8
abr
2013
Segundona de Poesia
Categorias: amizade, Livros, Poesia


Estou treinando na auto escola, uma sensação muito bacana essa de aprender a dirigir. No início, fiquei apavorada, pois não estava bem,mas como meu prazo está terminando, tive que ir à luta. Já estou dirigindo na muvuca do trânsito, nossa!! É onibus, é caminhão, bicicletas, motos, gente disputando entre a rua e as calçadas. Vou devagar,pois fico temerosa, mas quando dou uma aceleradinha,ai que bom!! Muito bom!! Resolvi aprender, pois é uma necessidade, posso agir minhas coisas, não preciso ficar contando com ninguém. Hoje em dia, dirigir é uma questão de sobrevivência, nesse mundo agitado,todo mundo tem que se virar. Quando comecei, não sabia nada,nem ligar o carro. Já estou fazendo baliza, achei um pouco complicado, mas não é impossível. Lá vamos nós!!! Vamos poetar, pois treino,só na quinta:

Cada ferida é uma lição, e cada lição nos torna melhores.
R.R Martin in “Guerra dos Tronos”

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– Um dia eu vi o sol se pôr quarenta e três vezes!
E logo depois acrescentaste:
– Quando a gente está muito triste, gosta de admirar o pôr-do-Sol…
– Estavas tão triste assim no dia em que contemplaste os quarenta e três?
Mas o principezinho não respondeu.
– Antoine Saint-Exupéry in “O pequeno príncipe”

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Talvez estivéssemos sentindo a mesma coisa, ou talvez fosse porque era tão bom vê-lo novamente. Essa pode ser uma boa definição da palavra amor: é tão bom ver você.
Deb Caletti in “Um Lugar para Ficar”

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Digo: claridade, e tu repetes, no meio do sonho: claridade.
Digo: sangue do meu sopro, e tu repetes: sangue do meu sopro.
Digo: estou aqui e tu devolves-me: ausência.
Inês Pedrosa in “Fazes-me Falta”

Fonte: Essas belezuras de fragmentos eu peguei do POETRIZ da Flávia, uma menina que é expert em retirar coisas lindas dos livros que lê.







26
fev
2013
Saindo do casulo
Categorias: amizade, Poesia, Reflexão


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A vida precisa do vazio:
a lagarta dorme num vazio chamado casulo
até se transformar em borboleta.
A música precisa de um vazio chamado silêncio para ser ouvida.
Um poema precisa do vazio da folha de papel em branco para ser escrito.
E as pessoas, para serem belas e amadas,
precisam ter um vazio dentro delas.
A maioria acha o contrário;
pensa que o bom é ser cheio.
Essas são as pessoas que se acham cheias de verdades e sabedoria
e falam sem parar.
São umas chatas quando não são autoritárias.
Bonitas são as pessoas que falam pouco e sabem escutar.
A essas pessoas é fácil amar.
Elas estão cheias de vazio.
E é no vazio da distância que vive a saudade…
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Rubem Alves

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Lagartas se transformam em borboletas ou mariposas.
Ver a lagarta dá um asco, algumas pessoas tem até medo…

Mas a borboleta, já até parei pra ficar olhando seu vôo na natureza.

Aliás, na natureza é assim, as coisas tem seu tempo determinado, e o fluxo simplesmente flui…

Mas na natureza humana, nem sempre as coisas fluem como deveria ser.

Tem muita gente em sua vida que permanece como lagarta, sem querer sair do casulo.

Assim como esta, vive se arrastando, mas ao contrário da lagarta, não quer se transformar:

Muita gente perde a oportunidade de voar livre como borboleta, seguindo um plano maior em sua vida, para permanecer se arrastando como uma lagarta.

São pessoas que se acomodam a um ritmo de vida tedioso, sem perspectiva de crescimento como pessoas.

Pessoas que nunca terão a beleza da borboleta;

Pessoas que não contemplarão a vida da maneira que a borboleta a vê.

Por quê isso acontece?

Algumas pessoas simplesmente não sabem que podem virar borboleta, e por isso, nunca se transformam, permanecendo na vida como lagartas.

Várias delas são tratadas como condenadas a viveverem para sempre como lagartas.

A família, e as escolas, de maneira geral, não as estimulam a virar borboleta…

A igreja, esta então, também de uma maneira geral – e de forma mais cruel – faz questão de que a pessoa sempre permaneça como uma lagarta, sem sair do casulo.

De forma geral, não encontramos na sociedade o estímulo as pessoas para se livrar da carne velha, sair do casulo, e alçar vôos maiores, com a beleza da borboleta.

Pois ser borboleta é isso – se livrar da carne velha, deixá-la onde está, e imediatamente começar a alçar vôo.

Você vira borboleta na hora que abandona o casulo.

Enquanto não o abandonar, você continua com corpo de lagarta.

Romper com a forma de pensar cotidiana, é o primeiro passo pra deixar de ser lagarta.

Vivi como lagarta por longos anos.

Quando rompi com a forma cotidiana de pensar a vida, foi quando saí do casulo.

Virei uma borboleta tardiamente – mas quando você se transforma, jamais quer voltar a rastejar como uma lagarta.

Melhorou o referencial de valores á vida;

Melhorou o humor- como disse um colega, “pode estar caindo o mundo que você tá rindo”;

O stress se foi, e a ansiedade se reduziu a níveis ínfimos:

Antes, eu andava depressa na rua, quase correndo:

Agora, além de andar devagar, ainda paro na rua para ver um cachorro numa casa, além de uma tartaruga em outra.

o entendimento do evangelho- meu referencial de vida – se clareou de maneira impressionante, como jamais poderia imaginar que aconteceria.

Antes, mesmo com dons vindo do alto querendo e se manifestando ocasionalmente em mim, meu entendimento da palavra era limitado a minha condição de lagarta.

Ah, e antes que me esqueça:

Ainda há um outro grupo de lagartas – os que de alguma forma, conseguiram descobrir que poderiam virar borboletas.

Geralmente, foram avisados por quem foi lagarta e virou borboleta.

Mas estes, se acomodaram de tamanha forma a viver rastejando na vida, conformadas com situações de pseudo- conforto;

Se conformaram por medo – de família, de amigos, da lagartada geral que os cercam, do que estes iriam pensar , se ele ou ela virasse uma borboleta livre.

Ou se conformaram mesmo em viver em sua condição de lagarta, pois pra eles “tá bom”.

Ely Lee Jr.







18
fev
2013
Aniversariando com Poesia : 5 anos
Categorias: amizade, Literatura, Poesia


Já que o nosso Compartilhando as Letras, está aniversariando,nada melhor do que poesia, para alegrar nosso espaço. No dia 16 de fevereiro de 2008, entrava online, pela primeira vez no sso Compartilhando. Mas, eu , que sou desligadíssima,só me lembrei ontem dia 17/02, só eu mesmo!!! Eu preciso me ligar na tomada de 220. Sou muito distraída, já dei cada furo por causa disso, vcs não tem noção.
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Casimiro SainzSaiz

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Ofício
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Escrever
a água
da palavra mar
o vôo
da palavra ave
o rio
da palavra margem
o olho
da palavra imagem
o oco
da palavra nada
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Maria Esther Maciel
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Van Gogh

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a noite

me pinga uma estrela no olho

e passa
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Paulo Leminsk
(O que pintar eu assino)

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Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água, pedra, sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos,
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios
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.Manoel de Barros







14
fev
2013
Show de grandes escritores
Categorias: Literatura, Poesia


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E havia um tempo em que o meu olhar dizia:
“Bom dia, Sr. Dia!”
Era o meu primeiro pensamento ao despertar.
Naquele tempo todas as coisas tinham nome próprio.
O relógio, não era o relógio apenas,
O relógio chamava-se Relógio
E as orações da noite eram ditas diretamente a Deus nosso Senhor.
Tudo era familiar.
Ao alcance da mão, da voz, do olhar.
Depois é que veio a Idade do Conhecimento
E ninguém mais se conhece!
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Mario Quintana
(Preparativos de Viagem)

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Um dia veio uma peste e acabou com
toda vida na face da Terra:
em compensação ficaram as bibliotecas…
E nelas estava meticulosamente escrito
o nome de todas as coisas!

Mario Quintana

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DA SAUDADE
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A natureza da saudade é ambígua: associa sentimentos de solidão e tristeza – mas, iluminada pela memória, ganha contorno e expressão de felicidade. Quando Garrett a definiu como “delicioso pungir de acerbo espinho”, estava realizando a fusão desses dois aspectos opostos na fórmula feliz de um verso romântico.Em geral, vê-se na saudade o sentimento de separação e distância daquilo que se ama e não se tem. Mas todos os instantes da nossa vida não vão sendo perda, separação e distância? O nosso presente, logo que alcança o futuro, já o transforma em passado. A vida é constante perder. A vida é, pois, uma constante saudade.Há uma saudade queixosa: a que desejaria reter, fixar, possuir. Há uma saudade sábia, que deixa as coisas passarem , como se não passassem. Livrando-as do tempo, salvando a sua essência da eternidade. É a única maneira, aliás, de lhes dar permanência: imortalizá-las em amor . O verdadeiro amor é, paradoxalmente, uma saudade constante, sem egoísmo nenhum.
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Cecília Meirelles
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Saudade eu tenho do que não nos coube
lamento apenas o desconhecimento
daquilo que não deu tempo de repartir
você não saboreou meu suor
eu não lhe provei as lágrimas
é no líquido que somos desvendados
no gosto das coisas o amor se reconhece
o meu pior e o meu melhor e os seus
ficaram sem ser apresentados.

Martha Medeiros in”Cartas extraviadas e outros poemas”







7
fev
2013
É Proibido


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É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.


Autor: Pablo Neruda

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