17
nov
2012
As quatro estações do casamento – Gary Chapman


No casamento, a gente só entende o clima quando olha para dentro da janela.

Os orientais avaliam ânimos e humores pelas estações do ano. E os casamentos, em certo sentido, se assemelham muito aos sentimentos que cada uma delas propicia. O verão é cheio de alegria, celebração e atividade. O outono carrega ares de tristeza, angústia e perda. A primavera traz expectativas, promessas e a oportunidade do recomeço. O inverno, por sua vez, é a época da frieza, da indiferença e do isolamento.

Em qual das estações você vive com seu cônjuge? O que tem feito para tornar seu relacionamento cada vez mais estável, feliz e emocionalmente rico? Gary Chapman, autor de As cinco linguagens do amor – um sucesso que gerou várias continuações e presença constante em listas de mais vendidos, entre as quais a liderança por várias semanas do ranking de livros religiosos da respeitadíssima Publishers Weekly -, tem uma ajuda preciosa para oferecer.

Sobre o autor

Com mais de 30 anos de experiência em aconselhamento familiar e a respeitabilidade de quem pesquisa e ministra palestras sobre o assunto há décadas, o dr. Chapman sugere estratégias comprovadamente eficazes, baseadas em princípios e valores sólidos, para combater os fatores nocivos ao casamento e desenvolver um ambiente de convivência que permita a fluência das linguagens do coração.


Fonte: Editora Mundo Cristão







16
nov
2012
O prazer de escrever…



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Ofício
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Escrever
a água
da palavra mar
o vôo
da palavra ave
o rio
da palavra margem
o olho
da palavra imagem
o oco
da palavra nada
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Maria Esther Maciel

Existe o prazer de escrever? Sim, eu tenho um grande prazer de escrever. Eu sinto que escrever, para mim, é um extravasamento de uma espécie de excesso de vida. Eu tenho dentro de mim “vidas” que consigo captar e transferir ao papel, no romance. Então, eu consigo ampliar a minha própria vida debatendo problemas num artigo de jornal, numa crônica, numa carta… Isso tudo cria, para mim, o prazer da escrita. O escrever é o encontro com aquilo que estava dentro de mim e eu não sabia e só vejo no papel.
Josué Montello
(Giovanni Ricciardi, Auto-retratos. Martins Fontes)

“Mas já que se há de escrever, que ao menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas.”
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Clarice Lispector
in Para não esquecer. Círculo do livro, São Paulo, 1980, p.25
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** Encontrei esses lindos poemas,visitando o excelente Blog: Na dança das Palavras







16
nov
2012
Falando de perdão


Realmente essa questão de perdão é muito complicado: Tem gente que não se perdoa e existem pessoas que não sabem perdoar.Achei muito interessante esse fragmento que encontrei no Poetriz da Flávia.

”…- Estou começando a pensar que existem dois tipos de pessoas – ela falou.
Esperei.
– Aquelas que se perdoam facilmente, mas não conseguem perdoar os outros.
– E? – perguntei.
– Aquelas que perdoam os outros facilmente, mas não conseguem se perdoar…”
Deb Caletti in “Um Lugar para Ficar”







14
nov
2012
Sobre as palavras…
Categorias: Literatura, Poesia, Reflexão


As palavras são colinas e vales por onde você viaja, tão encantadoras que, às vezes, o fazem chorar.
Deb Caletti in “Um Lugar para Ficar”







13
nov
2012
Fala Cecília Meirelles!!!


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A natureza da saudade é ambígua: associa sentimentos de solidão e tristeza – mas, iluminada pela memória, ganha contorno e expressão de felicidade. Quando Garrett a definiu como “delicioso pungir de acerbo espinho”, estava realizando a fusão desses dois aspectos opostos na fórmula feliz de um verso romântico.Em geral, vê-se na saudade o sentimento de separação e distância daquilo que se ama e não se tem. Mas todos os instantes da nossa vida não vão sendo perda, separação e distância? O nosso presente, logo que alcança o futuro, já o transforma em passado. A vida é constante perder. A vida é, pois, uma constante saudade.Há uma saudade queixosa: a que desejaria reter, fixar, possuir. Há uma saudade sábia, que deixa as coisas passarem , como se não passassem. Livrando-as do tempo, salvando a sua essência da eternidade. É a única maneira, aliás, de lhes dar permanência: imortalizá-las em amor . O verdadeiro amor é, paradoxalmente, uma saudade constante, sem egoísmo nenhum.
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Cecília Meireles

(…)
Hoje eu queria estar entre as nuvens, na velocidade das nuvens, na sua fragilidade, na sua docilidade de ser e deixar de ser. Livremente. Sem interesse próprio. Confiantes. A mercê da vida. Sem nenhum sonho de durarem um pouco mais, de ficarem no céu até o ano 2000, de terem emprego público, férias, abono de Natal, montepio, prêmio de loteria, discurso à beira do túmulo, nome em placa de rua, busto no jardim… (Ó nuvens prodigiosas, criaturas efêmeras que estais tão alto e não pretendeis nada, e sois capazes de obscurecer o sol e de fazer frutificar a terra, e não tendes vaidade nenhuma nem apego a esses acasos!) Hoje eu queria andar lá em cima nas nuvens, com as nuvens, pelas nuvens, para as nuvens…
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Cecília Meireles
( JANELA MÁGICA. Editora Moderna, São Paulo, 2006, p. 16-17 )

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