pelo poder contra o cônsul de Roma, Pompeu.

    Jesus de Nazaré: minissérie para a televisão de 1977, dirigida por Franco Zeffirelli. Concebido pela Virgem Maria (Olivia Hussey) e passando por uma sofrida infância de peregrinação, Jesus (Robert Powell) veio a terra com a missão de salvar os homens, mas é traído e humilhado justamente por eles.

    O Pequeno Buda: de 1994, dirigido por Bernardo Bertolucci, com Keanu Reeves. Um pequeno jovem americano conhece um grupo de monges tibetanos que asseguram que ele é a reencarnação de um verdadeiro professor Budista. Sob a incredibilidade inicial, pais e filho partem rumo ao país asiático onde encontram crenças e formas de vida muito distintas das suas.

    A Paixão de Cristo: de 2004, dirigido por Mel Gibson. O filme recria as últimas doze horas da vida de Jesus de Nazaré, antes da cruz. O trama do filme começa no Jardim das Oliveiras (Getsêmani) onde Jesus vai orar após a Última Ceia.

    *******   Esse post educativo, me foi fornecido pelo meu colega Prof. Michel Visitem o Blog dele e conheça que o ensino de História não é um bicho de sete cabeças.

    Prof. Michel

    Ensino de História, Mídias Digitais e Web 2.5

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