4
jun
2009
História e Cinema


História e Cinema

Os filmes são ótimas fontes para o estudo de história, pois podem abordar aspectos do cotidiano em determinadas épocas, vestuário, hábitos alimentares, entre outros. A sétima arte recria cenários históricos de uma maneira épica e pode tornar o ensino mais dinâmico e interativo. Erros de gravação e curiosidade também pode despertar o interesse do aluno para os fatos abordados. Este espaço é destinado a discutir e divulgar o uso destas mídias nas aulas de História.

Como usar filmes em sala de aula

Existem várias fontes que debatem o uso pedagógico de filmes e pretendo divulgar aqui. Ao ler um artigo sobre cinema na revista Profissão Mestre, uma delas, em especial, me chamou a atenção. Trata-se das dicas extraídas do livro Luz, câmera, gestão – A arte do cinema na arte de gerir pessoas, de Myrna Silveira Brandão.

Vou postar algumas dicas do livro, adaptando para a sala de aula:

  • O filme deve ser cuidadosamente escolhido de acordo com o tema-objeto da aula. É importante levar em consideração a faixa etária dos alunos, o tempo de duração do filme e outros aspectos relacionados à situação específica do conteúdo a ser ministrado;
  • O professor deve assistir ao filme previamente e anotar os pontos e as cenas que ele, como especialista da área, e também como espectador, destacaria para trabalhar os assuntos. Esses pontos podem servir como orientação para os temas a serem trabalhados e debatidos;
  • Ao escolher o filme, é importante ler textos relativos a ele, no sentido de obter elementos adicionais sobre o tema central a ser debatido. Mesmo que um filme possa ser analisado sob vários assuntos, normalmente ele tem um enfoque maior em determinado tema;
  • Os pontos debatidos devem ser anotados e posteriormente distribuídos para todos. A anotação também será um material importante para o professor nas aulas subseqüentes ao filme.
  • Estas dicas eu utilizo em minhas aulas. Algo que também gosto de fazer é interromper trechos do filme e fazer comentários diretos sobre o tema em questão. Não é uma prática muito popular entre os alunos, mas creio ser interessante, pois muitas vezes não é possível projetar o filme todo.

    Acervo de filmes

    Vou postar um acervo de filmes que podem ser utilizados para discutir aspectos históricos em sala de aula. Eles serão divididos em História Geral e História do Brasil, com as subdivisões respectivas. A maior parte da lista foi extraída o Wikipédia e acrescida com algumas informações adicionais.

    Pré-História

    Fantasia: de 1940, produzido pelos estúdios Disney. O Rito da Primavera de Igor Stravinsky é acompanhado de uma animação sobre o surgimento da vida na terra até a extinção dos dinossauros.

    A Guerra do Fogo: de 1981, dirigido por Jean-Jacques Annaud. O filme mostra o cotidiano dos primeiros grupos humanos, representando a linguagem usada por estes homens primitivos, numa aventura em que um trio de guerreiros viaja pela savana em busca do fogo que a sua tribo perdeu e não sabe como fabricar.

    Elo Perdido: de 1988, dirigido por David Hughes. África há um milhão de anos: o último homem-macaco foge dos humanos, que mataram todos os membros do seu clã. Especulação sobre o processo de evolução biológica humana e sobre uma suposta linha evolutiva que terá sido dizimada pelo Homo Sapiens .

    A Tribo da Caverna Dos Ursos: de 1986, dirigido por Michael Chapman. O filme, baseado no romance de Jean M. Auel, conta a história da menina Ayla, interpretada por Daryl Hannah, uma Cro-Magnon que é encontrada por uma tribo de Neandertais.

    História Antiga

    Alexandre: de 2004, dirigido por Oliver Stone. Alexandre, o Grande, foi um conquistador implacável, que aos 32 anos já havia se tornado comandante do maior império do mundo. O filme narra a vida conturbada do mito, desde sua relação com os pais, reis da Macedônia, até suas lutas e conquistas militares.

    Júlio César: de 1953, dirigido por Joseph L. Mankiewicz. Baseado na peça de Shakespeare. Em Roma, César (Louis Calhern) é assassinado, pois os senadores alegam que sua ambição o transformaria em um tirano. Mas Marco Antonio (Marlon Brando) consegue reverter a situação e os conspiradores são obrigados a fugir.

    Cleópatra: de 1963, dirigido por Joseph L. Mankiewicz. Elizabeth Taylor, Richard Burton e Rex Harrison estrelam esta história de poder e traição – a vida da legendária Rainha do Nilo e sua conquista de Júlio César e Marco Antônio.

    Tróia: de 2004, dirigido por Wolfgang Petersen. Baseado nos escritos do grego Homero, Brad Pitt assume o comando de uma espada no papel do virtualmente imbatível guerreiro Aquiles. Orlando Bloom e Diane Kruger vivem os amantes – Páris e Helena, respectivamente – que trazem a guerra por causa de sua paixão proibida.

    Spartacus: de 1960, dirigido por Stanley Kubrick, com Kirk Douglas. Spartacus (Kirk Douglas), um homem que nasceu escravo, labuta para o Império Romano enquanto sonha com o fim da escravidão. Mas seu destino foi mudado por um lanista (negociante e treinador de gladiadores), que o comprou para ser treinado nas artes de combate e se tornar um gladiador.

    300: de 2006, dirigido por Zack Snyder. Em 480 antes de Cristo, durante a Batalha das Termópilas, o rei de Esparta, Leônidas (Gerard Butler), lidera seu exército contra o avanço dos Persas, comandados por Xerxes (Rodrigo Santoro).

    Ben-Hur: de 1959, dirigido por William Wyler. Em Jerusalém no início do século I vive Judah Ben-Hur (Charlton Heston), um rico mercador judeu que acaba sendo condenado a viver como escravo em uma galera romana, devido a divergências políticas com Messala (Stephen Boyd).

    Gladiador: de 2000, dirigido por Ridley Scott. Nos dias finais do reinado de Marcus Aurelius (Richard Harris), o imperador desperta a ira de seu filho Commodus (Joaquin Phoenix) ao tornar pública sua predileção em deixar o trono para Maximus (Russell Crowe), o comandante do exército romano.

    Quo Vadis: de 1951, dirigido por Mervyn LeRoy. Após três anos em campanha, o general Marcus Vinicius (Robert Taylor) retorna à Roma e encontra Lygia (Deborah Kerr), uma cristã por quem se apaixona.

    Roma: série produzida pela BBC, HBO e RAI, em 2005. A série se passa em 52 a.C., quando o general romano Júlio César derrota seu inimigo Vercingétorix na batalha de Alésia. Seu êxito desequilibra a batalha pelo poder contra o cônsul de Roma, Pompeu.

    Jesus de Nazaré: minissérie para a televisão de 1977, dirigida por Franco Zeffirelli. Concebido pela Virgem Maria (Olivia Hussey) e passando por uma sofrida infância de peregrinação, Jesus (Robert Powell) veio a terra com a missão de salvar os homens, mas é traído e humilhado justamente por eles.

    O Pequeno Buda: de 1994, dirigido por Bernardo Bertolucci, com Keanu Reeves. Um pequeno jovem americano conhece um grupo de monges tibetanos que asseguram que ele é a reencarnação de um verdadeiro professor Budista. Sob a incredibilidade inicial, pais e filho partem rumo ao país asiático onde encontram crenças e formas de vida muito distintas das suas.

    A Paixão de Cristo: de 2004, dirigido por Mel Gibson. O filme recria as últimas doze horas da vida de Jesus de Nazaré, antes da cruz. O trama do filme começa no Jardim das Oliveiras (Getsêmani) onde Jesus vai orar após a Última Ceia.

    *******   Esse post educativo, me foi fornecido pelo meu colega Prof. Michel Visitem o Blog dele e conheça que o ensino de História não é um bicho de sete cabeças.

    Prof. Michel

    Ensino de História, Mídias Digitais e Web 2.5







    1
    maio
    2009
    ” Eu vou mostrar pra vocês como se dança o baião…”


    O baião, um dança já bem conhecida no interior nordestino desde   o século xlx, chegou aos centros urbanos graças à dupla Luiz Gonzaga e  Humberto Teixeira. Em 1946 foi gravada a composição Baião pelo grupo Quatros Ases e um Curinga: ” Eu vou mostrar pra vocês /como se dança o baião/E quem quiser aprender/É só prestar atenção.” Em seguida vieram outros sucessos de Gonzagão. Virou uma “coqueluche”, como se dizia na época.

    Em 1949 o Diário Carioca afirmava que ” o baião vem fazendo estremecer todo o vasto império do samba, e já agora não se poderá mais negar  a influência decisiva desse gênero musical na predileção do povo.”

    Marlene, Emilinha Borba, Ivon Curi, Carmem Miranda e Jamelão foram alguns dos artistas  que começaram a gravá-lo. Formou-se uma corte na época: a cantora Carmélia Alves foi aclamada a ” Rainha do Baião”, e Gonzaga, o ” Rei “. A partir de 1950, tornou-se um ritmo internacional, com Delicado, de Valdir Azevedo.

    Gilberto Gil participou do Festival de Música da Record em 1967 com Domingo no Parque, de inspiração ritmica do baião. A canção, ao lado de Alegria, alegria, de Caetano Veloso, foi precursora do Movimento Tropicalista.

    É a hora do adeus de Luiz rei do baião…”    

    Em 1987, Gonzagão começou a sofrer com o câncer na próstata. Internado no Recife, morreu no dia 2 de agosto de 1989. O povo saiu às ruas para dar o seu adeus, até chegar à Exu, onde o corpo do artista foi enterrado ao som de sanfoneiros amigos, como Dominguinhos, Foi com Asa-branca, entoada por 20 mil vozes, que o músico alçou seu voo para o eterno. Luiz Gonzaga do nascimento lançou mais de 50 discos, além de álbuns em que fez duetos com intérpretes como o filho Gonzaguinha e Fagner.

    ** Asa-branca, pomba migratória , encontrada no Nordeste e outras regiões do Brasil, cujas asas ostentam uma faixa branca visível em voo.

    Fonte: Dicionário Cravo Albin da música popular brasileira.

    Revista Nós da Escola /2006

    Sites:

    www.luizgonzaga.com.br

    Endereço do Instituto Cultural Cravo Albin:

    Avenida São Sebastião, 2 – Cobertura- Urca

    Livro sobre o sanfoneiro:

    O melhor  de Luiz Gonzaga, de Roberto M.Moura. Editora Irmãos Vitale. Na obra estão a vida artística de Gonzagão e 31 letras de sucesso.

    Imagens: Google







    1
    maio
    2009
    ” Nunca vi forró tão bom…”


    Em 2009 vai fazer 97 anos que nasceu o cantor , compositor e sanfoneiro Luiz Gonzaga. Ele morreu em 1989, mas parafraseando o que o poeta Carlos Drummond de Andrade certa vez  escreveu sobre Mozart, ele continua vivo porque sua música não morreu. Mais ainda : colocou o ritmo nordestino no mapa-múndi e contribuiu para ao Sul Maravilha incorporar definitivamente a música do sertão.

    Quando se estabeleceu no Rio de Janeiro e comprou uma sanfona, resolveu ir aonde  o povo estava: nas ruas, bares e praças. Interpretando ritmos regionais como o baião, o coco e o xaxado, o jovem Lua tentou a sorte no rádio, apresentando-se no programa de calouros de Ari Barroso com a composição  Vira e mexe. Recebeu nota máxima. Percebendo cada vez mais   a importância de firmar o traço nordestino, incorporou a idumentária que marcaria sua imagem: uma roupa de sertanejo que inclui o indefectível chapéu de couro.

    Até meados de 1950, o baião era sucesso nacional e internacional. Em 1967 Gonzaga gravou o LP   Óia eu aqui de novo, considerado um dos marcos de sua carreira.

    Em 1970  Gonzaga gravou o long play Sertão 70, que traz, entre outras composições, já vou mãe, primeira parceria do sanfoneiro Dominguinhos( visto por alguns como seu sucessor)  e Anastácia.

    ” Até mesmo a asa-branca bateu asas do sertão…”

    Não há como citar    Luiz Gonzaga e não lembrar de Asa -branca, seu maior sucesso composto em parceria com HUmberto Teixeira, gravado em 1947, e que ganhou depois de muitas regravações. Cravo Albim reforça a importância da dupla de compositores: ” Nunca devemos nos esquecer de Humberto Teixeira, principal parceiro de Luiz Gonzaga. Ele fez letras e boa parte da estrutura musical, inclusive Asa-branca, eleita em 1999 pela Academia Brasileira de Letras como a segunda das 14      músicas mais marcantes do Brasil no século 20( a primeira foi Aquarela do Brasil, de Ari Barroso).

    ” Tá danado de bom, meu cumpadre…”

    Desde 2003 , a feira de São Cristóvao funciona dentro do Pavilhão do bairro de mesmo nome. O local,  batizado de Centro Luiz Gonzaga de  Tradições Nordestinas , é justamente  lembrança ao homem que virou sinônimo de cultura do Nordeste. No Pavilhão a música típica não pára. Na entrada uma estátua do Gonzagão dá as boas -vindas ao s turistas e renova o orgulho do povo nordestino. E não é raro alguém dançar ao som de sucessos como: Cintura fina, O Xote das meninas, Paraíba, Assum preto e Qui nem jiló.

    Fonte: Nós da Escola /2006.

    Crédito das fotos: Google







    10
    abr
    2009
    O Túmulo está vazio!!!!


    O fogo que acendeu a chama da igreja do Novo Testamento foi acreditar de forma inabalável que, se Jesus fosse simplesmente um homem, teria ficado no sepulcro. Os cristãos primitivos não podiam ficar em silêncio

    sobre o fato de que aquEle a quem viram pendurado em uma cruz estava caminhando na terra outra vez e tinha aparecido a cinco mil pessoas.

    Vamos pedir humildemente ao Pai, confiando no Nome de Jesus, para nos lembrar do túmulo vazio.

    Vejamos o Jesus vitorioso: aquEle que venceu a  sepultura, o único que desafiou a morte. E vamos nos  lembrar de que também alcançaremos a vitória!!!

    Promessas Inspiradoras de que Jesus Ressuscitou:

    Disse Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo  aquele que vive e crê em mim nunca morrerá.  João 11. 25, 26a

    Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito  as primícias dos que dormem.  1 coríntios 15. 20

    Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou , assim também aos que em Jesus dormem Deus  os tornará a trazer com Ele. 1 Tessalonicenses 4.14

    Aleluias !!! Jesus vive e está entre nós, entregue sua vida à Ele e você verá as maravilhas que Ele te fará, sua vida nunca será mais a mesma.







    8
    abr
    2009
    Jesus carrega nossos fardos


     
    Quando a situação é a cura de nossa situação espiritual, não temos uma segunda chance. É como se tentássemos chegar até a lua de escada. Não temos aquilo de que precisamos para sermos curados. Nossa única esperança é que Deus fará por nós  aquilo que Ele fez  por aquele homem junto ao tanque de Betesda: Deus vai sair do Templo e entrar em nossas enfermaria cheia de dor e desespero. Foi exatamente isso o que Ele fez…

    Gostaria de que considerássemos as palavras de Jesus…

    Quando Ele diz que somos perdoados, deixemos o  fardo da culpa.

    Quando Ele diz que somos valiosos, acreditemos nEle.

    Quando Ele diz que somos eternos, sepultemos nosso medo.

    Quando Ele diz que receberemos provisão,  paremos de nos preocupar.

    Os esforços de Deus são mais fortes quando os nossos esforços são inúteis.

    ” Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado.”

    Salmo 55:22

    Livro: Ele ainda Remove Pedras  

    Max Lucado

    Notas sobre a foto: O tanque de Betesda

    Este reservatório ou tanque ficava perto da Porta das Ovelhas, na zona Norte de Jerusalém. Ao redor deste tanque existiam cinco alpendres ou colunatas onde muitos doentes, bem como cegos e coxos, se juntavam aguardando que as águas consideradas milagrosas se agitassem. Segundo várias traduções da Bíblia, a agitação destas águas era provocada por um anjo de Deus, sendo que em algumas dessas versões se indica que o anjo se banhava ali. Isto provocaria a agitação da água, sendo que o primeiro doente a entrar na água ficaria milagrosamente curado.

    Segundo o relato bíblico do Evangelho de João, no capítulo 5, Jesus Cristo realizou ali um dos seus mais extraordinários milagres. Tratou-se da cura de um homem, que esteve paralítico durante trinta e oito anos, tendo sido curado num sábado, o que aumentou o ódio que alguns judeus nutriam por Jesus.
    Fonte: Wikipédia

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