4
maio
2009
Maravilhas de Mário Quintana


…Não é que esteja bancando o modesto. Eu já disse uma vez que a modéstia é a vaidade escondida atrás da porta… Eu não sou modesto, sou isento de tudo. Se alguém me julga “genial”, eu penso: está exagerando. Se alguém não me aceita, me escracha, eu acho que é burro. Fico sereno comigo. Isso me faz lembrar os versos de Cecília Meireles, que para mim é a maior poeta brasileira desta metade do século: .
Eu canto porque o momento existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta

..

.
Do livro de Giovanni Ricciardi: Auto-retratos


.
“Mas, afinal, para que interpretar um poema? Um poema já é uma interpretação.”
.
Mario Quintana


Um dia veio uma peste e acabou com
toda vida na face da Terra:
em compensação ficaram as bibliotecas…
E nelas estava meticulosamente escrito
o nome de todas as coisas!

Mario Quintana

Crédito das  Imagens: Google







5
abr
2009
Não é para rir, é para refletir


A saúde não só no Rio, mas  no Brasil todo, é uma vergonha!!!  Falta tudo, desde o médico até ao esparadrapo. É assim mesmo, os médicos devem ficar doidos, não sabem a quem atender em primeira mão, são tantos casos sérios e graves , que infelizmente muita gente paga com a própria vida, por não possuírem um bom Plano de Saúde, que cá para nós, são caríssimos. Quando tive uma crise de vesícula, e, nessa época eu ainda não tinha Plano,  fui parar no Hospital  Geral de Bonsucesso, quase morrí, vi tantas mazelas, tanta desgraça , que minha vontade era sair dalí correndo.

Se a própria bala está perdida, imagine nós,  pobres mortais indefesos, como nos sentimos diante  dessa guerra?  Falta saúde, Educação e também segurança. Amamos o Rio, mas viver aqui têm que ser herói, precisa de malabarismo.  A cada dia de trabalho, nas idas e vindas, devemos agradecer à Deus por todos os livramentos que Ele nos dá. Saberíamos que teríams dias difíceis, e eles estão aí. Minhas amigas que estão se aposentando, estão indo para lugares mais calmos: Rio das Ostras, Friburgo, Miguel Pereira, Petrópolis, Resende, Iguaba Grande,   etc…







3
abr
2009
O You Tube já era?


Imagine um You Tube com temporadas inteiras dos seriados que você mais gosta. Tudo com imagens tão boas quanto as de uma TV de LCD. E legalizado(  isso quer dizer que, ninguém vai tirar tudo do ar de uma hora para outra. Ele existe. É o HULU, a primeira iniciativa realmente forte de levar programação de TV para a rede. Tudo muito bonito, mas tem um porém: os vídeos rodam para quem acessa o site dentro dos EUA. Culpa da burocracia que envolve os direitos autorais em países diferentes. O pessoal do HULU, está trabalhando para que a página funcione no mundo inteiro.

Veja o que há de melhor entre os concorrentes do You Tube.

 

MIRO –  Não é um site, mas um programa (que vc baixa no site getmiro.com) Ele procura vídeos na rede, baixa e depois organiza tudo na sua máquina. Também  serve para acessar as redes de torrent( as melhores para  trocar arquivos grandes, como os de vídeo.) e, de quebra,  o Miro avisa quando os episódios mais recentes das séries que vc assiste, chegam à Internet.

 

O que tem de bom   Além de funcionar  como umtudo em um”, permite que você selecione um monte de vídeos, baixe tudo, deite na sua cama e assista em seqüência.

 

E de ruim – Os menus são confusos. E tire as crianças da sala: ele não sabe filtrar pornografia.

 

MTV MUSIC-  É fato o You Tube matou os videoclipe , aquele negócio que passava na MTV na época da Era  Glacial. Mas o MTV Music promete ressuscitar a coisa. Ele tem milhares e milhares de clipes, como o You Tube , mas com uma diferença:

 

O que tem de bom   É tudo em alta definição.

O site vale  por um caminhão de DVD! E o menu é tão fácil de navegar quanto a tela de um  iPod.

 

E de ruim – A videoteca funciona  100% para os americanos( pelo mesmo problema do HULU)  Quem acessa no Brasil,por enquanto , tem que garimpar pelo site para ver se encontra algo que rode aqui.

 

Não devemos trocar nosso You Tube certo, e que nos atende de imediato,  por esses novos e duvidosos sites, que, ainda não rodam direito aqui no Brasil, devido a burocracia dos direitos autorais.Tô com o You Tube e não abro!!!

 

Fonte:  Super Interessante   Março de 2009







26
mar
2009
Alívio para o estress do professor


O trabalho deve ser uma fonte de alegrias e realização, mas pode
causar enfermidades e sofrimentos. Uma pesquisa feita em 2007 com 500
professores de escolas públicas das capitais, revelou que mais da
metade dos professores sofre de estresse. Entre as queixas freqüentes,
estão dores musculares, citados por 40% deles. Preocupa muito que 40%
declara sofrer de alguma doença ou mal-estar. Esse” mal-estar docente”,
ganhou definição do pesquisador espanhol José Manuel Esteves: “Algo que
sabemos que não vai bem, mas não somos capazes de definir o que não
funciona e por quê.” Nos casos mais sérios os profissionais, acabam se
afastando da sala de aula. No estado de São Paulo- a maior rede do
país, com 250 mil professores, são registradas 30 mil faltas por dia.
Só em 2006 foram quase 140 mil licenças médicas, com duração de 33
dias.  Esse problema se repete por todo o país e faz com que as doenças
de quem leciona tornem enfermo o Sistema de Ensino. ” Em todas  as
redes o absenteísmo preocupa porque os prejuízos para o aprendizado são
muito grandes, ” diz Cleuza Repulho, Consultora de Educação Básica do
MEC. Esse tema vem despertando a atenção de pesquisadores. Tufi Machado
Soares, da Universidade Federal de Juiz de Fora, estudou o impacto das
faltas na rede mineira e constatou que os alunos da 4ª série que tinham
mestres assíduos alcançaram média 15 pontos maior que os demais em
Língua Portuguesa no Programa de Avaliação da Educação Básica em 2002.
“Todo mundo perde com o afastamento . Mas é importante que o direito de
ter condições de estudar acompanhe o direito de ter condições de
oferecer uma boa aula,” defende Roberto Franklin, presidente da
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.  Soluções para
essa epidemia têm sido discutida e colocadas em prática em diferentes
níveis: Secretarias criam programas  de prevenção, Escolas reorganizam
processos e Educadores buscam formas criativas de enfrentar as
dificuldades do dia-a dia . Todas elas , além de contribuir para o
bem-estar e o desempenho do profissional, têm impacto positivo na
qualidade da educação. Os remédios prescritos tanto no sentido de
prevenção, quanto no tratamento- são Gestão, Formação, Organização do
tempo, Trabalho em equipe, Relacionamento com os alunos ,
Infra-estrutura, Currículo e Valorização Social. Nenhum combate sozinho
todos os sintomas, mas, associados, eles podem formas um coquetel
eficaz para acabar  com a situação de impotência diante de um Sistema
tão doente.

Remédio 1: receber o apoio da direção       

Uma gestão democrática e participativa é capaz de alterar as
condições de trabalho dentro da escola, como relatam Analía Soria
Batista e Patrícia Dario El-Moor no livro Educação: Carinho e Trabalho
(Ed. Vozes). Instituições com maior participação dos pais e da
comunidade têm mais materiais de apoio ao ensino e são mais limpas, por
exemplo, o que contribui para melhorar o bem-estar de quem ali leciona.

Remédio 2: manter-se em constante formação

Os conhecimentos sobre didática avançam; a necessidade de se manter
atualizado é constante; as salas de aula estão se tornando inclusivas;
a sociedade exige cada vez mais da escola; e, por fim, há um abismo
entre a formação e a prática do Magistério. A pressão e a ansiedade
para se adequar a tudo isso muitas vezes dão origem a doenças,
mal-estar e tensão.

Remédio 3: dispor de horários para estudo e lazer

Uma boa forma de reduzir o cansaço físico e mental e ainda melhorar
os resultados de aprendizagem dos alunos é ter tempo para estudar,
planejar e reunir-se com os colegas, sem esquecer os momentos de
diversão e lazer. De acordo com a pesquisa NOVA ESCOLA e Ibope, os
professores gastam em média 59 horas por semana em atividades ligadas
ao trabalho – 50% desse tempo em sala de aula. Metade deles tem menos
de seis horas por semana de lazer. Esses são os que mais apresentam
sintomas de estresse – como insônia e dores de cabeça freqüentes.

Remédio 4: poder contar com o apoio dos colegas

Maria Elizabeth Barros de Barros, da Universidade Federal do
Espírito Santo, estudou as estratégias encontradas pelos docentes a fim
de promover a saúde e acabar com o que faz sofrer. “O mais eficaz é
apostar na boa relação entre os professores e construir o sentimento de
grupo”, defende

Remédio 5: manter a indisciplina sob controle

A dificuldade de relacionar-se com crianças e jovens em classe é a
maior queixa dos professores, como mostra a pesquisa NOVA ESCOLA e
Ibope. A falta de disciplina foi citada como o principal problema em
sala de aula por 46% dos entrevistados.

Remédio 6: ter boas condições de trabalho

O espaço da escola afeta tanto o cotidiano dos professores quanto o
dos alunos. A precariedade das condições físicas dificulta as aulas,
tornando-as desgastantes e reduzindo a produtividade. Mobiliário
inadequado ou classes sem boa ventilação, iluminação ou acústica podem
causar ou agravar problemas de saúde, como os osteomusculares ou de voz.

Remédio 7: estar por dentro do projeto pedagógico

Ter clareza sobre o que será ensinado é condição para que os
docentes executem bem sua função em classe. Apresentar esses conteúdos
é papel das diretrizes curriculares. “Quando há referências e metas, o
professor toma decisões com maior segurança, e isso tem impacto na
qualidade da Educação”, afirma Neide Nogueira, da equipe responsável
pela elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Com a
certeza de ter as condições necessárias para desempenhar bem sua
função, o educador sofre menos.

Remédio 8: ser prestigiado

O apoio da sociedade aos educadores está diminuindo. É o que sente
um terço dos professores brasileiros, segundo a pesquisa NOVA ESCOLA e
Ibope. Isso acaba afetando seu bem-estar e seu desempenho em sala de
aula. “A progressiva desqualificação e o não-reconhecimento social
potencializam o sofrimento dos docentes”, assinala Mary Yale Rodrigues
Neves, da Universidade Federal da Paraíba. Quando se fala em
valorização social, o sentido não deve ser apenas retórico, e deve
incluir homenagens e discursos em favor do Magistério. Essa é a opinião
de Inês Teixeira, da UFMG. “A valorização tem de ser real. Profissional
reconhecido é aquele que dispõe de boas condições para exercer sua
função no dia-a-dia, salário compatível com o que se espera dele e
políticas públicas que cuidem de sua formação e sua saúde.”

Fonte:  Nova Escola – abril/2008








7
mar
2009
O professor precisa de estímulo


Acho que o professor nesse país tinha que ser uma profissão reconhecida, honrada , respeitada e acima de tudo, bem remunerada.  Sei que existem professores e professores. Mas, a maioria deles são comprometidos com a Educação, levam à sério o que fazem, sabem que são base, referência, exemplo, ícone , para muitos desses alunos. Se você é bem sucedido hoje, graças a uma professora que,  lá do primário  te orientou, ajudou, aconselhou, observou, detectou suas dificuldades, trabalhou essas dificuldades com amor e paciência. No ensino médio, encontrou professores amigos, que levaram um bom papo, abriram seus olhos para a realidade do mundo, trabalharam seus questionamentos, enfim te encaminharam, te ajudaram a dar um rumo na sua vida.  Se você é alguém hoje, saiba que lá atrás, algum professor contribuiu para  isso. Hoje vemos os professores sofrendo agressão por parte de alguns alunos indisciplinados e rebeldes, que não querem nada com a hora do Brasil e jogam a culpa no pobre professor.  O professor enfrenta problemas com os pais também têm pais que, passam a mão no filho e vão em cima do pobre educador, lá na frente choram  amargamente por isso.  A situação é crônica e complicada. Muitos professores estão desistindo, fazendo concursos, atuando em outras áreas e pulando fora. Quem fica é aquele que realmente ama o que faz, mais merece respeito!  Merece condições favoráveis de trabalho , merece apoio dos governante, merece um salário compatível, para não precisar correr pra lá e pra cá , se matando para poder dar um certo conforto à  sua família. Hoje,  o aluno pode tudo, bater, xingar, ofender, dar as costas, mentir. O professor não pode nada!!! Se deixar depois da hora, dá  Ouvidoria, se deixar de castigo os pais não gostame vão na direção fazer queixas,  se corrigir de alguma forma, dá até processo. O professor nunca têm razão, o aluno sempre pode tudo, pode até ameaçar o professor de morte. Na minha Escola têm uma professora que entrou em depressão, pois o aluno disse que ela iria amanhecer com a boca cheia de formigas,  se continuasse colocando-o de castigo. Ela não conseguia chegar perto da Escola, dava um pânico e ela voltava para casa aos prantos. Os papéis se inverteram, as coisas estão difíceis, não sabemos com quem estamos lidando. Tudo hoje causa traumas para o aluno, por isso eles estão terríveis, cheios de si, donos da situação,  daí pra pior. Eu quando era pequena, levei bolo nas mãos,  pois cheguei atrasada, e a culpa foi do meu irmão que me levava e ficava correndo atrás de pipa, brigando com os meninos na rua e eu sofria por causa dele.  Não acho certo corrigir desse jeito, eu não entendia o porque daquilo, lembro-me que chorei muito por causa dos bolos, e eu só tinha uns seis anos. Gostaria de ver nossos professores estimulados, satisfeitos, felizes, realizados, tranquilos.  Afinal de contas, passaram  por nossas mãos   médicos, professores, enfermeiros, arquitetos, advogados, carpinteiros,vendedores, etc.. Inúmeras profissões  que se  hoje estão formados, trabalhando, realizados foi  graças a um professor que lutou, investiu, acreditou, chorou, sonhou, aconselhou, caminhou junto, acreditou que você seria capaz.

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