
Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim não morre jamais.

A criança de olhar vazio e distraído: ela não aprende. Os psicólogos apressam-se em diagnosticar alguma perturbação cognitiva. Mas uma outra hipótese tem de ser levantada: a inteligência dessa criança foi enfeitiçada pelo olhar de um adulto que a intimidou. Uma criança intimidada e humilhada não aprende.

Educação não é a transmissão de uma soma de conhecimentos. Conhecimentos podem ser mortos e inertes: uma carga que se carrega sem saber sua utilidade e sem que ela dê alegria. Educar é ensinar a pensar, isso é, a brincar com os conhecimentos, da mesma forma como se brinca com uma peteca.
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* Essa inspiração, foi retirada do magnífico Blog Rubem Alves da Tina. Visitem-na e se encantem também.

Gastar tempo é investir sabiamente pra mudar alguém ou alguma situação. Se você investe no seu filho, dando-lhe bons livros, aconselhamento,boa formação, dedicando-se à ele(a), com certeza valerá à pena.
“Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez tua rosa tão importante.” Saint-Exupéry
Dedicação é a palavra chave. Dedique-se, gaste tempo , invista. Sua rosa, será a mais importante do jardim.

Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry (29 de junho de 1900, Lyon – 31 de julho de 1944, Mar Mediterrâneo) foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial. Autor de O Pequeno Príncipe, de onde saiu a frase do post.
Fonte: Frases Ilustradas

Ontem assistindo o pastor falar sobre o perdão e quantas vezes se deve perdoar, fiquei pensando sobre esse assunto tão complexo. A dureza dos corações em nossos dias tem feito com que muitas pessoas não perdoem. Teve uma hora em que no meio de sua fala, o pastor chorou, sua voz ficou embargada, ele sentiu como é difícil e como as pessoas resistem em perdoar. Existem pessoas que até falam:
- Perdoo, mas não esqueço.
- Perdoo, mas não quero mais contato.
Eu tenho o dom de buscar, apascentar, tentar conciliar. Só fico tranquila, quando vejo que não existem mais pendências, que já não há mágoas. Mas, existem pessoas que, por mais que você as busque, mais elas se afastam. Sabemos que amizades estremecidas, se tornam muito difíceis em haver um conserto. Mas, mesmo que você não vá voltar a ter a mesma frequencia em conversar com aquela pessoa, se ela vem até você, e diz que se arrependeu e, esse seu reconhecer, é para ela de suma importância, você deve perdoá-la. Liberar o perdão vai trazer paz e alívio para ambos. Muitas das vezes impedimos as bênçãos de Deus sobre nossas vidas, pois não sabemos perdoar. E, o pior, continuamos, espetando, ferindo a pessoa que, inúmeras vezes, veio até nós corajosamente pedir o nosso perdão. Jesus ensinou que devemos perdoar setenta vezes sete. Resumindo: perdoar sempre. A vida é uma roda viva. Hoje eu te perdoo. Amanhã é você quem me perdoa. Somos falhos e nossa vida aqui é passageira. Vivamos da melhor forma possível, sem mágoas ou rancores.

Pensando em tudo isso,coloco aqui, essa linda poesia que conheci através de Rubem Alves:
“A vida se retrata no tempo
formando um vitral,
de desenho sempre incompleto,
de cores variadas,
brilhantes, quando passa o sol.
Pedradas ao acaso
acontece de partir pedaços
ficando buracos,
irreversíveis.
Os cacos se perdem
por aí.
Às vezes eu encontro
cacos de vida
que foram meus,
que foram vivos.
Examino-os atentamente tentando lembrar
de que resto faziam parte.
Já achei caco pequeno e amarelinho
que ressuscitou
de mentira, um velho amigo.
Achei outro pontudo e azul, que trouxe em nuvens
um beijo antigo.
Houve um caco vermelho
que muito me fez chorar,
sem que eu lembrasse
de onde me pertencera.“
Maria Antônia de Oliveira que fez Rubem enxergar a vida como se fosse um vitral.


A poesia não é uma expressão do ser do poeta. É uma expressão do não-ser do poeta. O que escrevo não é o que tenho; é o que me falta. Escrevo porque tenho sede e não tenho água. Sou pote. A poesia é água”. (Rubem Alves)
Aquilo que capto em mim tem, quando está sendo transposto em escrita, o desespero das palavras ocuparem mais instantes que um relance de olhar”. (Clarice Lispector)
“o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando”. (Guimarães Rosa)
“É preciso muito pouco. A alegria está muito próxima. Mora no momento. Perdemos a alegria porque pensamos que ela virá no futuro, depois de algum evento portentoso que mudará a nossa vida” (Rubem Alves)
É ainda possível chorar sobre as páginas de um livro, mas não se pode derramar lágrimas sobre um disco rígido.” (José Saramago)
Imagem: Google


Felicidade
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1. invólucro onde se guardam sorrisos;
2. momento em que os ponteiros do relógio decidem dançar valsa;
3. líquido viscoso que escorrega por entre os dedos;
4. pedaço de gente com cheiro de talco;
5. movimento espontâneo dos cantos da boca em direção às orelhas;
6. sobrenome do azul;
7. batuque dentro do peito;
8. conjunto de círculos concêntricos em rubro e branco para onde se atiram dardos em forma de coração;
9. roçar de pés por sob o cobertor em noites com temperatura inferior a 18 graus;
10. tia-avó da alegria;
11. erva da qual se faz um chá afrodisíaco;
12. movimento elíptico do Sol em torno do ser amado;
13. nome dado à gota salgada que despenca dos olhos em dia de festa;
14. sensação de se ter feito o que se deveria ter feito;
15. oitava cor do arco-íris;
16. retângulo onde se inserem flagrantes registrados em nitrato de prata;
17. desejo súbito de voar;
18. distúrbio psicológico que causa avalanche de gargalhadas;
19. silêncio que se segue à trovoada;
André Gonçalves in “Coisas de Amor Largadas na Noite”
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Belas fotos de animais “irracionais” demonstrando amor. Desta vez mostrando um gatinho e seus pais adotivos nada convencionais. As belas fotos foram tiradas por um turista em uma floresta de Ubud, região de Bali (Indonésia). Vale a pena conferir
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Imagens: Curiosando


Achei esse poema muito interessante. Ele vai narrando e relembrando momentos passados, podemos entitulá-lo de: Cançaõ para reinventar um tempo antigo. Vá lendo Maria de Lourdes Horta e faça de conta que : Se você tivesse tomado outra atitude, como seria hoje?? Se você tivesse passado naquele Concurso, como estaria nesse momento?? Se você tivesse ficado naquela Empresa, como seria hoje ?? Tinha corrido atrás, estudado, se preparado?? Ou teria estagnado?? Se você tivesse mantido seu casamento, como estaria vivendo hoje ? Teria mantido a família toda unida? Teria tido grandes vitórias?? Se você tivesse tido paciência, como seria a relação nesse momento ?? Se tivesse feito assim, se tivesse agido assado,várias incógnitas, não é???
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Faz–de-conta que o tempo é uma varanda
voltado para um pátio circular:
faz-de-conta que em canto de ciranda
regressamos ao cais de regressar.
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Faz-de-conta, nas águas do destino,
um aquário de luas nos espera:
faz-de-conta que um canto repentino
traz de volta uma antiga primavera.
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Faz-de-conta que esta contradança
nas varandas do nosso coração
reacende os sóis de antigamente:
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Faz-de-conta que os rios da lembrança
reacendem a flama da canção
neste pátio-passado – tão presente.
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Maria De Lourdes Hortas
(in Dança das Heras, 1995)
