Compartilhando as Letras » culinária
17
out
Sanduíches nada convencionais


Que tal um sanduíche desse? Hummmmm! Eu adoro passas. No  natal sempre compro, para fazer alguns pratos especiais e,  como tudo, sempre preciso comprar de novo. Que delícia!

Ah! Esse aqui eu não como, não!! Vou emoldurar e fazer um quadrinho. Não é uma fofura?  Que criatividade!! Vocês gostaram?

Esse cubo mágico não é uma graça? Você teria coragem de comer? Hummmmm que saboroso! Que criatividade,não??

Gente, olha só que ursinho lindo!! Gosto de ver a criatividade do pessoal. Nossa, tanta coisa boa que, já estou com água na boca.

Olha que lindo!! Esse eu colocaria lá no meu quarto como quadrinho enfeitando. Uma fofura.

Essa gravata ficou demais! Que charme ! Muito bacaninha. Eu adorei. Mas, vou confessar uma coisa para vocês, do jeito que adoro novidades, eu caio dentro.Esses sanduíches além de lindos, devem estar deliciosos. Adeus dieta! Beijinhos

Fonte: Curiosando meu amigo de genial, Rodrigo Piva

2
out
Feijoada à mineira, Carlos Drummond de Andrade


Carlos Drummond era safo, além de escrever muito bem,sacava de culinária. Nesse poema ele nos passa a receita de uma deliciosa feijoada com toda a sua” mineirice”. Eita trem bão!!! Eu adoro feijoada, mas só como com, carne seca, lombo, linguiça, costelinha. Pé de porco não gosto, sei lá por onde o porco passou e orelha, será que ele limpava com cotonetes. Rrsrsrsrssrsr, brincadeiras à parte, eu adoro uma boa feijoada.E você também gosta, me conte seu gosto e predileções. Beijos.

Feijoada à Mineira
Carlos Drummond de Andrade

Uma velha e perfeita cozinheira a quem pedi a fórmula sagrada
Da feijoada à mineira,
Mandou-ma. Ei-la: “Receita de feijoada –
Tome coisa de um litro de feijão
Preto, novo, sem bicho,
E, depois de catado com capricho,
Jogue no caldeirão.
(Com feijão que não seja preto é à toa
tentar fazer feijoada.
E se teimar, não cuide que sai boa;
Sai não valendo nada.)
Quando estiver o caldeirão fervendo
Ou antes, deite o sal,
As mãos de porco, orelhas e, querendo,
Focinhos e rabo; isto (está claro) tendo,
Porque não tendo é o mesmo, não faz mal.
Se, além desses preparos, deitar nela
Linguiça e mais um osso de presunto,
Só o cheiro da panela
Faz crescer água à boca de um defunto.
Eu já ia me esquecendo (que memória)
Da carne seca e da couve.
Feijoadas sem elas, qual! É a história…
Não há nem nunca houve.
Depois de tudo bem cozido, a ponto,
Machuque bem um pouco do feijão
E pronto.
Mas machuque só a parte que senão,
Em vez de feijoada sai pirão.
Eis, aí está o prato preparado…
Minto: falta ainda o molho
Que embora simples é o segredo o escolho
De muito bom guisado.
O molho faz-se com vinagre, ou então,
(Para sair a coisa mais completa)
com suco de limão
e bastante pimenta malagueta.
Sal, ponha quantum satis.
Não vai ao fogo nem ligeiramente,
Exceto se levar também tomates,
Cebola, ou outro que tal ingrediente.
Co/a feijoada, a clássica, a mineira
É compulsório o uso da farinha.
Como bebida, um trago de caninha.
Há quem regue o vinho; mas é asneira.
Quanto à caninha fala-se
Ou não se fale, a mim é indiferente.
Eu tenho a firme opinião que um cálice
Nenhum mal faz à gente.”
Eis aí a receita.
Publico-a sem responsabilidade.
Experimentem, se sair bem feita
E eu, no dia, estiver nessa cidade…
Não insinuo nada:
Apenas lembro que ninguém rejeita
Convite para almoço de feijoada.

ANDRADE, Carlos Drummond de (org.). Brasil Terra e Alma; Minas Gerais

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