10
jan
2013
Poetando numa quinta chuvosa


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Hoje, estávamos fazendo matrículas, transferências,arrumando as novas pastas,arquivando, preparando a UE para o novo ano, foi quando chegou uma senhora e me perguntou assim:

– Eu já tenho a Bolsa Carioca, gostaria de fazer a Bolsa Família, o que preciso fazer?

Eu olhei bem séria para a mãe e lhe perguntei:

– Para que a senhora quer tanta bolsa???
– A senhora quer bolsa da Mala Moderna, Le Postiche ou Anandra???

A senhora me olhou com uma cara feia!!!!
Logo, logo, sorri e falei para ela que estava brincando,que iria orientá-la.

Minhas colegas riram de passar mal!!

Eu falei para elas rindo bastante:

– Qualquer dia,eu apanho nesta Escola!!!

Mas, deixemos as bolsas pra lá e, Vamos Poetar:???? Muito oportuno,poetar numa noite chuvosa,que acham???

**************

Se tornou numa recordação guardada no meu álbum de fotografias mental. Um álbum em que podia pegar, sempre que quisesse, para desfrutar.

Toni Maguire in “Não digas nada à mamãe”

A vida é curta, não importa quantos dias a você foram concedidos.
E as pessoas eram preciosas, cada uma, não importa quantas você teve sorte suficiente de ter em sua vida. E amor… amor, valia a pena morrer por ele.
Vale a pena viver por ele, também.

– J.R.Ward in “Amante Renascido”

“Antes eu dizia: ‘Escrevo porque não quero morrer’ Mas agora mudei. Escrevo para compreender o que é um ser humano.”

– José Saramago

O silêncio ainda é o melhor aplauso.

José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”

*** Essas belezas de citações, eu peguei num site magnífico POETRIZ da amiga Flávia Camargo.







4
jan
2013
Maravilha de Carlos Drummond de Andrade
Categorias: Literatura, Poesia, Reflexão


Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional…

[Carlos Drummond de Andrade]







22
dez
2012
Dica de livro: Os colegas de Anne Frank
Categorias: Literatura


Ganhei ontem, um livro que, pelo título parece ser muito bom: Os colegas de Anne Frank, esse livro é do Projeto Biblioteca do Professor, uma das ações do programa Rio, uma cidade de leitores.
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Este livro apresenta aos leitores um grupo de pessoas notáveis que se lembram de Anne Frank como vaidosa e generosa,simples e criativa, rebelde e precoce. Ao mostrar como as circuntâncias fizeram as crianças amadurecerem rapidamente, o livro se torna um tributo à capacidade de superação do ser humano. Jewish Book World

Anne Frank, foi apenas uma das alunas que desapareceram da sala de aula do Liceu judaico de Amsterdã, em 1941. Ela estava entre outras quinhentas crianças que os nazistas segregaram do resto da população holandesa. O destino de Anne é conhecido, mas e o dos outros estudantes que, a cada semana, deixavam a sala de aula mais vazia???


Os colegas de Anne Frank
Theo Coster
Editora Objetiva







21
dez
2012
Um breve refletir sobre a saudade


Ontem, fiquei observando com calma os trabalhinhos em exposição e, algo me chamou a atenção. Uma turma, trabalhou o livrinho COLCHA DE RETALHOS e, a professora,colocou o texto das crianças, falando sobre o que mais eles sentiam saudades. Gente, eu li coisas profundas e, que me fizeram pensar um monte de coisas. Por exemplo:

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Sinto muitas saudades dos beijinhos de meu pai.

* Pensei comigo: Ou o pai faleceu, ou está separado da mãe,morando em outra casa.

Sinto muita falta da minha mãe que, está morando na Alemanha, e eu aqui no Brasil.

* Meu Deus!!! Fiquei com muita pena, sente saudade do carinho e da presença da mãe.

Sinto falta da minha avó que morreu. Ela reunia toda a família e fazia muitas comidas gostosas.

* Toda família, tem aquele que, reune todo mundo, gosta das confraternizações. Eu sou assim, pois se deixarmos, as famílias vão se afastando,cada um vai vivendo, dentro de um individualismo comum deste século.

Sinto saudades do meu cachorrinho que morreu atropelado.

* Esse aqui, tem amor e respeito pelos animais.

Nossa, mas tinha saudades de todo o tipo, saudades de tudo o que você possa imaginar. Fiquei pensando que nós também temos muitas carências, muita saudade também. Saudades de um amigo bacana,que ria conosco , que compartilhava coisas boas. Saudades de um parente que se mudou para longe. Saudades de um irmão ou irmã que mora em outro estado ou país. Ufa!!! As saudades são tantas e, vai chegando o final de ano,parece que esse sentimento vai aflorando.







15
dez
2012
Música e Medicina


Instrumentos musicais existem não por causa deles mesmos, mas pela música que podem produzir. Dentro de cada instrumento há uma infinidade de melodias adormecidas, à espera de que acordem do seu sono. Quando elas acordam e a música é ouvida, acontece a Beleza e, com a Beleza, a alegria. O corpo é um delicado instrumento musical. É preciso cuidar dele, para que ele produza música. Para isso, há uma infinidade de recursos médicos. E muitos são eficientes. Mas o corpo, esse instrumento estranho, não se cura só por aquilo que se faz medicamente com ele. Ele precisa beber a sua própria música. Música é remédio. Se a música do corpo for feia, ele ficará triste – poderá mesmo até parar de querer viver. Mas se a música for bela, ele sentirá alegria e quererá viver. Em outros tempos, os médicos e as enfermeiras sabiam disso. Cuidavam dos remédios e das intervenções físicas – bons para o corpo – mas tratavam de acender a chama misteriosa da alegria. Mas essa chama não se acende com poções químicas. Ela se acende magicamente. Precisa da voz, da escuta, do olhar, do toque, do sorriso.

Médicos e enfermeiras: ao mesmo tempo técnicos e mágicos, a quem é dada a missão de consertar os instrumentos e despertar neles a vontade de viver…”.

Fica aqui então minha homenagem aos bons músicos, bons criadores de instrumentos musicais e, é claro, aos bons médicos e enfermeiras.
Rubem Alves

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