6
set
2012
Civilizações destruídas por mudanças climáticas


Pouco resta da cidade de Micenas hoje, mas ela foi o centro da primeira grande civilização grega, entre os anos 1600 e 1100 a.C. Depois deste período, muitas cidades foram abandonadas, o comércio parou e o sistema de escrita desapareceu.

Outras civilizações próximas, incluindo os Hititas e o Novo Reino do Egito, também declinaram na mesma época, um fenômeno conhecido como o colapso do final da Era do Bronze.

Estudos de indicadores climáticos, como estalagtites e sedimentos marinhos, sugerem que o Mediterrâneo esfriou na época, resultando em menos chuvas nos quatro séculos seguintes.

Alguns pesquisadores acreditam que a queda na produção de alimentos levou a um declínio da população e das civilizações da região.
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Império Romano do Ocidente

Os romanos construíram muitos aquedutos, como este no sul da França, próximo à Nîmes. Quando em seus dias de glória, o Império Romano controlou quase toda a Europa, oeste da Ásia e norte da África. Mas em torno do ano 400, ele foi dividido entre o império romano ocidental, com capital em Roma, e o império romano oriental, com capital em Constantinopla, atual Istambul, na Turquia.

Roma foi saqueada pelos Visigodos em 410, a primeira vez que a cidade foi invadida em 800 anos. No fim do século, o império ocidental havia entrado em colapso. Guerras civis e a corrupção institucional contribuíram para seu declínio.

A ideia de que o clima teve um papel importante na queda de Roma é antiga, e novas evidências surgiram em 2011. Registros de temperatura e pluviosidade na Europa ocidental revelaram que entre os anos 250 e 550 o clima mudou entre seco e frio para quente e úmido de uma década para outra.

Mudanças assim imprevisíveis foram devastadoras para os fazendeiros, e a falta de alimentos resultante pode ter contribuído para a queda do Império.
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Chichen Itza

Esta estátua representa o deus Chac-Mool, na cidade maia de Chichen Itza, atual México. Chichen Itza floresceu até o século 13, e ainda haviam maias vivendo ali quando os espanhóis chegaram no século 16.

Entretanto, o apogeu da civilização foi entre os anos 200 e 800, quando a construção de grandes monumentos atingiu seu auge. Depois do ano 900, muitas cidades foram abandonadas.

Os registros climáticos mostram que o declínio coincidiu com um século de poucas chuvas, o que teria afetado severamente a produção de alimentos.

Fonte: Hypescience







15
ago
2012
Formigas Translúcidas
Categorias: curiosidades


Já ouviu a máxima de que você é o que você come?

Esse arco-íris de formigas mostra que o ditado é verdadeiro. O cientista Mohamed Babu, que vive na Índia, é o autor dessas imagens que mostram abdomens de formigas translúcidas que mudaram de cor enquanto elas comiam açúcar com gelatina colorida.

A inspiração para as fotos surgiu quando a mulher de Babu, Shameem, notou que algumas formigas tinham ficado brancas depois de beber leite derramado na cozinha. Isso foi o suficiente para que o cientista pegasse sua câmera e colocasse açúcar nas cores vermelho, verde, azul e amarelo em seu jardim.

Babu colocou uma base de parafina nas gotas açucaradas para que elas mantivessem sua forma depois de serem tocadas pelas formigas. O cientista descobriu que, curiosamente, as formigas preferem as cores claras, como verde e amarelo. Alguns dos insetos provaram mais de uma cor de açúcar, provocando variações nas cores de seus abdomens.

Quem mais gostaria de ter um formigueiro com formigas assim? [Colossal/DailyMail]

Fonte:Hype Science







28
jul
2009
Delicadeza


Hoje estou muito delicada,
me interessam principalmente
flores e passarinhos.
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Clarice Lispector






25
jul
2009
Delícias de Roseana Murray


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A verdade é um labirinto.
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Se digo a verdade inteira,
se digo tudo o que penso,
se digo com todas as letras,
com todos os pingos nos is,
seria um deus-nos-acuda,
entraria um sudoeste
pela janela da sala.
Então eu digo a verdade possível,
e o resto guardo
a sete chaves
no meu cofre de silêncios.
Não me entrego de uma vez
vou pouco a pouco
como loba rondando a casa
ou lua esquecida acesa
nas primeiras horas da manhã
vou passo a passo
como poesia rondando a vida
vou lentamente
como pássaro que aprende o ar
e de repente sou loba sou lua
sou poesia e pássaro derramado
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Roseana Murray

Procura-se um equilibrista
que saiba caminhar na linha
que divide a noite do dia
que saiba carregar nas mãos
um fino pote cheio de fantasia
que saiba escalar nuvens arredias
que saiba construir ilhas de poesia
na vida simples de todo o dia.
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Roseana Murray

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Roseana Murray
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Roseana Murray nasceu no Rio de Janeiro em 1950 e mora na cidade de Saquarema. É bacharel em Língua e Literatura Francesa. Em 1980, teve seu primeiro livro publicado. Hoje somam mais de 40 obras, algumas delas premiadas pela Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil e Associação Paulista de Críticos de Arte. É voluntária de “Rodas de Leitura”, direcionada para adolescentes e para a comunidade da Saquarema.

Casou-se em 1968 e teve dois filhos: André e Gustavo. Começou a escrever poesia para crianças em 1980, com o livro Fardo de Carinho, influência direta de Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles.
Sobre a receita de escrever poesia, ela explica: “Gosto muitíssimo de trabalhar em cima de um tema. Acho bom e divertido. Ultimamente andam me encomendando muita coisa. Adoro trabalhar sob encomenda, é um desafio bem gostoso”.
A autora publicou quarenta livros, entre eles, Classificados Poéticos (Ed. Miguilim, 1984), Falando de Pássaros e Gatos (Edições Paulus, 1987) e Receitas de Olhar (Ed. F.T.D, 1998)

Crédito das Imagens: Google






24
jul
2009
De onde veio sua roupa?


Tudo o que está no seu guarda-roupa é mais velho que você. E, para chegar até aqui, as peças passaram por uma viagem e tanto.

No período de 1500A.C. – 1000 A.C.–  Quando os faraós dominavam o Egito, as roupas eram feitas de retângulo de linho amarrados ao corpo. O pessoal tinha até linha e agulha para costurar tudo., mas gostava do efeito drapeado que a amarração criava. Para os Egípcios, esse ondulado- o mesmo que cortina de casa tem- era sinal de civilização.

500 A. C.  –  100 A. C. _Os gregos , também achavam que roupa justa era para brutos. Mas tinham truques para sofisticar os trajes folgados, como presilhas para segurar o tecido. Ou um charme na cintura: amarravam um cordão e deixavam um pouco de tecido caído por cima dele. ( Como a puxadinha que damos na camisa  que está por dentro da calça.)

Nó na Garganta: O pano cheio de frufru enrolado no pescoço do rei Carlos 2º evoluiu até virar a nossa gravata de hoje.

JABÔ: O lenço de renda exibido por Carlos 2º, virou moda no século 17.  

ASCOT: Mais tarde os nós viraram tendências- esse era o da nobreza inglesa.    

SOLITÁRIA- O século 18 foi das perucas – para prender os cachos artificiais, os homens trocaram o lenço por uma fita preta. As pontas da fita eram amarradas no pescoço- e as sobras criaram a gravata de hoje.

**  Quer saber de tudo??  Leia a Revista Super Interessante de julho/2009.

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