9
nov
2013
Documento evangelístico faz sucesso, mas é boicotado!
Categorias: , Filme, informação


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Kirk Cameron ficou conhecido por estrelar a trilogia “Deixados para Trás”. Recentemente, além de sua carreira ator iniciou como produtor no documentário Unstoppable [Imparável] para, em suas próprias palavras:

“Mostrar que “a vida é mais forte que a morte e a fé mais forte que a dúvida”.

O documentário apresentado por ele teve reprodução simultânea em 700 salas de cinema norte-americanos esta semana, arrecadando US$ 2 milhões na última terça-feira, um número surpreendente por se tratar de um documentário, gênero com pouco sucesso nas bilheterias. Para efeitos de comparação, foi equivalente ao número de pessoas que foram ver “Prisoner”, novo filme de Hugh Jackman e Jake Gyllenhaal.

Seu grande sucesso não surpreendeu Cameron, que reuniu-se para apresentar o longa a cerca de 10 mil estudantes universitários que foram assistir o filme junto com ele na Liberty University, maior faculdade evangélica do país.

Os temas centrais do filme, que conta um pouco da vida de Cameron, são a dor, o sofrimento e o amor de Deus pela humanidade. Ex-ateu, o ator e produtor se dispôs a responder uma das perguntas mais frequentes da vida: “Por que Deus permite que coisas ruins aconteçam a pessoas boas?”

Certamente o material lança um olhar muito pessoal sobre o papel de Deus na vida dos seres humanos, começando pela tragédia e sofrimento experimentados no Jardim do Éden. A partir daí, leva os espectadores através da narrativa bíblica para mostrar que a mão Deus esteve permanentemente em cada cenário histórico e contemporâneo.

Cameron conta que sua motivação foi seu jovem amigo Matthew, que morreu de câncer no início do ano com apenas 15 anos. Após compareceram ao seu funeral, o ator decidiu usar a dor da perda precoce de uma vida para usá-la no centro do roteiro de “Imparável”.
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Assista o trailer do filme, abaixo:

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Através das redes sociais, “Imparável” teve uma divulgação intensa e o que deveria ser uma apresentação apenas na Liberty, tornou-se um evento nacional, com mais de 150 mil ingressos vendidos. Por causa da ampla procura, uma nova exibição nos cinemas foi programada para 03 de outubro. De acordo com o comunicado de imprensa, serão 660 cinemas. Em muitos deles os ingressos já esgotaram. Em breve o filme deve ser lançado em DVD e BluRay e receber legendas em diversas línguas.

Porém, a trajetória do documentário não foi isenta de problemas. Claramente com o foco na evangelização, a exibição de seu trailer foi censurada pelo Facebook e pelo YouTube em julho.

O motivo foram queixas de usuários que denunciaram o material como “spam”, “abusivo” e “enganoso”. Só voltou ao normal após uma ameaça de processo judicial e os pedidos de mais de 250 mil usuários das redes. Para Cameron, a polêmica acabou ajudando a promover o longa e como ele escreveu na época: “o mundo pode ver que as comunidades de fé, esperança e amor são… imparáveis”.

Além do cinema, Cameron apresentou a série “Way of the Master” [Caminho do Mestre] com o conhecido evangelista Ray Confort. Produzida pelo ministério Living Waters, o mesmo que produziu o polêmico filme “Evolução versus Deus”.

Por causa disso, Imparável acabou sendo vítima de um pedido de boicote por parte dos católicos de Chicago. O motivo é que Comfort e Cameron em um desses programas afirmavam que “os católicos não são cristãos” e diziam que eles precisavam verdadeiramente aceitar a Jesus como seu único salvador. Contudo, afirmavam que uma vez que isso ocorresse as pessoas precisariam abandonar a Igreja Católica por causa da adoração aos ídolos defendida pelo Vaticano.

** Fonte: Ficção Evangélica com informações de Examiner e The Blaze







28
fev
2013
Bíblia, entretenimento e novidades
Categorias: Cinema, Filme, informação


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Previsto para estrear em março de 2014, o novo longa-metragem de Darren Aronofsky, inspirado na história de Noé, com Russel Crowe (foto) como o construtor da arca, será o primeiro de uma nova onda de filmes bíblicos programados por Hollywood para os próximos anos.
A mídia especializada fala em dois novos longas sobre Moisés, um dirigido por Steven Spielberg, outro por Ridley Scott, além de projetos para uma produção sobre Pilatos, com Brad Pitt, e uma sobre Caim, que marcaria a estreia de Will Smith como diretor.
A Paramount está investindo US$ 125 milhões em sua “Arca de Noé”, um orçamento de grande produção. O último filme bíblico de peso saído de Hollywood foi “A Paixão de Cristo” (2004), dirigido por Mel Gibson, que rendeu mais de US$ 600 milhões em todo o mundo.
O livro sagrado tem inspirado filmes desde sempre, mas um período, em especial, é sempre lembrado. Os chamados “épicos bíblicos” sob a produção de Cecil B. DeMille, nos anos 1950, tornaram-se uma referência no gênero.
Segundo o “The Hollywood Reporter”, “Os Dez Mandamentos” (1956), com Charlton Heston, rendeu US$ 65 milhões nos EUA, o equivalente hoje a cerca de US$ 1 bilhão.
Pode soar um pouco rude, mas o interesse de Hollywood pelo assunto não difere muito do que tem por outros temas “da moda”. A Bíblia é uma fonte excelente para boas histórias dramáticas, com muita ação, intrigas, romance e, cada vez mais, efeitos especiais de impacto.
O insucesso nas bilheterias de “A Última Tentação de Cristo” (1988), de Martin Scorsese, ensina que, em matéria de filme bíblico, releituras não conservadoras devem ser evitadas pelo bem do negócio.
A indústria cinematográfica brasileira nunca deu muita bola para o filão, o que não deve ter passado despercebido para a Record, que tem feito importantes investimentos na produção de minisséries bíblicas.

 

É curioso observar que, a despeito dos progressos técnicos, a audiência das minisséries bíblicas da Record tem se mantido estável, num ótimo patamar para a emissora, em torno de 10, 11 pontos no Ibope, com reflexos muito positivos no faturamento com publicidade.
O fato de a Record ser de propriedade do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, acrescenta um elemento à análise. Não é possível deixar de pensar que o projeto da emissora contempla, além do entretenimento, uma função de caráter religioso. O uso do jornalismo da emissora para defender interesses da igreja, visto algumas vezes, dá motivos para que se pense isso.

Fonte: Folha







25
nov
2012
Hollywood aposta nas histórias bíblicas e no heroísmo dos personagens


Entre os filmes mais vistos do cinema, o épico bíblico “Os Dez Mandamentos”, sobre a fuga do povo judeu do Egito, ganhou sete Oscars, inclusive numa área na época ainda incipiente: a dos efeitos especiais. Para criar tempestades de areia foi usada uma esquadrilha de aviões da força aérea egípcia. Mais de um milhão de litros de água foram derramados em um reservatório na simulação da travessia do Mar Vermelho por Moisés, momento antológico do enredo de quatro horas. Como hoje a fúria da natureza e as reconstituições históricas são mais facilmente criadas pela computação gráfica, Hollywood mira o passado e tenta dar nova vida aos espetaculares filmes religiosos: vem aí um dilúvio de histórias sagradas.

O primeiro entre os blockbusters bíblicos já em produção é “Noé”, de Darren Aronofsky, que trata justamente das chuvas torrenciais que levaram o pastor do título, papel de Russell Crowe, a criar uma arca e colocar nela um casal de cada espécie animal. A maior expectativa, contudo, está na reedição da história de Moisés preparada por dois pesos-pesados do cinema espetáculo: Steven Spielberg e Ridley Scott. Spielberg mantém sigilo sobre o seu filme, que vai se chamar “Deuses e Reis”, mas há comentários de que a trama será “um cruzamento de ‘Coração Valente’ e ‘O Resgate do Soldado Ryan’”. Scott adiantou à revista “Esquire” que o seu “Exodus” trará um perfil inédito do líder judeu:

“Não estou interessado no lado heroico conhecido de todos, mas em sua relação com o faraó Ramsés II, não ensinada nem nas escolas.”

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Como a “Bíblia” é um livro aberto a muitas interpretações e permite polêmicas contextualizações históricas, divergências já são esperadas. É consenso, no entanto, que o retorno aos temas bíblicos coincide com um esgotamento do filão de super-heróis e de adaptações de videogames. Sem falar que as escrituras são de domínio público e fornecem enredos de graça para os estúdios. Produtor de “Golias”, Wyck Godfrey disse à revista “Hollywood Reporter” que tanto seu filme como os outros em pré-produção se beneficiam de formatos já existentes. “A história de Noé vai pela linha da aventura e as biografias de Moisés e Judas Macabeus, pelo lado da ação e violência”, diz. Ajustar esses enredos aos formatos populares não apresenta grandes dificuldades. Mas todo cuidado é pouco em relação à abordagem, ensinam os roteiristas do gênero. Stuart Hazeldine, autor do script de “Deuses e Reis”, aponta para o perigo das visões que extrapolam demais: “Prefiro ficar nos limites da teologia ortodoxa. Se você erra a mão, atrai o protesto como aconteceu com ‘A Última Tentação de Cristo’.”

O exemplo do filme de Martin Scorsese é perfeito. Ao avançar no tema tabu da vida sexual de Jesus, a produção caiu em desgraça e amargou uma bilheteria de apenas US$ 8 milhões. E isso é o que Hollywood mais teme. Feito ao custo de US$ 130 milhões, “Noé” vai ser submetido a uma comissão de teólogos e passará por sessões-teste antes do corte final. Esse risco não ameaça os títulos da produtora Origin Enterteinment, de orientação católica, que já deu sinal verde para “Maria, Mãe de Cristo”, com a atriz israelense Odeya Rush no papel principal. Escrita pelos mesmos autores de “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, a história está sendo vendida como uma “prequel” (preâmbulo) do polêmico filme que rendeu US$ 620 milhões e abordará a matança dos inocentes promovida por Herodes, papel de Ben Kingsley. No caminho oposto, o diretor holandês Paul Verhoeven já está preparado para ser apedrejado. Após quatro anos de tentativas, com o boom bíblico ele vai levar às telas o seu livro “Jesus de Nazaré”, resultado de discussões com o grupo de estudiosos da organização Jesus Seminar. Em sua versão, Cristo vai aparecer como uma espécie de terrorista durante o império romano. Baseado nos escritos do filósofo grego Celsus, ele vai mostrar também que Jesus não era filho de José, mas de um centurião. Mais blasfemo, impossível.


Fonte: Istoé

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