Compartilhando as Letras » História
6
jan
Mar Morto pode responder muitas dúvidas…


Segundo um novo estudo, o Mar Morto quase desapareceu cerca de 120.000 anos atrás, e isso pode acontecer de novo.

Os pesquisadores perfuraram mais de 460 metros em uma das partes mais profundas do local para chegar a essa descoberta, que vem em um momento em que o Mar Morto está se encolhendo rapidamente, as nações do Oriente Médio estão lutando por direitos de água, e especialistas estão debatendo se ele poderia secar completamente nos próximos anos.

Os novos dados também estão ajudando a explicar a história geológica que corta os tempos bíblicos. As pesquisas podem oferecer oportunidades de verificar se os terremotos destruíram as cidades de Sodoma e Gomorra ou se a seca explicam porque José trouxe israelitas para o Egito para escapar da fome.

“Vemos muitas dessas histórias diferentes na Bíblia, sobre anos de vacas gordas e de vacas magras”,

disse Steven Goldstein, geoquímico da Universidade de Columbia em Nova York.

“Há intervalos onde parece que ele era uma terra de leite e mel, e períodos sem água, chuva e com muita fome”.

A nova pesquisa começou não como uma tentativa de investigar acontecimentos bíblicos, mas para entender a história do Mar Morto, que está secando a taxas dramáticas nas últimas décadas.

Como resultado da evaporação e intensa demanda humana por água, a superfície do mar diminuiu 23 metros de 1930 a 2000. E a taxa de encolhimento parece estar acelerando. De 2000 a 2008, os níveis caíram 8 metros, mais outros 1,5 metros em apenas 2010.

Os cientistas têm debatido por muito tempo se o mar poderia secar totalmente. Como a água é muito salgada e as moléculas de sal e água se atraem mutuamente, os estudos de modelagem têm sugerido que uma certa quantidade de água permanecerá sempre lá.

Para ver se a história poderia ajudar a resolver esse debate, uma equipe internacional de pesquisadores perfurou os sedimentos do Mar Morto em território israelense em um ponto apenas ligeiramente mais raso do que ponto mais profundo do local, que fica do outro lado da fronteira, na Jordânia. Eles analisaram sedimentos de 200 mil anos.

A um nível correspondente com 120 mil anos atrás, durante um período quente entre eras glaciais, os pesquisadores descobriram uma camada de pequenos cristais em cima de 45 metros de depósitos de sal grosso. Eles assemelham-se a rochas que normalmente aparecem nas praias do mar – o que sugere que uma das partes mais profundas do local já foi seca pelo menos uma vez no passado.

“Parece que o Mar Morto pode ter secado ou ficado muito perto da secagem sem intervenção humana”,

disse o geoquímico Emi Ito.

Aquele período foi muito mais seco e quente do que hoje, com menor umidade e menos água fluindo para dentro do mar. Sendo assim, alguns especialistas duvidam que o local secará por completo, ou desaparecerá completamente no futuro, mesmo que diminua a um ritmo alarmante.

Ainda assim, não há nenhuma maneira de saber como as intervenções humanas modernas interagirão com as mudanças climáticas futuras para afetar o Mar Morto. E se o Mar Morto pode ficar seco uma vez, a preocupação é de que isso poderia acontecer novamente, aumentando a probabilidade de guerras pela água e perda de formas de vida que consigam prosperar em tais águas salinas.

Enquanto isso, historiadores e estudiosos da Bíblia acompanham as pesquisas para ver o que os próximos estágios do estudo dirão sobre o passado do local, que revela detalhes do clima e terremotos de épocas remotas.

O Livro XV da Antiguidade dos Judeus, por exemplo, descreve um terremoto que destruiu a Judéia e matou 30.000 pessoas. E o Livro de Josué conta a história de um terremoto que derrubou as muralhas de Jericó e fez o rio Jordão parar de fluir, permitindo que os israelitas passassem. Talvez o Mar Morto tenha respostas para estes mistérios antigos.

Fonte: Hypescience

1
nov
Fragmentos do livro 1822


Maria Leopoldina Josefa Carolina de Hasburgo, primeira imperatriz brasileira, tinha tudo o que o marido , D. Pedro 1, valoriza numa mulher, menos o fundamental: beleza e sensualidade. ” Uma louraça feiarona”, assim a definiu o historiador Alberto Rangel.

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A intelectual e virtuosa Leopoldina era, porém, rechonchuda e desleixada com as roupas e o corpo. Preferia colecionar rochas, borboletas, plantas e animais silvestres a participar das festas e noitadas que tanto fascinavam o marido.

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“A América portuguesa seria um paraíso terrestre se não houvesse um calor insuportável e muitos mosquitos”, afirmou Leopoldina em carta de 24 de janeiro de 1818, admitindo pela primeira vez, que o paraíso não era tão completo quanto imaginara.

Fonte:Livro 1822 de Laurentino Gomes
Editora Nova Fronteira

7
out
Como Steve Jobs matou os nerds


Jobs tinha 12 anos e um problema: Queria montar um frequenciômetro- aparelho essencial quando você precisa construir seu próprio circuito em casa. O menino não tinha todas as peças que precisava, então decidiu telefonar par alguém que certamente teria: Bill Hewlett, dono da HP. Era a maior empresa da região onde Jobs morava, naquele ano em 1967.
Graças a Hewlett-Packard, aliás aquele lugar na Califórnia, nos arredores de San Francisco, acabaria conhecido como Vale do Silício.


Jobs pegou a lista telefônica,encontrou um “William Hewlett” ali e ligou. O fundador do Vale do Silício e o jovem Da Vinci conversaram por 20 minutos. Jobs conseguiu o que precisava para montar seu frequenciômetro. E não parou mais. Alguns anos depois, conheceu sua cara metade, outro jovem que sabia tudo de frequenciômetro, osciloscópios e circuitos integrados: Steve Wozniack. Juntos eles criaram um aparelho que enganava os computadores das companhias telefônicas e fazia ligações para qualquer lugar do planeta de graça. Uma vez, ligaram para o Vaticano – Wozniak se apresentou como Henry Kissinger e pediu pra falar com o papa ( Paulo Vl não atendeu.)

Entre um trote e outro, os dois tiveram contato com o primeiro computador pessoal da história, o Altair 8800. Era basicamente uma supercalculadora, vendida na forma de kit para montar. Jobs e Woz gostaram tanto que resolveram fazer sua própria versão do aparelho e pôr para vender. Desenvolveram um protótipo no quarto de Jobs mesmo e, em 1976, deram a ele o nome de Apple 1. Esse primeiro Apple , por sinal, também vinha na forma de kit e não contava com certos luxos, como uma tomada, muito menos teclado, monitor ou gabinete. Era só placa-mãe, memória… A circuitaria pelada,que eles vendiampor US$ 666,66 (devem ter ficado bravos com o fora do papa…)


Apple 1

Enquanto isso, em Albuquerque, Novo México, outro fã do Altair 8800 montava sua própria empresa: a Microsoft. Bill Gates nunca construiria sua própria máquina, ficaria só nos softwares( e ninguém pode dizer que foi uma má decisão).
Jobs por outro lado, não esperou nem um ano para lançar o Apple 11- desta vez, um computador completo. Aí o dinheiro começou a entrar pra valer.

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***Fonte Revista Super Interessante de outubro/2011

** Quer saber mais??? Leia na Superinteressante de outubro/2011

28
fev
Onde ficava Atlântida??



A Atlântida onde sempre esteve : Na cabeça de Platão

O continente perdido já foi “encontrado” no mundo inteiro,  mas era só uma metáfora sobre a soberba.

A não ser que você esteja pensando na praia de Atlântida, que ficava e ainda fica a 130 Km de Porto Alegr, a resposta é: lugar nenhum.

Após séculos de especulações, o consenso atual é de que o continente submerso descrito por Platão ( 428-348 a.C ) é tão real quanto Patópolis. Tudo o que o filósofo grego fezfoi criar uma fábula sobre a soberba.

Resumindo a história  contada  em Timeu e Crítias, há milhares de anos havia no meio do oceano Atlântico uma ilha gigante, praticamente um continente, na qual vivia uma civilização muito avançada e poderosa, que dominou grande parte da  África e da Ásia. Após uma tentativa fracassada  de invadir Atenas, Atlântida afundou ” em um único dia e noite de infortúnio.” Moral da história: quanto maior a altura, maior a queda.  Até a Idade Média, todo mundo parecia ter entendido a brincadeira. No entanto, quando chegaram as Grandes Navegações e os europeus  passaram a descobrir continentes inteiros, surgiu a questão:  e se Platão estivesse falando sério??

Desde então, não há um oceano onde a ilha não tenha sido  “localizada” , inclusive em locais  com os quais  os gregos nem sonhavam, com o Altiplano Boliviano, a Indonésia e a Antártida.

Mas nenhuma dessas teorias tem fundamento algum.

É até possível que Platão tenha se inspirado em desastres naturais e conflitos internacionais do seu tempo, mas só usou essas referências para fazer ficção filosófica. Como escreveu o próprio Platão no livro que conta ahistória que deu origem ao mito todo: ” O grande desafio é achar um conto que sirva ao nosso propósito.”

Fonte: Revista Super Interessante Março/2011.

23
fev
Passeando de ônibus pelo Rio de Janeiro


Não sei se disse isso antes para vocês, sou um homem viajado nesse Rio de Janeiro… rs. Andei de bonde, de trem, lotação, triciclo, ônibus elétrico, lotada… fim dos anos 50 em diante.

Extraí estas imagens de um slide que recebi, que não estava assinado, mas que dizia no final: “Que saudade!”

De fato, que saudade daqueles tempos! Tudo era mais difícil. Os lotações andavam apinhados de gente. Todavia, uma dama não ficava em pé e os idosos eram respeitados. E chegávamos ao nosso destino em paz.

 


Praça Mauá – Palácio Monroe (Passeio) – 1918

 

Praça Mauá – Leblon – 1928

 

Jacaré – Copacabana – 1930

 

Penha – Madureira – 1933

 

Urca – Ipanema – 1944

 

Praça Tiradentes – Penha – 1948

 

Lins – Urca – 1949

 

Nova Iguaçu – Praça Mauá – 1949
Passando por Bento Ribeiro

 

Parada de Lucas – Mourisco – 1949

 

Praça Mauá – Abolição – 1949

 

Castelo – Lagoa – 1950

 

Saens Peña – Largo do Machado – 1950

 

Vaz Lobo – Candelária – 1950 – Entrando na Av. Brasil

 

Nilópolis – Praça Mauá – 1954

 

Engenho Novo – Central do Brasil – 1955

 

Maria da Graça – passagem de nível – 1955

 

Praça Mauá – Rio-Belo Horizonte – 1957

 

Ribeira – Castelo – 1956
Avenida Presidente Vargas, passando pela Central do Brasil

 

19 Linha 60 – Cosme Velho – 1958

 

Praça Mauá – Fátima – C10 – 1959
Praça Mauá – Aeroporto – Linha 62 – 1959

 

Cinelância – 1961 – Passando pelo Teatro Municipal

 

Rio Comprido – Leblon – 1963

 

Linha 176 – Estrada de Ferro – Gávea – 1964

 

Linha 378 – Castelo – Marechal Hermes – 1965

 

Bonsucesso – Duque de Caxias – 1966

 

Botafogo – 1966

Linha 202 – Rio Comprido – 1966

 

Linha 215 – Praça 15 – Rua Uruguai – 1966

 

Linha E-20 – Centro – Leblon – 1966

 

Linha 378 – Castelo – Marechal Hermes – 1967

 

Linha 546 – Marquês de São Vicente – Gávea – 1968
Em frente à PUC

 

Linha 123 – Praça Mauá – Jardim de Allah – 1970
Avenida Rio Branco

Fonte: Recebi, Li e Gostei um blog de sonhos, recheado de coisas boas do Pr. Antonio Regly. Passem lá e confiram!

28
jan
Do entrudo ao Sambódromo


O carnaval carioca começou há mais de 200 anos com o aparecimento do entrudo, cuja graça era jogar água das janelas ou balcões das casas  nas pessoas que passavam pelas ruas.

Em 1856, o chefe da polícia da cidade do Rio de Janeiro acabou definitivamente com o entrudo.

Começa então o carnaval carioca com seus bailes em teatros e clubes.
A partir daí surgem as chamadas grandes sociedades , que desfilavam com seus carros alegóricos pela Avenida Central, atual Rio Branco.

No início do século xx começaram os desfiles das famílias em carros abertos, jogando confetes, serpentina e lança-perfume. Era o chamado corso

Na Avenida Rio Branco também desfilavam os ranchos, que deram origem às escolas de samba.

Atualmente, o desfile das escolas de samba, no Sambódromo , é a maior atração do carnaval carioca, trazendo milhares de turistas e tornando o carnaval conhecido no mundo todo.

Fonte:
Gente do Rio, Rio da Gente
História – Editora do Brasil

Histórias da Cidade

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