
Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim não morre jamais.

A criança de olhar vazio e distraído: ela não aprende. Os psicólogos apressam-se em diagnosticar alguma perturbação cognitiva. Mas uma outra hipótese tem de ser levantada: a inteligência dessa criança foi enfeitiçada pelo olhar de um adulto que a intimidou. Uma criança intimidada e humilhada não aprende.

Educação não é a transmissão de uma soma de conhecimentos. Conhecimentos podem ser mortos e inertes: uma carga que se carrega sem saber sua utilidade e sem que ela dê alegria. Educar é ensinar a pensar, isso é, a brincar com os conhecimentos, da mesma forma como se brinca com uma peteca.
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* Essa inspiração, foi retirada do magnífico Blog Rubem Alves da Tina. Visitem-na e se encantem também.

Estava ouvindo minha filha reclamar do Metrô, que na hora que ela volta, o tumulto está instaurado. Falou-me que, as mulheres, são as mais barraqueiras. Que horror !! Fiquei pensando que antigamente, as coisas eram calmas, serenas e tranquilas. Não havia esse corre corre. Tudo era feito com tranquilidade, as pessoas hoje são apavoradas. Atropelam umas as outras. Lembro-me que , eu ainda com o pé enfaixado, um rapaz novo, correu para sentar-se no lugar vazio e, quase que me jogou naquele vão que fica entre o trem e a estação. As pessoas não teem educação, primeiro EU, segundo Eu, e terceiro EU!!!! O resto qe se dane!!! Hoje , infelizmente, o pensamento é este.
Vejamos como era antigamente, no tempo em que a maioria da população andava à pé, outros a cavalo, e, uma minoria usava a cadeirinha:

Senhora da liteira com dois escravos, c. 1860.
Já pensou, um monte de cadeirinhas dando esbarrões por aí?? Claro que, naquele tempo, a população era bem pequena, não haveria esse problema. E, também, as cadeirinhas não eram meios de transporte de massa. Eram, apenas para uma minoria, os privilegiados, digamos. Cadeirinhas eram meios de transporte individuais usados por pessoas ricas e importantes. Foi muito utilizado pelas mulheres ricas, para irem à missa ou passearem pela cidade.

Esse bonde aí, deveria ser o das 18 horas, rsrsrsrsr. Ele está igualzinho ao Metrô: lotado!!
Hoje em dia, ainda é complicado, principalmente na hora de pico, mas as coisas, melhoraram muito de lá pra cá. Podem melhorar mais, se os governos investirem em transporte de boa qualidade. A população só tende a crescer. Os serviços precisam melhorar em qualidade e serem apropriados para o nosso tempo.
Vem aí o trem bala que ligará o Estado de São Paulo ao Rio de Janeiro, um trem que poderá alcançar 300km/h. O futuro vem aí! Confiram aqui.



A poesia não é uma expressão do ser do poeta. É uma expressão do não-ser do poeta. O que escrevo não é o que tenho; é o que me falta. Escrevo porque tenho sede e não tenho água. Sou pote. A poesia é água”. (Rubem Alves)
Aquilo que capto em mim tem, quando está sendo transposto em escrita, o desespero das palavras ocuparem mais instantes que um relance de olhar”. (Clarice Lispector)
“o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando”. (Guimarães Rosa)
“É preciso muito pouco. A alegria está muito próxima. Mora no momento. Perdemos a alegria porque pensamos que ela virá no futuro, depois de algum evento portentoso que mudará a nossa vida” (Rubem Alves)
É ainda possível chorar sobre as páginas de um livro, mas não se pode derramar lágrimas sobre um disco rígido.” (José Saramago)
Imagem: Google


Achei esse poema muito interessante. Ele vai narrando e relembrando momentos passados, podemos entitulá-lo de: Cançaõ para reinventar um tempo antigo. Vá lendo Maria de Lourdes Horta e faça de conta que : Se você tivesse tomado outra atitude, como seria hoje?? Se você tivesse passado naquele Concurso, como estaria nesse momento?? Se você tivesse ficado naquela Empresa, como seria hoje ?? Tinha corrido atrás, estudado, se preparado?? Ou teria estagnado?? Se você tivesse mantido seu casamento, como estaria vivendo hoje ? Teria mantido a família toda unida? Teria tido grandes vitórias?? Se você tivesse tido paciência, como seria a relação nesse momento ?? Se tivesse feito assim, se tivesse agido assado,várias incógnitas, não é???
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Faz–de-conta que o tempo é uma varanda
voltado para um pátio circular:
faz-de-conta que em canto de ciranda
regressamos ao cais de regressar.
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Faz-de-conta, nas águas do destino,
um aquário de luas nos espera:
faz-de-conta que um canto repentino
traz de volta uma antiga primavera.
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Faz-de-conta que esta contradança
nas varandas do nosso coração
reacende os sóis de antigamente:
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Faz-de-conta que os rios da lembrança
reacendem a flama da canção
neste pátio-passado – tão presente.
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Maria De Lourdes Hortas
(in Dança das Heras, 1995)

Matando Beethoven
Um professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Califórnia um dia perguntou

aos seus alunos: “Aqui é a história da família. O pai tem sífilis. A mãe tem tuberculose. Eles já tiveram quatro filhos. O primeiro filho é cego. O segundo filho morreu. O terceiro filho é surdo e o quarto filho tem tuberculose. A mãe está grávida. Os pais estão dispostos a fazerem um aborto se for recomendado. O que é que vocês recomendam ?” A maioria dos alunos optaram pelo aborto. “Parabéns,” anunciou o professor.
“Você acabou de matar Beethoven.”
Nada é tão final quanto à morte, mesmo quando é feito cedo na vida.
- Terence Patterson em James S. Hewett, “Illustrations Unlimited” (Ilustrações Ilimitadas) (Wheaton: Tyndale House Publishers, Inc, 1988) p. 113.


Alegria
“Sim, eu quero viver muitos anos mais. Mas não a qualquer preço. Quero viver enquanto estiver acesa, em mim, a capacidade de me comover diante da beleza. A comoção diante da beleza tem o nome de ‘alegria’, mesmo quando as lágrimas escorrem pela face. A alegria e a tristeza são boas amigas. (…) Essa capacidade de sentir alegria é a essência da vida. (…)

Vida
“Alguns há que pensam que a vida é coisa biológica, o pulsar do coração, uma onda cerebral elétrica. Não sabem que, depois que a alegria se foi, o corpo é só um ataúde. E aí os teólogos e médicos, invocando a autoridade da natureza, dizem que a vida física deve ser preservada a todo custo… mas a vida humana não é coisa da natureza. Ela só existe enquanto houver a capacidade para sentir a beleza e a alegria.”


Ver e Enxergar
“Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia a frente de sua casa, porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios, escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.”

Educação
“Não acredito que exista coisa mais importante para a vida dos indivíduos e do país que a educação. A democracia só é possível se o povo for educado. Mas ser educado não significa ter diploma superior. Nossas universidades são avaliadas pelo número de artigos científicos que seus cientistas publicam em revistas internacionais em línguas estrangeiras. Gostaria que houvesse critérios que avaliassem nossas universidades por sua capacidade de fazer o povo pensar. Para a vida do país, um povo que pensa é infinitamente mais importante que artigos publicados para o restrito clube internacional de cientistas.”
“Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus, e os estendeu, e espraiou a terra, e a tudo quanto produz; que dá a respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela.” (Isaías 42 : 5)** Bíblia Sagrada
Fotos : Fundo do mar/Curiosando
