Meu nome é Sonia, Sou calmíssima, não esquento com nada. Também
sou alegre, amiga, meiga, dengosa, criativa. Meu marido diz que sou
cômica, pois quando conversamos ele sempre acaba rindo muito. Ele também
me acha cômica porque todos os filmes românticos que assistimos juntos
ele chorou e eu caí na gargalhada: Romeu e Julieta, Dio come ti amo, Ao
mestre com carinho e Titanic. Que fazer? Eu sou assim, não choro quando
vejo filme... rs.
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Campanha Viva Henrique
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Ouvindo a música Hier Encore de Charles Aznavour, eu comecei a pensar que, o tempo voa, e se esvai, muito rápido. A música fala que, ontem, eu tinha vinte anos, acariciava o tempo e brincava de viver.
Todos nós sabemos que precisamos aproveitar bem as oportunidades que nos são propostas, pois em se chegando a idade madura, já devemos estar com tudo ajeitado, a vida estruturada.
Vejo meus amigos de infância, aqueles que cursaram comigo os bancos escolares. Uns são professores, outros enfermeiros, outros tem seus negócios próprios,outros fizeram concursos públicos,outras donas de casa, etc… O tempo passou tão rápido, na verdade, o tempo voa e, nós voamos também.
É na juventude que nos preparamos para o futuro, fazemos umaboa Faculdade, Concursos diversos, sempre procurando uma boa colocação. Vejo a juventude de hoje, perdendo tanto tempo com futilidades, não se preocupam em preparar o futuro, uma boa carreira, muitos são levados pelas “amizades” e não concretizam nunca, nada!!
Ouçam essa linda música e reflitam que, com vinte anos, temos todo o mundo pela frente para conquistar. Amei a melodia e, achei a letra muito bacana para refletirmos sobre o tempo :
Charles Aznavour – Hier Encore
Ainda Ontem
Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Acariciava o tempo
E brincava de viver
Como se brinca de namorar
E vivia a noite
Sem considerar meus dias
Que escorriam no tempo
Fiz tantos projetos
Que ficaram no ar
Alimentei tantas esperanças
Que bateram asas
Que permaneço perdido
Sem saber aonde ir
Os olhos procurando o Céu
Mas, o coração posto na Terra
Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Desperdiçava o tempo
Acreditando que o fazia parar
E para retê-lo, e até ultrapassá-lo
Só fiz correr e me esfalfar
Ignorando o passado
Que conduz ao futuro
Precedia da palavra “eu”
Qualquer conversação
E opinava que eu queria o melhor
Por criticar o mundo com desenvoltura
Ontem ainda
Eu tinha vinte anos
Mas perdi meu tempo
A cometer loucuras
O que não me deixa, no fundo
Nada e realmente concreto
Além de algumas rugas na fronte
E o medo do tédio
Porque meus amores
Morreram antes de existir
Meus amigos partiram
E não mais retornarão
Por minha culpa
Criei o vazio em torno a mim
E gastei minha vida
E meus anos de juventude
Do melhor e do pior
Descartando o melhor
Imobilizei meus sorrisos
E congelei meus choros
Onde estão agora
Meus vinte anos?
Passeando pelo maravilhoso Blog Poetriz da Flávia, encontrei esse fragmento que, posto-o aqui , para vocês por sua beleza. A Flávia, seleciona com muito capricho esses fragmentos que, nos enchem de alegria. Visitem -na e se encantem também!
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Divino, delicioso instrumento que se casa tão bem com o amor e tudo o que, nos instantes mais belos da natureza, induz ao maravilhoso abandono! E não é à toa que um dos seus mais antigos ascendentes se chama viola d’amore, como a prenunciar o doce fenômeno de tantos corações diariamente feridos pelo melodioso acento de suas cordas… Até na maneira de ser tocado – contra o peito – lembra a mulher que se aninha nos braços do seu amado e, sem dizer-lhe nada, parece suplicar com beijos e carinhos que ele a tome toda, faça-a vibrar no mais fundo de si mesma, e a ame acima de tudo, pois do contrário ela não poderá ser nunca totalmente sua.
Ponha-se num céu alto uma Lua tranqüila. Pede ela um contrabaixo? Nunca!
Um violoncelo? Talvez (…).
E o que pede então (direis) uma Lua tranquila num céu alto? E eu vos responderei: um violão. Pois dentre os instrumentos musicais criados pela mão do homem, só o violão é capaz de ouvir e de entender a Lua.
Essa música é de uma beleza profunda. A letra simples ,toca-nos lá no fundinho da alma. Acho que as melodias antigas, têm mais enredo, são cheias de poesia e, não me digam, que isso é saudosismo. Gosto de admirar as melodias que, realmente, tem algo a nos dizer. Confiram e comprovem se estou falando a verdade. Ouçam essa música com toda atenção, sem pressa e sinta que beleza!!!
No Rancho Fundo
Ary Barroso/Lamartine Babo (1931)
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No rancho fundo
Bem prá lá do fim do mundo
Onde a dor e a saudade
Contam coisas da cidade…
No rancho fundo
De olhar triste e profundo
Um moreno canta as máguas
Tendo os olhos rasos d’água…
Pobre moreno
Que de noite no sereno
Espera a lua no terreiro
Tendo um cigarro
Por companheiro…
Sem um aceno
Ele pega na viola
E a lua por esmola
Vem pro quintal
Desse moreno…
No rancho fundo
Bem prá lá do fim do mundo
Nunca mais houve alegria
Nem de noite, nem de dia…
Os arvoredos
Já não contam
Mais segredos
E a última palmeira
Ja morreu na cordilheira…
Os passarinhos
Internaram-se nos ninhos
De tão triste esta tristeza
Enche de trevas a natureza…
Tudo por que
Só por causa do moreno
Que era grande, hoje é pequeno
Pra uma casa de sapê…
Se Deus soubesse
Da tristeza lá serra
Mandaria lá prá cima
Todo o amor que há na terra…
Porque o moreno
Vive louco de saudade
Só por causa do veneno
Das mulheres da cidade…
Ele que era
O cantor da primavera
E que fez do rancho fundo
O céu melhor
Que tem no mundo…
Se uma flor desabrocha
E o sol queima
A montanha vai gelando
Lembra o cheiro
Da morena…
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Música composta pelo fabuloso Ary Barroso em 1931, com versos de J. Carlos para a peça musical “É do balacobaco”, com o nome de “Na grota funda”.
Durante a apresentação da peça, Lamartine Babo, outro fabuloso compositor brasileiro, ficou tão impressionado pela música que resolveu fazer outros versos e deu novo título, passando a chamar-se “No rancho fundo”; a primeira gravação foi com a cantora Elisa Coelho com acompanhamento de piano e dois violões; nascia assim a parceria de Ary Barroso com Lamartine Babo.
Nascido em 7/11/1903 em Ubá MG, Ary de Resende Barroso foi um dos mais importantes compositores da música popular brasileira, com enorme produção de músicas maravilhosas e de muito sucesso. Além de radialista e homem de televisão, com programa de calouros no rádio inicialmente e depois na televisão, marcou época, assim como “flamenguista apaixonado e fanático”; fez toda sua brilhante carreira no Rio de Janeiro, onde faleceu em 9/2/1964. Os maiores sucessos de Ary Barroso foram: Aquarela do Brasil, No Tabuleiro da Baiana, Boneca de Pixe (com Luis Iglésias), Na Baixa do Sapateiro, Dá Nela, É luxo Só, No Rancho Fundo (com Lamartine Babo), Risque, Faceira e muitos outros.
Lamartine de Azevedo Babo nascido em 10/1/1904 no Rio de Janeiro, foi um dos melhores compositores brasileiros, profícuo, possuidor de fino humor, grande sensibilidade e carnavalesco.
Entre os grandes sucessos de Lamartine estão “Teu Cabelo não Nega” com Irmãos Valença, “No Rancho Fundo” com Ary Barroso, “Rasguei a Minha Fantasia”, “Isto é lá com Santo Antonio”, “Chegou a Hora da Fogueira”, “Nada além”, “A.E.I.O.U.” com Noel Rosa; além de compositor foi ligado ao rádio e ao futebol, tendo sido o autor dos hinos de 11 clubes de futebol do Rio de Janeiro, entre os quais Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama, Botafogo e América seu clube de coração. Faleceu em 16/6/1963 no Rio de Janeiro.
Homenagem a Lamartine Babo que imortalizou Boa Esperança com sua música:
Serra da Boa Esperança. Situado no centro da cidade na frente da prefeitura.
SERRA DA BOA ESPERANÇA
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Serra da Boa Esperança,
Esperança que encerra
No coração do Brasil
Um punhado de terra
No coração de quem vai,
No coração de que vem,
Serra da Boa Esperança,
Meu último bem
.
Parto levando saudades,
Saudades deixando,
Murchas, caídas na serra,
Bem perto de Deus
Oh, minha serra,
Eis a hora do adeus
Vou-me enbora
Deixo a luz do olhar
No teu luar
Adeus!
.
Levo na minha cantiga
A imagem da serra
Sei que Jesus não castiga
Um poeta que erra
Nós, os poetas, erramos
Porque rimamos, também
Os nossos olhos nos olhos
De alguém que não vem
.
Serra da Boa Esperança,
Não tenhas receio,
Hei de guardar tua imagem
Com a graça de Deus!
Oh, minha serra,
Eis a hora do adeus,
Vou-me embora
Deixo a luz do olhar
No teu olhar
Adeus!
.
Fotos: Cartões postais produzidos pelo fotógrafo Bruno Sappadina.
Se, dividirmos e nos ajudarmos nas situações adversas, tudo se tornará mais suave. Ele não pesa, ele é meu irmão, é uma letra que fala ao nosso coração. Todos nós somos capazes de ajudar numa hora de dor ou nas horas difíceis. Cantem e meditem nessa letra que toca lá no fundinho do coração.
Beijinhos
[He Ain't Heavy, He's My Brother]
Ele não pesa, ele é meu irmão
A estrada é longa
Com muitas voltas sinuosas
Isso nos conduz a quem sabe onde?
Quem sabe onde?
Mas eu sou forte
Forte bastante para carregá-lo
Ele não pesa, ele é meu irmão
Assim nós vamos
O bem-estar dele é a minha preocupação
Ele não é nenhum fardo para aguentar
Nós chegaremos lá
Porque eu sei
Ele não me embaraçaria
Ele não pesa, ele é meu irmão
Se eu estou carregando tudo
Eu estou carregando com tristeza
Pois todos os corações
Não estão cheios com a alegria
Do amor de um para com o outro
É uma estrada longa, longa
Da qual não há nenhum retorno
Enquanto nós estamos a caminho de lá
Por que não dividimos?
E a carga
Não me pesa em nada
Ele não pesa, ele é meu irmão
Homenageando a todas as mães e, desejando um domingo de muita paz, grandes alegrias e muita confraternização. Posto aqui para todas vocês essa linda música que fala de todas as fases dos filhos vividos pela mãe. E, quando se casam, vão embora viverem suas vidas. Fica apenas a saudade em nosso coração e a lembrança de seus tempos de criança.
Pra Sempre em meu coração
Eu queria o tempo parar
De novo lhe fazer ninar
Crescer e mudar não dá pra evitar
É o caminho que Deus lhe traçou
Brinquedos, gibis, violão
Espalhados por todo lugar
Um dia a poeira eu irei tirar
Do silêncio de não encontrar
Vou guardá-lo em meu coração
As lembranças jamais mudarão
Pois quando partir e saudades sentir
Estará sempre em meu coração
Os dentinhos você vai trocar
E roupas maiores usar
O seu caminhar vai onde o levar
Pois não posso impedir seu querer
Os dedinhos que agarram minha mão
Coisas grandes eu sei que farão
Você não é meu é um presente de Deus
E o futuro está em suas mãos
Vou guardá-lo em meu coração
As lembranças jamais mudarão
Pois quando partir e saudades sentir
Estará sempre em meu coração
Pois quando partir e saudades sentir
Estará sempre em meu coração