Estava ouvindo minha filha reclamar do Metrô, que na hora que ela volta, o tumulto está instaurado. Falou-me que, as mulheres, são as mais barraqueiras. Que horror !! Fiquei pensando que antigamente, as coisas eram calmas, serenas e tranquilas. Não havia esse corre corre. Tudo era feito com tranquilidade, as pessoas hoje são apavoradas. Atropelam umas as outras. Lembro-me que , eu ainda com o pé enfaixado, um rapaz novo, correu para sentar-se no lugar vazio e, quase que me jogou naquele vão que fica entre o trem e a estação. As pessoas não teem educação, primeiro EU, segundo Eu, e terceiro EU!!!! O resto qe se dane!!! Hoje , infelizmente, o pensamento é este.
Vejamos como era antigamente, no tempo em que a maioria da população andava à pé, outros a cavalo, e, uma minoria usava a cadeirinha:

Senhora da liteira com dois escravos, c. 1860.
Já pensou, um monte de cadeirinhas dando esbarrões por aí?? Claro que, naquele tempo, a população era bem pequena, não haveria esse problema. E, também, as cadeirinhas não eram meios de transporte de massa. Eram, apenas para uma minoria, os privilegiados, digamos. Cadeirinhas eram meios de transporte individuais usados por pessoas ricas e importantes. Foi muito utilizado pelas mulheres ricas, para irem à missa ou passearem pela cidade.

Esse bonde aí, deveria ser o das 18 horas, rsrsrsrsr. Ele está igualzinho ao Metrô: lotado!!
Hoje em dia, ainda é complicado, principalmente na hora de pico, mas as coisas, melhoraram muito de lá pra cá. Podem melhorar mais, se os governos investirem em transporte de boa qualidade. A população só tende a crescer. Os serviços precisam melhorar em qualidade e serem apropriados para o nosso tempo.
Vem aí o trem bala que ligará o Estado de São Paulo ao Rio de Janeiro, um trem que poderá alcançar 300km/h. O futuro vem aí! Confiram aqui.


O bonde modificou a fisionomia da cidade do Rio de Janeiro. Veja o que escreveu o escritor Lima Barreto sobre o assunto:

“ Onde o bonde chega aparece uma venda, surge um botequim,
um quiosque, em torno edificaran-se casebres(…) dando nascimento
a travessas mal povoadas, (…) esquecidas das autoridades municipais(…).
Por elas o capim cresce e os cabritos pastam. As lavadeiras coram
as suas roupas. As casas são em geral isoladas, separadas uma das outras
por cercas de espinhos ou bambus.
A população que as povoa é formada por operários e pequenos empregados.”
Lima Barreto. O Rio de janeiro: Edições Rio Arte, 1983. v.1. p. 183
Quem foi Lima Barreto?
* 1881 + 1922

Afonso de Lima Barreto nasceu e morreu na cidade do Rio de Janeiro.
Nos romances e nas crônicas que escreveu são retratados os costumes dos cariocas no final do século xlx e início do xx.
As suas obras tornaram-se populares por seu humor e suas críticas à sociedade da época.
* Gente do Rio, Rio da Gente
História – Editora do Brasil

Procurando aqui nas minhas coisas achei esse texto muito interessante que fala de como surgiu o primeiro bonde elétrico. Deve ter sido uma festa, as pessoas estavam acostumadas a andar de diligência, bondes puxados por burros, trens a vapor, antecederam aos bondes elétricos. Hoje temos o Metrô, os trens urbanos bem refrigerados e diversas frotas de ônibus. Nosso Rio cresceu e progrediu, mas, ainda temos problemas com transporte coletivo, típico de cidade grande. Vejamos o texto:
A eletricidade “acende” o Rio de Janeiro.
Em 1892 circulou, na América do Sul, o primeiro bonde elétrico.

Leia como a importante inauguração foi noticiada. Ela contou com a participação do Presidente da República, Marechal Floriano Peixoto, e diversas autoridades do governo federal e da empresa.
” A 8 de outubro de 1892, à 1 hora da tarde, teve inauguração da tração elétrica na sinuosa linha do Flamengo. (…) Os três carros elétricos, únicos que os recursos concedidos permitiram adquirir, partiram da curva do antigo Teatro lírico( no largo da Carioca), subiram a rampa da Rua Senador Dantas, (…) deslizavam suavemente sob os aplausos do povo, pela Rua do Passeio, cais da Lapa, Russel e Flamengo(…).
Charles J Dunlop. Apontamentos para a história dos bondes no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Gráfica Laemmert, 1953. p. 193.
** Veja o aviso que foi colocado, pois muita gente tinha medo de viajar de bonde elétrico:
” A corrente elétrica nenhum perigo oferece aos senhores passageiros.”

Gente do Rio, Rio da Gente
História
Editora do Brasil


O verde dos cafezais
O café não é uma planta brasileira. Ele veio de muito longe.
Foi um português, Francisco de Melo Palheta, que trouxe da Guiana Francesa para o Brasil as primeiras mudas do café no século xvlll. Elas foram plantadas no atual estado do Pará, que fica no Norte do Brasil.
Do Pará o café foi para o Rio de janeiro, onde, em torno de 1760, apareceram os primeiros cafezais.

A maior parte da produção do café era vendida para a Europa e Estados Unidos, onde também se tornou hábito tomar cafezinho.
Na Europa o café era considerado um santo remédio, um produto de grande aceitação. Veja um anúncio de café , na Europa:

“O café seca todo o humor frio, expulsa os ventos, fortifica o fígado, purifica da sarna e da doença do sangue; refresca o coração e o bater vital dele, alivia os que têm dores de estômago e falta de apetite, é igualmente bom para indisposições frias, úmidas ou pesadas do cérebro.”
Francisco Alencar et al. Brasil Vivo. Petrópolis : Vozes, 1995. v. 1
Fonte:
Gente do Rio, Rio da Gente
História
Editora do Brasil

Há milhares de anos, os seres humanos olhavam para o céu para observar as estrelas, o Sol, a Lua. Com base nessas observações, foi possível construir calendários e relógios.
Observe dois relógios antigos inventados pela humanidade.
Relógio de água egípcio, com cerca de 3400 anos

Esse pote de cerâmica, com um furinho para a passagem da água, é um dos relógios mais antigos de que temos notícia. O pote tinha várias marcas dentro dele. Colocava-se água e, à medida que o nível da água que escoava pelo furinho, baixava, contava-se o tempo, observando-se as marcas.
Relógio de sol, do século xvlll, usado na Polônia

Por meio de um relógio de sol como este, era possível calcular as horas. Um ponteiro, feito de uma peça de metal fixada no centro do mostrador, projetava uma sombra. De acordo com a posição da sombra, calculava-se a altura do sol e a hora aproximada.
Fonte: História
Conceição Oliveira
Editora Scipione
SP/2009



Maio é um mês que eu adoro. Sabem porquê?? Vou soprar velinhas, vou ficar mais experiente, vou cantar parabéns!!!
Sabe por quê eu gosto de festa?? Quando eu era bem pequenininha, e ainda sou, não cresci muito, tenho 1:55cm. Nanica não é?? Acreditem, não alcanço naquele ferro no teto do Metrô, fico dependurada. Mas, continuando nosso papo, quando eu chegava da Escola, minha tia Neide, estava lá com meus primos e me recebia cantando parabéns. Nunca esqueci isso!! Ela vinha lá de Vila izabel, trazia ,chapéuzinho,bolo,doces,língua de sogra e lembrancinhas e a festa estava pronta!!
Ah!!! Como eu amava meu aniversário, como eu aguardava com ansiedade, e, hoje não é diferente. Fico só olhando o movimento, se encomendaram bolos e salgados, se compraram presentes. Sou curiosaaaaaaaaa!!! Nossa!! Como sou curiosa!!! Eu não queria ser tanto assim!! Pensando nessa fase da infância que é deliciosa, pensando nas brincadeiras que nós nos esbaldávamos , coloco para vocês a importância de alguns brinquedos :
Os homens pré-históricos faziam bonecos de barro. Nos tempos antigos os bonecos eram de madeira e marfim.
As bolinhas de gude, que hoje são de vidro, já foram elaboradas a partir de pedras semipreciosas.
As bonecas, então, já foram feitas de papel, borracha e massa.
Assim como esses, outros brinquedos existem há muito tempo.
Vejamos alguns exemplos:
Tabuleiro da Antiguidade Grega

Detalhe de Jogos Infantis, óleo sobre tela de Pieter Brurghel, 1560

No quadro “Jogos Infantis”, o flamengo Pieter Brueghel (1525?-1569) mostra cerca de 250,personagens participando de 84 brincadeiras, em 1560. Grande parte delas é conhecida ainda hoje.
Alguns brinquedos mudaram muito ao longo da História, outros permanecem quase como eram quando foram inventados.
No Brasil, há cerca de cem anos , os brinquedos eram feitos por familiares ou artesãos.
As bonecas de pano e os carrinhos de madeira faziam a alegria das crianças.
Segundo a historiadora Mary Del Priori, em seu livro A história das crianças no Brasil, em 1845 havia doze lojas de brinquedos em nosso país. A mais famosa delas chamava-se Ao Paraíso das Crianças.
Fonte:
Projeto Prosa -História
Leylah Carvalhaes
Regina Nogueira Borella
2008-SP
