set
8
Mãe ou Mandioca???/

Tem horas que fico me perguntando: Por que certas mulheres teem filhos?? Era melhor viverem só para elas, colocam filhos no mundo para sofrerem e serem criados pelos outros.  Será que o amor maternal está acabando?? É raridade em nossos dias??

Temos na Igreja um Projeto Social chamado: Projeto Amar. Esse trabalho, tira das ruas meninos e meninas, dá o reforço nas matérias da Escola e fornece alimentação adequada  também. Estava ouvindo a psicóloga do Projeto falar que, esses dias uma menino de  6 anos foi fritar um ovo e queimou as mãozinhas.

A mãe foi trabalhar normalmente e o mandou cheio de dores para o Projeto. Ela alegou que não podia faltar , poderia perder o emprego!!!  Mas o filho, ela pode perder?? Todo mundo sabe que queimadura, se não for bem tratada, pode gerar uma infecção e pode ser fatal.

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A diretora e a professora socorreram a criança que ficou internada devido a gravidade dos ferimentos. Que mãe é essa??  Com certeza, ela é uma  MANDIOCA!!!!!  Existem MÃES e MANDIOCAs , essa com certeza é a segunda opção. É uma mandioca bem dura de coração.

O Conselho Tutelar foi atrás dessa mãe. Que mundo nós estamos?  Acho que a prioridade é a saúde do filho, depois o emprego e as outras questões!!!!

Eu fiquei chocada com essa história. Que descaso com o próprio filho!! Realmente é o Final dos Tempos!!!







set
7
Perdoar é possível

Ontem assistindo o pastor falar sobre o perdão e quantas vezes se deve perdoar, fiquei pensando sobre esse assunto tão complexo. A dureza dos corações em nossos dias tem feito com que muitas pessoas não perdoem. Teve uma hora em que no meio de sua fala, o pastor chorou, sua voz ficou embargada, ele sentiu como é difícil e como as pessoas resistem em perdoar. Existem pessoas que até falam:
- Perdoo, mas não esqueço.
- Perdoo, mas não quero mais contato.

Eu tenho o dom de buscar, apascentar, tentar conciliar. Só fico tranquila, quando vejo que não existem mais pendências, que já não há mágoas. Mas, existem pessoas que, por mais que você as busque, mais elas se afastam. Sabemos que amizades estremecidas, se tornam muito difíceis em haver um conserto. Mas, mesmo que você não vá voltar a ter a mesma frequencia em conversar com aquela pessoa, se ela vem até você, e diz que se arrependeu e, esse seu reconhecer, é para ela de suma importância, você deve perdoá-la. Liberar o perdão vai trazer paz e alívio para ambos. Muitas das vezes impedimos as bênçãos de Deus sobre nossas vidas, pois não sabemos perdoar. E, o pior, continuamos, espetando, ferindo a pessoa que, inúmeras vezes, veio até nós corajosamente pedir o nosso perdão. Jesus ensinou que devemos perdoar setenta vezes sete. Resumindo: perdoar sempre. A vida é uma roda viva. Hoje eu te perdoo. Amanhã é você quem me perdoa. Somos falhos e nossa vida aqui é passageira. Vivamos da melhor forma possível, sem mágoas ou rancores.

Pensando em tudo isso,coloco aqui, essa linda poesia que conheci através de Rubem Alves:

“A vida se retrata no tempo
formando um vitral,
de desenho sempre incompleto,
de cores variadas,
brilhantes, quando passa o sol.
Pedradas ao acaso
acontece de partir pedaços
ficando buracos,
irreversíveis.
Os cacos se perdem
por aí.
Às vezes eu encontro
cacos de vida
que foram meus,
que foram vivos.
Examino-os atentamente tentando lembrar
de que resto faziam parte.
Já achei caco pequeno e amarelinho
que ressuscitou
de mentira, um velho amigo.
Achei outro pontudo e azul, que trouxe em nuvens
um beijo antigo.
Houve um caco vermelho
que muito me fez chorar,
sem que eu lembrasse
de onde me pertencera.“

Maria Antônia de Oliveira que fez Rubem enxergar a vida como se fosse um vitral.







ago
29
Tire o pó!… Se precisar….

Recebi esta mensagem por email no começo da semana. Aí pensei… pensei… pensei… Tiro ou não tiro? Acabei decidindo tirar pó do blog. Afinal, há quase dois meses não postava nada.

Na realidade, não é bem uma postagem. Aproveitei para seguir o conselho do amigo Álvaro Muzzi e repassá-lo a minha mulher, Sonia, do Compartilhando as Letras, numa tentativa de persuadí-la a tirar pó só do blog, da rede, da cadeira de descanso…

Acho que quem escreveu este conselho é porque chegou à conclusão certa. Então vamos lá:



“Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!



Pense que a camada de pó vai proteger a madeira que está por baixo dela! Uma casa só vai virar um lar quando você for capaz de escrever “Eu te amo” sobre os móveis!

Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso “alguém aparecesse para visitar” – mas depois descobri que ninguém passa “por acaso” para visitar. Todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!
E agora? Se alguém aparecer de repente? Não tenho que explicar a situação da minha casa a ninguém…



… as pessoas não estão interessadas em saber o que eu fiquei fazendo o dia todo enquanto elas passeavam, se divertiam e aproveitavam a vida…
Caso você ainda não tenha percebido: A VIDA É CURTA … APROVEITE-A! CURTA a vida.

Tire o pó … se precisar…



mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta? Dar um passeio ou visitar um amigo? Assar um bolo e lamber a colher suja de massa? Plantar e regar umas sementinhas?
Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR!

Tire o pó… se precisar…

Mas você não terá muito tempo livre…



para nadar na praia – ou na piscina – escalar montanhas, brincar com os cachorros, ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!

Tire o pó… se precisar…



A vida continua lá fora… o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, uma brisa refrescante, as gotas da chuva caindo mansamente…

- Pense bem, este dia não voltará jamais!

Tire o pó… se precisar…

Mas não se esqueça: você vai envelhecer e muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora…



E quando você partir, como todos nós partiremos um dia, também vai virar pó!



Ninguém vai se lembrar de quantas contas você pagou, nem de sua casa tão limpinha. Mas vão se lembrar de sua amizade, de sua alegria e do que você ensinou.



Afinal, “Não é o que você juntou, e sim o que você espalhou que reflete como você viveu a sua vida.”

Tire o Pó!… Se precisar….

*** Esse post interessante está no Blog Recebi, Li e gostei de meu doce e engraçadinho marido Antonio Regly.







ago
26
Faz–de-conta que o tempo é uma varanda

Achei esse poema muito interessante. Ele vai narrando e relembrando momentos passados, podemos entitulá-lo de: Cançaõ para reinventar um tempo antigo.  Vá lendo Maria de Lourdes Horta e faça de conta que  : Se você tivesse tomado outra atitude, como seria hoje??   Se você tivesse passado naquele Concurso, como estaria  nesse momento??  Se você tivesse ficado naquela Empresa, como seria hoje ?? Tinha corrido atrás, estudado, se preparado?? Ou teria estagnado??  Se você  tivesse mantido seu casamento, como estaria vivendo hoje ?  Teria mantido a família toda unida? Teria tido grandes vitórias??  Se você tivesse tido paciência, como seria a relação nesse momento ??  Se tivesse feito assim, se tivesse agido assado,várias incógnitas, não é???

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Faz–de-conta que o tempo é uma varanda
voltado para um pátio circular:
faz-de-conta que em canto de ciranda
regressamos ao cais de regressar.
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Faz-de-conta, nas águas do destino,
um aquário de luas nos espera:
faz-de-conta que um canto repentino
traz de volta uma antiga primavera.
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Faz-de-conta que esta contradança
nas varandas do nosso coração
reacende os sóis de antigamente:
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Faz-de-conta que os rios da lembrança
reacendem a flama da canção
neste pátio-passado – tão presente.

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Maria De Lourdes Hortas
(in Dança das Heras, 1995)







ago
24
A gente se diverte!!!

Engraçado que, com o passar dos anos, vamos nos acostumando com o tipo de comida que o outro gosta também. Eu não gostava muito de rabada, achava estranho, minha mãe não fazia esse tipo de comida, mas como o Tuninho faz, aprendi a gostar.
Hoje ele fez uma rabada de enrolar a língua, colocou agrião e ainda por cima cortou o agrião em pedaços pequeninos para eu não engasgar. Meu médico me disse que, engasgos é coisa da minha cabeça. Médico é fogo!!! Quem se engasga sou eu, então eu é que  sei o horror que é!!!

A rabada bem temperada, bem cozidinha é show!!! Já falei com o Tuninho que ele em matéria de cozinha pode dar um cursinho, ele é nota MIL!!!  Ele manda bem  na cozinha, dá uma força e tanto!!!!

Até para nós orientarmos a empregada, precisamos saber cozinhar um pouco.  Eu tive uma empregada que não conhecia os tipos de  carne. Uma certa vez, ela fez um quilo de filé ensopado!!! É isso mesmo, filé ensopado!!! Horrível!!! A carne foi toda para os cachorros, muda o sabor, fica sem graça, ficou uma carne aguada, esquisita.
Mas, o que quero contar pra vocês é algo engraçado que aconteceu por aqui. Estava fazendo meus exercícios de fonoaudiologia e existem vários barulhinhos para apurar as cordas vocais e lá estava eu: bbbbbbbbzzzzzzzz, bbbzzzz,zzzssssssszzzzzzsssss, de repente o Tuninho sai e me diz:

- Sonia você ouviu um barulho de um bicho esquisito????

Eu então fiz os sons: bbbbbbbzzzzzzzz, bbbzzzzz, sssssssssssszzzzzzzzzz, é esse o barulho???

- Pensei que fosse um besouro ,me disse ele.
-  Não liga, não!!! São meus exercícios de fonoaudiologia, rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr!!! Minha readaptação, termina agora e, para nova avaliação , preciso passar pela fono e otorrino.

Besouro é dose, não????  Na realidade a gente se diverte muito.







ago
23
O bem do desapego

O bem do desapego
© Letícia Thompson

É quando nos preparamos para mudar que percebemos a quantidade de coisas que guardamos sem necessidade. Nem sabemos por que o fazemos, mas temos medo de um dia precisar disso ou daquilo e vamos acumulando nossas preciosidades, se assim podemos dizer.

Grande armário é o nosso coração e a nossa alma! Imagino que se um dia tivéssemos que “mudar” esse pedacinho de nós, encontraríamos nele muitas coisas desnecessárias das quais tivemos dificuldade para nos desvencilhar.

Como nos nossos armários há roupas que nem nos cabem mais, nas gavetas objetos inúteis, há nesse nosso coração certamente sentimentos que há muito deixaram de nos servir, mas que continuam intactos, como se o tempo para eles não tivesse passado.

As águas correm nos rios, mas não no nosso interior. Elas levam o que encontram pela frente, mas nós nos apegamos ao inútil e nos impedimos assim de desembocar no grande mar da vida que nos oferece novos horizontes.

Se um dia decidirmos mudar de casa e nos oferecermos uma nova vida, não precisamos deixar tudo e nem carregar tudo. Um coração sábio saberá escolher o que deve ser aproveitado ou não. Os carinhos que recebemos permanecerão intactos, mesmo se as flores se secaram e as cartas se perderam.

Antigas e amareladas mágoas nunca têm utilidade, a não ser para envelhecer e entristecer nossa alma. Coisas que começamos e nunca terminamos ou continuamos, ou desistimos. Não é vergonhoso deixar coisas para trás, pesado mesmo e seguir em frente carregando essas mesmas coisas que nem sabemos onde vamos colocar.

Valioso demais é nosso coração para que seja maltratado, para que seja a ele negada a chance de se oferecer novas oportunidades e novos ares.

Cultivar no seu jardim a flor do desapego não significa amar menos ou deixar de apreciar o que de bom a vida nos oferece. Apenas mudar nosso olhar em relação ao mundo e se dizer que as coisas realmente bonitas e importantes ficam gravadas para sempre nas paredes da nossa alma, seja qual for nosso caminho.

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