Histórias em quadrinhos e religião andam juntas na vida do pernambucano Sergio Cariello, 48, desde a infância, quando ele desenhava no boletim da Igreja Presbiteriana que frequentava no Recife.
Essa duas forças motrizes –responsáveis também por sua ida para os Estados Unidos, onde vive desde 1985 e desenha para editoras como Marvel e DC– se encontram na “Bíblia em Ação”, adaptação em quadrinhos do livro sagrado, que Cariello autografa no Brasil nesta semana.
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Detalhe da “A Bíblia em ação”, adaptação em HQ do texto sagrado, ilustrada por brasileiro

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A volumosa HQ (752 páginas), publicada nos EUA em 2010 e com mais de 350 mil exemplares vendidos, segundo o desenhista, usa o estilo visual e narrativo dos gibis de super-heróis para contar a história da humanidade, a partir de textos bíblicos.
“A ‘Bíblia em Ação’ entretém, mostra a ação como uma HQ normal faria”
, diz ele.
Tendo desenhado personagens célebres como Batman, Wolverine e o Cavaleiro Solitário (“Lone Ranger”, pelo qual foi indicado ao prêmio Eisner, o Oscar das HQs, em 2007), o brasileiro diz ter levado para sua adaptação bíblica o “dinamismo no jeito de desenhar, nos ângulos”.
“Ilustrei Jesus de forma mais rude, mais apto para as tarefas do dia a dia, como ser carpinteiro. Ele tem as mãos grossas, músculos, parece mais um herói do que uma figura angelical, delicada.”
Cariello lembra que não faltam boas histórias de heroísmo e personagens com poderes sobrenaturais na Bíblia e que, com certa licença poética, é possível fazer paralelos com ícones das HQs.
“O Sansão, por exemplo, está mais para o Wolverine, porque pecou, errou. Mas foi usado por Deus de uma maneira bem significante.”
Seu livro, porém, não tem a violência ou a sexualidade das HQs –é
“para a família”.
Cariello autografa a “Bíblia em Ação” no próximo sábado, às 17h, na Feira Literária Internacional Cristã (flic2012.com.br) e dará aulas em São Paulo (dia 4/5) e no Rio (6/5), na Impacto Quadrinhos (impactoquadrinhos.com.br ).
Fonte: Folha

Estou lendo o livro O Semeador de idéias de Augusto Cury, já no primeiro capítulo, que me chamou a atenção, identifiquei que algumas pessoas agem assim e pensam assim,como ele descreve aqui. Aprendem muito, mas, nunca põem em prática as virtudes humanas mais simples como: humildade e sensibilidade. Confiram:
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Eu, um professor doutor em sociologia, escritor, especialista em marxismo, orientador de teses, ao andar com ele, descobri alguns do meus fantasmas. Era um ególotra. Não era um alcoólotra, mas vivia embriagado com meus títulos e conhecimento acadêmico. Sabia mais do que meus pares sobre socialismo, relação capital-trabalho, socioeconomia dos grandes impérios. Era um expoente na Universidade, sabia conviver com livros, mas não com seres humanos . Sempre fui tenso, irritadiço, impulsivo,intolerante. Resiliência quase zero. Não aceitava ser contrariado, criticado, confrontado. Amava expor as falhas alheias, mas escondia as minhas debaixo do tapete da minha intelectualidade.
Humildade e sensibilidade não faziam parte do dicionário da minha existência.
Livro O Semeador de Idéias
Augusto Cury
Editora Academia de Inteligência Ltda.


Você minha melhor Página
de todos os versos de amor
as rimas e frases reinventadas
as jogadas de efeito
os subterfúgios e os hai-kais
anotações de diário
de todos os nomes que dei
para crises de adolescência
e carências plagiadas
de todo o minimalismo
clichês e letras de música
de toda minha literatura
você ainda é a melhor página
* Martha Medeiros in “Poesia Reunida”

Tristeza eu tenho porque muitas das coisas que moram na minha alma não podem ser comunicadas. Por mais que eu diga e explique, quem ouve não entende.
Rubem Alves in “O AMOR QUE ACENDE A LUA
*Três causos”

(…)
Hoje eu queria estar entre as nuvens, na velocidade das nuvens, na sua fragilidade, na sua docilidade de ser e deixar de ser. Livremente. Sem interesse próprio. Confiantes. A mercê da vida. Sem nenhum sonho de durarem um pouco mais, de ficarem no céu até o ano 2000, de terem emprego público, férias, abono de Natal, montepio, prêmio de loteria, discurso à beira do túmulo, nome em placa de rua, busto no jardim… (Ó nuvens prodigiosas, criaturas efêmeras que estais tão alto e não pretendeis nada, e sois capazes de obscurecer o sol e de fazer frutificar a terra, e não tendes vaidade nenhuma nem apego a esses acasos!) Hoje eu queria andar lá em cima nas nuvens, com as nuvens, pelas nuvens, para as nuvens…
Cecília Meireles
( JANELA MÁGICA. Editora Moderna, São Paulo, 2006, p. 16-17 )

Existem pessoas que, não nos deixam falar. Tomam a palavra e somente elas querem se expressar, chega causar uma angústia aos ouvidos. Eu tenho uma colega de trabalho assim, só ela fala. Não tem paciência para ouvir os outros, interrompe-nos sem mais nem menos e corta nosso assunto na maior cara de pau. Tem horas que dá vontade de gritar, Cala a boca fulana! Essa amiga , além de falar sem parar,vai nos empurrando, nos empurrando, que, no outro dia uma amiga a deixou constrangida dizendo:
Quer me beijar? Ela ficou sem jeito e recuou. Pensando nessas situações desagradáveis e às vezes cômicas, escolhi esse trecho de Rubem Alves para vocês. Leiam e reflitam, vamos aprender um pouquinho com ele?

O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você” A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.
Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção.
Rubem Alves in ” O Amor que acende a Lua”


Entendimento Perfeito
Sentaram-se no banco e se calaram, tentando entender o silêncio. As palavras tinham um sentido além delas mesmas. O silêncio seria, sempre, o único meio de entendimento perfeito.
Fernando Sabino in “0 Encontro Marcado”
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Fonte da Imagem: Curiosando fotos divertidas

Abaixo tem uma listinha dos filmes que ganharam Oscar e foram adaptados de livros, tiradas do “O Livreiro”:
• “O Discurso do Rei” (“The King’s Speech”) - Baseado no romance “O Discurso do Rei – Como um Homem Salvou a Monarquia Britânica”, de Mark Logue e tem direção de Tom Hooper. Foi o vencedor dos Oscar na categoria melhor diretor, ator para Colin Firth, melhor filme e roteiro original em 2011.
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• “Quem quer ser um Milionário?” (“Who wants to be a millionaire?”) – O grande vencedor do Oscar de 2009, do diretor Danny Boyle, é baseado no romance “Sua Resposta Vale um Bilhão” (Companhia das Letras), de Vikas Swarup. Além do Oscar de Melhor Filme, o filme conquistou também a estatueta por Melhor Roteiro Adaptado.
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• “Uma Mente Brilhante” (“A Beautiful Mind”) – O filme de Ron Howard sobre a vida do matemático John Forbes Nash, interpretado por Russel Crowe, baseia-se na biografia do matemático escrita pela autora Sylvia Nassar. Ganhou o Oscar de Melhor Filme e ainda as estatuetas por Melhor Atriz Coadjuvante (Jennifer Connelly), Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado.
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• “O Pianista” (“The Pianist”) – O filme de Roman Polanski, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 2003, é baseado na autobiografia homônima escrita pelo músico polonês W?adys?aw Szpilman. Ganhou outras duas estatuetas neste ano: por Melhor Ator (Adrien Brody) e Melhor Diretor.
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• “Menina de Ouro” (“Million Dollar Baby”) – Dirigido por Clint Eastwood, o filme levou a estatueta de Melhor Filme em 2005, assim como a de Melhor Ator Coadjuvante (Morgan Freeman), Melhor Atriz (Hillary Swank), Melhor Direção. Foi indicado à categoria Melhor Roteiro Adaptado, na qual perdeu para “Entre umas e outras”, de Alexander Payne. O roteiro de “Menina de Ouro” foi escrito por Paul Haggis a partir de contos de F.X. Tolle, pseudônimo de Jerry Boyd – que era um treinador de boxe, e publicou o livro com os contos que inspiraram Eastwood quando já tinha 70 anos. Durante 40 anos, Boyd teve suas histórias rejeitadas por diversas editoras. O autor morreu sem conhecer a glória, em 2004, um ano antes da estreia do filme. O livro “Menina de Ouro” destaca-se pela equipe de tradutores envolvidos em transpor a obra para o português, formada por pesos-pesados: Rubem Fonseca, Carlos Heitor Cony, Moacyr Scliar, Marçal Aquino, Luiz Fernando Emediato e Sérgio Dávila.
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• “Memórias de uma gueixa” (“Memoirs of a Geisha”) – O filme, dirigido por Rob Marshall, ganhou os Oscars de Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino em 2006. É uma adaptação do best seller “Memoirs of a Geisha”, de Arthun Golden. O tema é a cultura japonesa.

