14
jan
2013
Poetando na segundona maravilha!!


Estava aqui pensando sobre as coisas boas da vida. Receber os amigos, batermos aquele papo descontraído, saborearmos um delicioso churrasco.Isso não tem preço. Estava pensando ,como o ano já vai correndo,chegando março,logo chega maio, preparem os presentes, fico mais velhinha. E logo vem junho e, pronto!!!!Chega o Natal de novo!! Quando falo isso, minhas amigas me falam:

– Calma, vai devagar!!!
Mas, a realidade é que a vida voa!!! Passa muito rápido e nós,vamos ficando mais experientes. Colocarei para vocês, algumas poesias que gosto. Vamos poetar na segundona??? Poetar é bom demais!!!!


** Aqui, vai um brinde para todos vocês:

Humildade- Cecília Meirelles
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Tanto que fazer!
livros que não se leem, cartas que não se escrevem,
línguas que não se aprendem,
amor que não se dá,
tudo quanto se esquece.
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Amigos entre adeuses,
crianças chorando na tempestade,
cidadãos assinando papéis, papéis, papéis…
até o fim do mundo assinando papéis.
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E os pássaros detrás de grades de chuva.
E os mortos em redoma de cânfora.
(E uma canção tão bela!)
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Tanto que fazer!
E fizemos apenas isto.
E nunca soubemos quem éramos,
nem para quê.
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Por Fernando Pessoa

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“Cai chuva do céu cinzento
Que não tem razão de ser.
Até o meu pensamento
Tem chuva nele a escorrer.”
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(Fernando Pessoa)

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“Mas o que vou dizer da Poesia? O que vou dizer destas nuvens, deste céu? Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo, e nada mais. Compreenderás que um poeta não pode dizer nada da poesia. Isso fica para os críticos e professores. Mas nem tu, nem eu, nem poeta algum sabemos o que é a poesia.” (Federico García Lorca)

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“É preciso muito pouco. A alegria está muito próxima. Mora no momento. Perdemos a alegria porque pensamos que ela virá no futuro, depois de algum evento portentoso que mudará a nossa vida” (Rubem Alves)

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No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar: um estribilho antigo, um carinho no momento preciso, o folhear de um livro de poemas, o cheiro que tinha um dia o próprio vento” (Mário Quintana)

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Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada… Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro…” (Clarice Lispector)







10
jan
2013
Poetando numa quinta chuvosa


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Hoje, estávamos fazendo matrículas, transferências,arrumando as novas pastas,arquivando, preparando a UE para o novo ano, foi quando chegou uma senhora e me perguntou assim:

– Eu já tenho a Bolsa Carioca, gostaria de fazer a Bolsa Família, o que preciso fazer?

Eu olhei bem séria para a mãe e lhe perguntei:

– Para que a senhora quer tanta bolsa???
– A senhora quer bolsa da Mala Moderna, Le Postiche ou Anandra???

A senhora me olhou com uma cara feia!!!!
Logo, logo, sorri e falei para ela que estava brincando,que iria orientá-la.

Minhas colegas riram de passar mal!!

Eu falei para elas rindo bastante:

– Qualquer dia,eu apanho nesta Escola!!!

Mas, deixemos as bolsas pra lá e, Vamos Poetar:???? Muito oportuno,poetar numa noite chuvosa,que acham???

**************

Se tornou numa recordação guardada no meu álbum de fotografias mental. Um álbum em que podia pegar, sempre que quisesse, para desfrutar.

Toni Maguire in “Não digas nada à mamãe”

A vida é curta, não importa quantos dias a você foram concedidos.
E as pessoas eram preciosas, cada uma, não importa quantas você teve sorte suficiente de ter em sua vida. E amor… amor, valia a pena morrer por ele.
Vale a pena viver por ele, também.

– J.R.Ward in “Amante Renascido”

“Antes eu dizia: ‘Escrevo porque não quero morrer’ Mas agora mudei. Escrevo para compreender o que é um ser humano.”

– José Saramago

O silêncio ainda é o melhor aplauso.

José Saramago in “Ensaio sobre a Cegueira”

*** Essas belezas de citações, eu peguei num site magnífico POETRIZ da amiga Flávia Camargo.







4
jan
2013
Maravilha de Carlos Drummond de Andrade
Categorias: Literatura, Poesia, Reflexão


Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional…

[Carlos Drummond de Andrade]







28
dez
2012
Receita de Ano Novo


Photobucket


Para você ganhar belíssimo Ano Novo 
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, 
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido 
(mal vivido talvez ou sem sentido) 
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo,
remendado às carreiras, 
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; 
novo até no coração das coisas menos percebidas 
(a começar pelo seu interior) 
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, 
mas com ele se come, se passeia, 
se ama, se compreende, se trabalha, 
você não precisa beber champanha
ou qualquer outra birita, 
não precisa expedir nem receber mensagens 
(planta recebe mensagens? passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções 

para arquivá-las na gaveta. 
Não precisa chorar arrependido 
pelas besteiras consumadas 
nem parvamente acreditar 
que por decreto de esperança 
a partir de janeiro as coisas mudem 
e seja tudo claridade, recompensa, 
justiça entre os homens e as nações, 
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, 
direitos respeitados, começando 
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo 

que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre.

Autor: Carlos Drummond de Andrade







16
dez
2012
Domingo é Dia de Poesia


Mais um ano vai embora, se fôssemos contabilizar tudo,nossa, acho que não caberia aqui. Choramos, sorrimos, lutamos,corremos pra caramba,mas vivemos, estamos vivos e é isso que vale à pena: Viver!!!!
Ontem eu estava num churrasco ,observando e analisando que somos um país feliz.Temos comida variada, comemos bem, mesmo com toda violência,vamos e voltamos e Deus tem cuidado de nós. Quando olho para os países em guerra, penso que, eles levam anos para construir uma cidade, um país e, em poucos minutos ,tudo vira poeira e entulhos. Essa é a sabedoria do homem,fazer guerra,resolver tudo na marra. Mas, deixemos esses assuntos complexos para lá e, Vamos poetar???

Mentira


Mentira

.

Aí quem me dera uma feliz mentira
Que fosse uma verdade para mim!
J. Dantas

.

Tu julgas que eu não sei que tu mentes
Quando o teu doce olhar pousa no meu?
Pois julgas que eu não sei o que tu sentes?
Qual a imagem que alberga o peito meu?
.
Ai, se o sei, meu amor! Em bem distingo
O bom sonho da feroz realidade…
Não palpita d´amor, um coração
Que anda vogando em ondas de saudade!
.
Embora mintas bem, não te acredito;
Perpassa nos teus olhos desleais
O gelo de teu peito de granito…
.
Mas finjo-me enganada, meu encanto,
Que um engano feliz vale bem mais
Que um desengano que nos custa tanto!
.
Florbela Espanca

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